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20.7.12

Feliz dia da Amizade!

Quando este blog foi criado tinha como único propósito o de ser um refúgio para mim, onde eu pudesse dar rédea solta aos meus devaneios amorosos e desabafar todo o que me fosse na alma com tamanha sinceridade e crueza que de outra forma não era possível...assim e bem devagarinho fui entrando neste mundo da blogosfera e conhecendo outros "cantinhos" que tinham, na sua essência, mais ou menos o mesmo objectivo, um comentário aqui e outro ali, fui ganhando um verdadeiro carinho pelas pessoas por detrás desses mesmos cantinhos e que por mais ausente ou presente que eu esteja por este mundo têm sempre uma palavra amiga para me brindarem.
Desta forma, apesar das  palavras continuarem a ser parcas por estes lados (e eu ser defensora de demonstrações de afecto em pequenos gestos diários), rendo-me ao cliché e aproveitando este dia em que a amizade deverá ser celebrada para agradecer (uma vez mais) a todos vós, por estarem desse lado a comentar as parvoíces que por aqui se publicam ou a partilharem um pouquinho de vocês ( e que por vezes tanto de mim reflecte).
Feliz dia internacional da Amizade!


Amizades são inexplicáveis e não devem ser explicadas, se não se deseja destruí-las.
- Max Jacob -




12.7.12

(...)


....e quando eu finalmente baixo os braços e murmuro baixinho "desisto, não dá mais", eis que tu tomas uma atitude e me relembras porque é que mesmo silenciosamente ausente serás sempre presença constante e latente na minha vida!


"Sabe o que eu quero de verdade?! Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma..."
-Clarice Lispector-


15.5.12

O melhor de finalmente ter aprendido a manter as expectativas baixas em relação a ti é conseguir aproveitar os momentos "inesperados" que por vezes me proporcionas...
Não sei se tomo (diariamente) a decisão mais acertada, não sei se é o facto de sermos tão parecidos que nos distancia cada vez mais, e se ao procurarmos um caminho comum que novamente nos reúna tomamos as decisões e atitudes mais erradas....
Não te guardo rancor (aliás acho que seria impossível) mas esta singularidade minha de perdoar mas não esquecer impede de deixar completamente de lado todas as desilusões pelas coisas me fizeste/fazes passar, o orgulho não me deixa fazer-te saber o quanto de ti preciso na minha vida e a falta que me fazes ( acho que há muito que já o devias saber!)...
Sei que nem sempre facilito, não ligo nos teus anos ou em qualquer outro dos dias que para ti são especiais, mas a verdade é que foste tu que primeiro, o deixou de fazer. Sou fria e distante quando me procuras, mas não consigo agir de outra maneira quando só pareces lembrares-te da minha existência quinze dias por ano.
Custa-me não te ter aqui nos momentos mais importantes da minha vida (e sobretudo saber que tu deles, nem fazes ideia) e dói falar de ti e ter que explicar como estou magoada ou ouvir que desdenho de algo que muita gente dava tudo para (voltar a) ter.
Cada história tem dois lados e anseio pelo dia em que finalmente ganhes coragem e me contes a tua interpretação da nossa...




"Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real."


Martha Medeiros

*foto retirada daqui: http://weheartit.com/entry/20437784/via/yumxo

19.4.12

Ser tua irmã...

"Ser tua irmã...é ter o coração sempre apertado, de saudade, de receio, de amor."*


*...e neste momento de preocupação!

8.3.12

Deixem-me falar-vos de uma pessoa muito especial...

Deixem-me falar-vos de uma pessoa muito especial...
Poderia trata-la por amiga se ela não fosse para mim, muito mais do que isso. Esteve desde sempre presente (de uma maneira ou de outra) na minha vida, tanto que nenhuma recorda o dia em que nos conhecemos. Com ela partilhei segredos, brincadeiras, lágrimas e sorrisos, sonhos e devaneios, disparates e maluqueiras.  
Foi a primeira melhor amiga e a irmã "emprestada" que algum dia tive, e ainda hoje permanece como tal, crescemos e mudamos juntas, afastando-nos por vezes, nas encruzilhadas e percalços da vida, mas nunca definitivamente, nunca por zangas ou mal entendidos que nos impedissem de nos reaproximar novamente.
Cada uma seguiu o seu caminho, e talvez hoje por um motivo ou por outro, não sejamos tão próximas como outrora, pois o tempo parecer ser cada vez mais escasso e os momentos tendem a ser partilhados com outras pessoas, contudo, continuo a guarda-la com carinho num cantinho só a ela reservado no meu coração.
 Foi e continua a ser a minha amiga de infância (na falta de termo melhor para a definir), aquela a quem o texto mais lido neste blog se destina, aquela para quem hoje escrevo, na esperança que este texto consiga descrever ainda melhor o que por ela sinto...
(PARABÉNS A.)

p.s. Feliz dia da Mulher :)

