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21.12.10

...para ninguem em particular, para todos em geral...


















"...e hoje o mais dificíl e triste é ver que estamos tão distantes quando ja estivemos tão próximos..."

8.7.10

...a ti



"Vem, permanece ao meu lado apenas alguns minutos, tenta encaixar-me nessa tua agenda sempre tão preenchida e segreda ao meu ouvido a tua fórmula mágica!
Confidencia-me o segredo por detrás do sorriso constante com que encaras a vida e da gargalhada contagiante e tão única com a qual combates as ironias do destino.
Ensina-me a eliminar os fantasmas do passado sem deixar que eles me definam ou me levem de vencida.
Espera! Fica apenas um pouco mais…deixa-me então revelar-te algo: admiro-te, sabias?
Admiro a tua garra, a tua tenacidade, a tua alegria de viver. Aprecio a forma como encaras os teus problemas e os superas quando seria muito mais simples e fácil cruzar os braços e deixar-te ser engolida por eles.
Prezo cada abraço que me cedes parecendo sempre saber o quão dele preciso, sem nada perguntar, sem nada dizer, apenas me envolvendo silenciosamente em teus braços sorrindo…
Admiro-te ainda por com um simples olhar decifrares a minha alma, vendo-me realmente e com uma pergunta tão natural (“está tudo bem?”) conseguires quase fazer ruir por completo, os muros com os quais me protejo.
Sabes? Talvez tenha sido como tu dizes, talvez tenha sido o facto de termos histórias de vida similares, o que me levou a gostar instintivamente tanto de ti logo no inicio.
Confessas ser mútua esta minha admiração (não percebo muito bem porquê, quando apenas ambiciono ser um pouco mais parecida contigo), mas a ti confesso seres tu o modelo que tomo como exemplo e pelo qual me tento guiar sempre a vida teima em me ralhar! =)
Agora sim, já podes partir e voltar a esse constante corrupio em que vives (talvez o segredo resida ai mesmo, sem seres capaz de te abstraíres no meio da multidão, ocupares de tal modo o teu tempo que não sobrem segundos para puderes lamentar os percalços do caminho ou talvez não e seja mesmo apenas e só essa tua maneira de ser tão especial, tão tua…)
Adoro-te pela amiga, adoro-te pela mulher mas adoro-te sobretudo pelo bonito ser humano que és..."


"Sabe quando a gente pensa alto? Porque acha impossível existir alguém que pense tão igual ? E vem você e diz que também se sente assim…"
desconheço a autoria

"

13.5.10

Queres que seja sincera ou que diga aquilo que pretendes ouvir?



Queres que seja sincera ou que diga aquilo que pretendes ouvir?
A verdade é que quando me perguntas se estou bem só o fazes por descargo de consciência ou então por ser aquela pergunta banal que toda a gente faz…e quando eu te respondo que sim, é apenas porque não pretendo falar do assunto, quando sei que a preocupação não é sincera, quando o meu orgulho se sobrepõe a qualquer vulnerabilidade.
Então digo aquilo que pretendes ouvir e omito a verdade, mesmo quando só a ti a seria capaz de admitir…
Queres que seja sincera ou que diga aquilo que pretendes ouvir? Não digas que ambas são a mesma coisa se quando te confio as minhas inseguranças e receios, mesmo meios camuflados, te mostras incapaz de prestar atenção às palavras que pela minha boca desfilam!




" Não é bom que toda a verdade revele tranquilamente a sua essência; 
e muitas vezes o silêncio é para o homem a melhor decisão." 
Píndaro

9.4.10

Olhas-me…mas ainda me verás realmente? Para além das palavras, dos gestos, dos subterfúgios?
Ouves-me…mas por trás desse aparente desinteresse, será que na realidade me escutas?
A diferença não reside nos grandes actos, mas sim nos mais mundanos, banais e quiçá para ti insignificantes. Não no que é dito, mil vezes repetido, mas em todas as palavras abandonadas face à indiferença perante o dize-las ou não, na recusa em novamente formular pedidos nunca atendidos, permanece no isolamento e no silêncio com que me blindo.
A diferença está entranhada em mim….reflectida em ti e espelhada em nós…
(...)
"Para que gritar, quando o próprio silencio berra?" 
Desconheço a autoria

31.3.10

Devaneio


Evitas o que eu procuro, negas o que eu afirmo.
Insistis e buscas quando eu desisto e fujo.
Quando eu não quero ficar, tu permaneces.
Para ti guardas tudo o que eu não me inibo de dizer.
Do que me define entendes o que eu menos percebo.
Calas as palavras quando mais as quero ouvir.
Não entendes os meus silêncios.
Não percebo os teus comportamentos.
Lados opostos nos definem, discrepâncias cruciais nos marcam.
Por entre tanta diferença nos encontramos e entre tanta diferença nos perdemos e distanciamos.

14.3.10

Quando me quiseres conhecer...


Quando realmente me quiseres conhecer toma atenção aos meus silêncios demorados, a todas as palavras silenciosas que o vento rouba e leva para bem longe em vez de ligares a toda a tagarelice maçadora que me caracterizada e que de mim, pouco ou nada mostra.
Aprende a interpretar os meus olhos e não precisarás de me perguntar como estou, saberás instantaneamente se minto ou digo a verdade, se quero ficar ou fugir o mais depressa possível. Bastará um olhar e todas as tuas perguntas encontrarão resposta imediata.
Quando estiveres disposto a fazer um esforço verás que sou mais que insegurança ou negativismo, mais do que uma primeira impressão deixa transparecer. Se procurares por entre as palavras e as atitudes e estiveres disposto a “escavar” mais fundo, talvez te possas surpreender, talvez te depares com os motivos ocultos de cada palavra, de cada acção…sou mais do que pareço, do que achas e muito menos do que serei!
Não sou preto nem branco, sou cinzento-escuro quando se trata de resguardar o meu coração, quando ainda não conquistaram a minha total confiança, quando me sinto pressionada ou posta à prova e principalmente quando tenho medo de falhar e me sinto insegura…
Não sou preto nem branco, sou cinzento bem clarinho quando estou entre amigos, quando me sinto querida e acarinhada, quando os sorrisos pela casa fazem eco e palavras amigas ou encorajadoras aquecem o meu coração…
Sou mulher, sou complicada por natureza! Não é, suposto ser de fácil entendimento nem de fácil trato, entre o preto e o branco deambulo e entre tonalidades diferentes me perco contudo se a isso estiveres disposto facilmente aprenderás a distinguir todas as nuances que me definem…

27.2.10

Fronteiras


Não quero mais que passes fronteiras para ti sempre invisíveis, que conheças todos os cantos e recantos do meu mundo e que nele possas agir como se fosses dono e senhor. Não quero mais sentir-me em casa nas tuas palavras, conseguir prever atitudes e ler jeitos e trejeitos.
Nesse mundo que é o teu, quero esquecer o nome das diferentes paisagens que possui, não ser capaz de distinguir os dias nebulosos dos ensolarados nem saber onde todos os rios nascem e desaguam.
Quero refugiar-me em mim, cercar-me de muros bem altos que impeçam a tua entrada e deixar que o esquecimento engula essa passagem secreta que sempre uniu estes dois mundos entre os quais deambulo e conheço demasiado bem.
Hoje quero fazer o impensável e abandonar aquilo que tantas vezes foi o motivo de todas as decisões e o empecilho em todas as tentativas de fuga. Porque hoje a ausência é maior do que o orgulho no “nosso não sei quê…”, daquele algo que transcende as palavras e recusa qualquer tentativa de explicação…quero perder-me pelas ruas do esquecimento e não ser capaz de recordar o caminho de regresso ao meu porto seguro.
Porque hoje a emoção leva a melhor na eterna luta com a razão, quero abrir mão de tudo e simplesmente esquecer…

19.2.10

Insegura, hoje sinto-me insegura!


Insegura, hoje sinto-me insegura!
Já não sei o que é certo ou errado, se viro à direita ou à esquerda, se faço bem ou faço mal. Dou por mim perdida em pensamentos, a deixar que as duvidas assolem a minha paz de espírito.
Revejo momentos, palavras, silêncios e atitudes e já não sei dizer se foram as mais acertadas, se o fiz por achar que era o melhor para todos, a atitude mais correcta a tomar ou por apenas ser incapaz de cortar definitivamente e partir em direcção completamente oposta.
Duvido dos motivos, duvido das personalidades, duvido da importância, dos sorrisos e das meias verdades…
Insegura, hoje sinto-me insegura….e no meu de tanta insegurança e falta de confiança em mim própria, finalmente percebo que não posso ter a atitude mais ajustada, ficar calada e não espernear, ser a boa menina do costume, fechar os olhos aos pormenores que me magoam e fingir acreditar que existe um valor maior que fará todo o suplício valer a pena!
Finalmente percebo, os revezes de se ser demasiado boazinha para demasiadas pessoas em demasiadas tentativas de agradar, culpa desta mania de ter que ser perfeita sabendo que nunca o serei!
Insegura, hoje sinto-me insegura e como tal mando tudo "à fava", estou farta de manter o sorriso quando ele apenas quer desaparecer, farta de desviar o olhar e fingir não ver, farta de ignorar aquela dorzinha teimosa que persiste dia após dia e comportar-me como se tudo já pertencesse ao passado…
Apetece-me dizer que odeio tudo e todos! Gritar ao vento como a situação é injusta, dar-me palmadinhas nas costas e reconfortar-me por ter como rota o caminho em frente quando a dor é tão intensa, quando fazer o correcto e o que toda a gente espera que eu faça se torna tão torturante.
Insegura, hoje sinto-me insegura quanto ao caminho a seguir, entre escolher assumir o fracasso caminhando para bem longe sem nunca olhar para trás ou escolher continuar de espada em riste e armadura colocada batalhando por uma causa inglória na qual os principais visados nunca me darão o devido crédito se dela, algum dia sair vencedora!
É complicado sentir, é difícil de encontrar, é quase impossível de esquecer mas tão fácil de ignorar quando não somos nós que o enfrentamos!
Insegura, hoje sinto me insegura e por tal quero ter o direito de pensar só e apenas em mim, de ser egoísta e achar que a minha dor é a maior do mundo…nem que seja por um breve momento...
Insegura, hoje sinto-me insegura!

4.2.10

O que é a amizade?


O que é a amizade? Como se mede? Como se pesa? Como se define? A que se resume? Hoje dou por mim a interrogar-me…
Será que a verdadeira amizade apenas e só verdadeira quando convém a uma ou a ambas as partes? Será que não passa de puro oportunismo, de puro comodismo?
O que é a amizade, como se mede, como se pesa, como se prova? O mundo gira, a vida avança e eu dou por mim a perdida em novas realidades! As coisas mudam, por vezes tão rapidamente que se torna difícil não me ver apanhada pela surpresa que as mesmas me causam…
Recuso-me a acreditar novamente, recuso-me a ser amiga de quem parece não se importar com o facto de que o seja ou não, recuso-me a fingir q nada mudou, que atitudes não me decepcionaram, recuso-me a acreditar em desculpas vãs e vazias em conteúdo e sentimento!
Palavras são apenas e só palavras e sozinhas, de nada valem, nada provam, necessitam de ser acompanhadas de actos e atitudes, tempo dispensado, para de facto serem valorizadas.
Hoje não consigo ser a mesma amiga ingénua e inocente que conheces-te sempre pronta a ajudar no que fosse preciso, e isso, é algo que lamento profundamente! Não por ti, que hoje caminhas firme pelo teu pé esquecendo quem te estendeu a mão quando apenas gatinhar sabias, mas por mim…
Por hoje me mostrar incapaz de não olhar as pessoas que de mim se aproximam com desconfiança, por hoje ter medo de ser prestável, de ser VERDADEIRAMENTE amiga de alguém e de ter receio de novamente me sentir “usada” como lenço de papel que se usa e se deita fora.
Mas não! Não terás o gostinho de me fazer vacilar, de me veres deixar de ser o tipo de amiga que sempre tentei ser, desinteressada e sincera. Apenas não serei essa AMIGA para ti…contudo tenho que te agradecer, pois tu relembraste-me a importância de se saber separar o trigo do joio, de não se poder confiar tão rapidamente, tão cegamente, fizeste-me valorizar ainda mais aquelas pessoas que estão sempre ali quando levanto os olhos e olho em meu redor, apesar de todas as brigas, discussões e chatices, aquelas que continuam a sua caminhada de mãos dadas comigo, que não vacilam e desistem à primeira contrariedade …
Na capa preta ficará para sempre marcada a tua passagem pela minha vida, mas apenas e só os bons momentos, as risadas, as lágrimas outrora afagadas, recordações de praxes e noitadas de estudo ou nem por isso, as longas conversas…faltará para sempre o que poderia ter sido e não foi, a cumplicidade, a amizade para uma vida…

29.11.09

Hoje



Hoje, olho em redor e tudo soa a falso. As palavras que me dizem são ocas e vazias, as atitudes das pessoas parecem-me por vezes, tão mesquinhas e insignificantes. Os dias são monótonos e desprovidos de alegria e eu limito-me a arrastar-me de um dia para outro sem me preocupar minimamente em tentar distingui-los, pois neles faltas tu…
Hoje, esforço-me e concentro-me em recordar memórias e vivências, lembrar quando e porquê ganhaste tamanha importância, quero reter os gestos, as palavras, os sorrisos, quero perceber se sempre foste como te comportas agora, se realmente eram “os coraçõezinhos na minha cabeça” que me toldavam a visão. Mas por mais que me esforce não encontro conclusões satisfatórias que expliquem este círculo vicioso onde me encontro e me possibilitem uma escapatória do mesmo.
Hoje, faltas tu com as tuas palavras para amenizar o cinzento dos dias chuvosos e lhes adicionares algum colorido, para aquecer o meu coração do frio que faz lá fora, para esbater esta saudade da qual fujo e nego sem saber muito bem porquê.
Hoje faz-me falta a pessoa que tão bem já me descreveu, tão bem um dia me conheceu (ou talvez não)...
Hoje...

2.11.09


Se serei capaz de viver sem ti? Não duvido que serei!
Se acho que encontrarei alguém que ocupe o lugar que te havia destinado no meu coração, na minha vida? Claro que sim, ninguém é insubstituível, contundo confesso que não serás decerto das pessoas mais fáceis de substituir, de esquecer…
Como esquecer alguém que está em mim, em todo o que faço, digo ou sou? Como não me lembrar constantemente de alguém cuja voz a minha consciência parece ter-se apoderado e feito dela o seu modo de expressão e me vejo forçada a ouvi-la constantemente nos meus momentos de dúvida ou receio?
Como não sentir falta daquela tranquilidade que apenas a tua companhia, as tuas palavras, a tua atenção… tu eras capaz de me proporcionar?
Como apagar recordações impressas a fogo na minha memória? Mas como não deixar de o tentar fazer se o que hoje vejo me faz duvidar da veracidade das mesmas? Se hoje em ti todo me impele para que o faça?
Assim apenas me resta deixar todas as lembranças, expectativas e esperanças no passado, aceitar que tudo tem prazo de validade e que este já parece ter expirado à muito!

29.10.09

...

Não esperes que vá atrás de ti, porque não o farei…
Não esperes que lute, se já não acreditar…
Não esperes que acredite, se já não vir provas…
Não me imponho a ninguém, não obrigo os outros a terem-me na sua vida, se assim não o quiserem, não sou amiga de quem não se mostra interessado em sê-lo para mim também.
Se errei? Provavelmente! Não sou perfeita nem nunca o serei, mas terei sido a única a te-lo feito? Será apenas e só minha a culpa de todos os percalços?
Hoje apenas me pergunto…onde estão os actos para comprovar tantas e tão doces palavras? Onde está a paciência, a cumplicidade, a saudade das conversas e do tempo dispensado?
Onde estás tu? Onde estão todas as promessas?
Não, não estou a pedir explicações, já não as quero, delas já não preciso…




(dedicado à minha companheirinha do voluntariado! 
obrigado linda pelas conversas, pelos conselhos, 
pelos risos e bons momentos =D )

17.10.09

porque...


Porque hoje sinto a tua falta e precisava que estivesses presente mais do que nunca.
Porque hoje queria adormecer nos teus braços e não posso, queria ouvir palavras tão tuas, tão únicas, sussurros que encorajam e me dão forças…
Porque hoje olho à minha volta e não encontro quem jurou nunca partir, o amigo de tantas horas, a minha consciência personalizada, o meu refúgio.
Porque hoje fecho os olhos e desejo com todas as forças que em mim existem, que ouças o meu pedido de ajuda, que ele, por muito longe que te encontres, te desperte e te faça sentir o quanto a falta da tua voz, das tuas palavras, da tua presença é sentida.
Porque hoje, mais do que ninguém, como a ninguém, é de ti, que careço ao meu lado.

13.10.09

porto de abrigo



Quando o mundo parece ruir á minha volta, quando tudo q julgava como certo desaparece como areia entre os dedos…é para o teu colo que imediatamente me apetece fugir.
Quando a dor invade o meu peito de tal forma q ate o simples acto de respirar se torna difícil de concretizar e as lágrimas sufocam os meus murmúrios de pânico e medo...é o teu abraço q mais quero sentir.
Foste, és e serás sempre o meu porto d abrigo, a luz ao fundo do túnel, o farol na tempestade. Será s
empre para ti o meu primeiro pensamento quando a vida me ralhar, será sempre o teu olhar o primeiro que procurarei entre os que testemunharão os meus sucessos e vitórias mesmo quando os nossos caminhos se desencontrarem nas encruzilhadas da vida e de ti apenas restar as memórias que resistem ao esquecimento que o passar do tempo lhes impõem, fecharei os olhos e pensarei com todas as minhas forças em ti, sorrindo à medida que tantas e tão boas recordações de 1 passado em conjunto desfilarem à minha frente.
Fecharei os olhos e fugirei para ti, meu porto seguro, intemporal e constante e de novo ouvirei as tuas palavras de conforto e encorajamento, dando-me alento para nova batalha nesta guerra constante a que chamamos vida, relembrando-me que sou mais forte do q qualquer obstáculo q possa atravessar -se no meu caminho. E uma vez mais sentirei a tua falta…



"...when the storm is raging outside
You're my safest place to hide
(...)
When I feel like giving up
(...)
You understand me like nobody can
(...)
When this whole world gets too crazy
And there's nowhere left to go
(...)
You're the only truth I know
You're the road back home
(...)
You're my safest place to hide ..."
Backstreet Boys - Safest Place To Hide

14.9.09

Hoje (novamente) choro...

Hoje novamente choro, não por ti…mas sim, pela pessoa que era quando eras presença constante na minha vida.
Hoje apenas o teu reconfortante abraço poderia impedir que as lágrimas de novo molhassem a minha face. Mas por mais que procure tu não estás em parte alguma, apenas o teu fantasma vem ao meu encontro.
Tento dete-lo, obriga-lo a não fugir de mim, a não desaparecer da minha vida, mas ele não me liga e desvanece-se no ar rindo de mim.
Serei mesmo esse monstro de quem foges? Não terei eu qualidades que atenuem todas essas coisas que não suportas em mim?
Hoje novamente choro, não por ti, não por quem fui, por quem era, por quem sou. Choro sim por sentir que perdi o que jamais julguei poder perder.
Choro pelas tentativas falhadas de o conservar junto a mim, por parecer que apenas tento abraçar o vento.
Hoje novamente choro, por tudo que dei, que parece nunca ter sido suficiente. Pelas atitudes mal compreendidas, pelas tentativas em fazer sempre o melhor para todas as partes envolvidas.
Choro por ter gostado demasiado, por ter querido demais, pelo passado e pelo presente.
Hoje novamente choro, pela opinião que tens de mim, pela suposta sinceridade recíproca, mas principalmente pela ausência, pelo sentimento de fracasso, pelo vazio…

14.6.09


Talvez se olhar bem no fundo dos teus olhos encontre respostas para todos os meus porquês e consiga finalmente pôr cobro na dor constante que os mesmos me provocam. Mas tenho medo e não procuro, tenho medo de encontrar alguém que não reconheça, tenho medo que neles só ver reflectido a indiferença e frieza.
O tempo passa e o que ontem era tido como verdadeiro, hoje já não o é mais. Se recordo o passado este parece não me pertencer, as personagens não correspondem aos actores que as desempenharam e o diálogo, esse parece ter sido irreal.
Fosse esse passado hoje presente e não actuaria assim, não deixaria o espectáculo terminar sem as minhas respostas, nem representaria a cena final da mesma forma. Prostrada no meio do palco, sozinha e completamente destruída.
Queria apenas ter-me apercebido da altura da mudança de cena, para que dela me pudesse ter retirado com alguma dignidade, mas não a distingui tão concentrada em assistir ao teu desempenho, para mim o resto desaparecia e o palco apenas nosso era.
Não, não procurarei respostas nos olhos do actor quando foi pela sua personagem que me apaixonei. Apenas lhe posso pedir que não me diga falas de uma peça há muito extinta, falas que não são acompanhadas dos gestos e acções de outrora.
As personagens mudaram, o texto já não é igual e entre uma peça e outra apenas pretendo esquecer.

23.5.09

a dança


Nesta nossa dança constante, de rodopiar me cansei, perdi o ritmo, troquei os passos.
Não te aproximes mais se é para te afastares logo de seguida. Não dances tão perto de mim, larga a minha mão e deixa-me trocar de par, tentar aprender novamente a dançar agora que uma música diferente começa a tocar.
Quero uma vez mais que esta me guie, fechar os olhos e esquecer o mundo que me rodeia, sorrir para a vida e ser feliz… Quero ir para o centro da pista e ser dela rainha.
Não dances assim tão colado a mim, se logo depois me afastas de ti. Liberta-me da prisão do teu corpo, ao pé de ti não quero estar mais, e dançar deste modo não já consigo…

18.5.09

Amor de bibe

“Dá-me a mão, fecha os olhos, regressa por segundos comigo ao passado. Deixa que pela tua mente desfilem antigas lembranças, momentos partilhados pelos dois, a dois…
Recorda o olhar inocente com que me olhaste, o pedido de namoro envergonhado, feito a medo. A correria de mãos dadas gritando ao mundo que éramos namorados, o beijo no escurinho tão rápido…
Agora diz-me porque se tornou tão difícil hoje em dia? Parecemos dois estranhos, se nos cruzamos, nada dizemos. Trocamos apenas um sorriso cúmplice. Diz-me haverá motivos para ter vergonha?
Não, pois éramos duas crianças que brincavam aos adultos dizendo que namoravam. Dois namorados que quilómetros e quilómetros separavam, duas pessoas que crescendo se perderam uma da outra…Hoje não fazes parte da minha vida, nem eu da tua, em comum apenas temos esses efémeros dias, esse sorriso que ninguém sabe o porquê, o nosso amor de bibe…”

2.5.09




" De tanto te chamar a minha voz sucumbiu, de tanto te esperar a minha paciência se fartou. Chamei, tu não vieste. Pedi, implorei, fingiste não ouvir…
Agora parto sem olhar para trás, não me arrependo, sei que dei o meu melhor, mais do que tinha, mais do que merecias. Parto porque não posso ficar, seria demasiado doloroso se não o fizesse. Tenho que ir, pois aqui já não pertenço mais, tenho que seguir em frente e de ti me desprender por mais difícil que seja.
Não faças perguntas cujas respostas já conheces, não me peças que eu aja da mesma forma do que no passado, pois não posso, não por não querer, mas sim por já não o conseguir fazer. Por ti, teria ido ate ao fim do mundo, dar-te-ia a mão e iria contigo, tamanha era a minha insanidade…
Olhaste-me e não encontraste o mesmo em mim que eu vi em ti, e isso doeu, mais do que possas imaginar. Doeu, por eu não ter feito a mínima mossa em ti, quando tu foste capaz de provocar tamanho estrago em mim.
Mas tu nunca percebeste isso, nunca inteiramente, não o compreendeste exactamente por eu ter sido mais uma, e por isso continuas a fazer-me pedidos e exigências sem sequer notares o tamanho do sacrifício que tal é para mim.
Por tudo isto, hoje te deixo aprisionado no meu passado e volto à minha vida onde tu não tens permissão para entrar. Não te culpo, não te odeio, seria impossível, mesmo que o quisesse. Apenas te vedo a entrada por acreditar ser mais fácil assim. Acusa-me de ser egoísta e de não ponderar a posição em que te deixo, mas a explicação é muito simples, tu não precisas de mim na tua vida, sou apenas mais uma e essa é uma realidade com a qual está a ser muito difícil de lidar. Sei que provavelmente quando for capaz de te ter de novo na minha vida, tu já não vais querer fazer parte dela, mas é um risco que tenho que correr…"

20.4.09

Para aquele grupinho, o meu grupinho,

Para aquele grupinho, o meu grupinho, vocês sabem quem são (pelo menos assim espero) …=p
Nem sempre conseguirei evitar a tua queda, mas sempre tentarei, e se falhar e tu caíres, levanta a cabeça e procura a minha mão, pois ela estará sempre estendida para que te possas levantar…
Nem sempre conseguirei evitar que tropeces, mas sempre te alertarei das pedras e dos buracos do caminho…
Nem sempre conseguirei evitar que as lágrimas molhem a tua cara, mas sempre estarei disposta a seca-las com o mais franco sorriso, com a palavra certa, com o comentário mais parvo…
Nem sempre conseguirei fazer nascer um sorriso na tua cara que apague a tristeza dos teus olhos, mas para sempre tentarei…
Nem sempre conseguirei evitar que a vida te desiluda, mas sempre estarei disposta a ceder um abraço que conforte o teu coração…
Nem sempre conseguirei ser a melhor das amigas, a amiga que sei que mereces, mas sempre tentarei…
Não por achar que tu o mereças ou que seja esse o meu “papel”, a minha “obrigação”, mas sim para de algum modo tentar retribuir o já me deste, o que por mim fizeste…
Não por esperar algo em troca, mas sim por apenas querer ver-te bem e feliz…
Pois tu és…uma das pessoas de quem gosto de forma incondicional e vitalícia…
Pois tu és…quem já me deu mais do que eu esperava, do que eu pedi…
Pois tu és…membro daquele grupinho, o meu grupinho… =)