3.3.12

Apenas e só para ti

Ela, presença constante nos momentos mais importantes da minha vida, bons e maus...Que me apoia sempre, mesmo quando eu bato pé e faço birra.
Ela que nunca deixa de dar a sua opinião, mesmo (e principalmente) quando eu não a quero ouvir,  e tenta assim que eu evite novas desilusões e mágoas mas que para mim corre, sempre que tal sucede, para me ajudar a supera-las.
Ela, que faz parte do meu quotidiano há cerca de 10 anos e que comigo, lado a lado, uma amizade vem a construindo e sedimentando há quase 7.
Ela, com todos os seus defeitos e inúmeras qualidades, que como poucos, me consegue levar das lágrimas às gargalhadas ou a embarcar nas mais loucas aventuras.
Ela,  a quem se deve muito do que sou hoje, a melhor amiga de todas as horas...
Ela, que raramente visita o cantinho, desta que hoje vos escreve, mas que reclama por nunca encontrar nada a ela dedicado...
Ela...faz anos hoje, e como tal aqui fica a mais singela prova da minha amizade!
Parabéns D.! =)

"Onde quer que nos encontremos, são os nossos amigos que constituem o nosso mundo."
William James

28.2.12

Estado de espírito

...e  ainda dói, mais do que me lembrava ou gostaria, cada vez que me recordas (mesmo que de forma não intencional) que cada uma das promessas feitas continuam por realizar, condenadas por ti ao esquecimento, mas sempre presentes em mim, mesmo quando delas por vezes finjo não me lembrar.
Adorava não ter esta memória de "elefante" que não me deixa esquecer cada palavra outrora proferida e gostava ainda mais de não ter este coração que continua a gostar e a se preocupar mesmo depois tantas vezes espezinhado.

(..sei bem que há muito já eu deveria ter aprendido, que de ti, nada posso esperar e que é esta, a melhor forma para conseguir desfrutar, as "migalhas" de afecto e atenção que por vezes te lembras de oferecer, mas nem sempre a razão leva a melhor nesta eterna luta com a emoção...)

"Tem coisas que palavras não dizem, somente o olhar expressa, e o carinho confirma."
 (Mário Pires)

27.2.12

As amigas



De quem são as gargalhadas que ouço? Serão daquelas jovens que ali adiante caminham?
Sim, devem ser delas, elas riem, brincam, dizem disparates, partilham segredos e novidades.
Ao mais distraído espectador desta tão usual cena de certo não se aperceberá que aquele passeio, aquela tarde se trata de um reencontro de velhas amigas, de amigas que já passaram por tanto juntas, de amigas que em determinado momento seguiram caminhos diferentes.
Mas elas mudaram, já não são as mesmas que outrora foram, cada uma do seu jeito, a seu tempo, mudou, é diferente naquela tarde. Poderá a amizade ainda ser a mesma?
Provavelmente não.
As pessoas mudam, tal como as suas prioridades. Nada volta ser o que já foi, a cumplicidade diária perde-se nos dias em que não se falam. A intimidade, o à vontade diminuem, mas poderá por breves momentos a magia acontecer e todo voltar a ser igual?



26.07.2010*
 
*...e hoje mais de um ano depois, sei que não, a vontade existe de ambas as partes, mas por algum motivo que ainda não consigo perceber, apenas por momentos as coisas voltam a ser como foram outrora.
 
 
 
"Se tens um amigo, vista-o com frequência, pois as ervas daninhas e os espinheiros invadem o caminho por onde ninguém passa..."
Provérbio árabe






p.s. Não sei se é por eu ser um zero à esquerda nestes assuntos cibernáticos ou problema da net mas a verdade é que desde sábado que não consigo comentar blogs que não tenham os comentários a aparecer num janela à parte...eu tento comentar mas quando vou a submeter aparece um tringulozinho com um ponto de exclamação e eu fico sem saber se o comentário foi ou não foi guardado.
Quando começo a seguir um blog gosto de deixar um comentário a avisar e a explicar porque o sigo, nos últimos que comecei a seguir não o pude fazer, exactamente por este problema. Fica registado o aviso, não é má vontade minha é mesmo burrice!! =)
Quem me souber explicar como resolver a situação fico muito agradecida!


13.2.12

o nosso pequeno segredo

O que tu não sabes é que eu adoro fazer afirmações mesmo sabendo que as desmentirás logo a seguir, dizer que estou certa só para te ouvir dizer que estou errada, de fazer perguntas cujas respostas à muito sei de cor...
A verdade é que tu nem sonhas o sorriso nos meus lábios a cada não que tu dás aos meus diversos "sim's"...
Porque a verdade, mesmo que nunca a admitas é que eu te conheço melhor do que queres/gostas de admitir, leio-te num olhar, num gesto numa palavra ou na ausência dela e gosto mais do que queria  ter que admitir que adoro demasiado esse facto!
E assim vamos passando o tempo...tu fingindo que não o sabes e eu fingindo que não sei que tu o sabes...

"Olhos que olham são comuns.Olhos que vêem são raros."
J. Oswald Sanders

1.2.12

Deambulações académicas...(ou então o tão prometido texto...ou quase)

Volto por instantes à casa que foi a minha nos últimos três anos, passo por corredores vazios, portas entreabertas e sussurros de aulas a serem dadas, cada recanto projecta-me para um passado ainda tão fresco, cada canto me lembra de histórias, de pessoas que jamais quero esquecer…


Os campos lá fora relembram-me a minha vida de caloira, a ansiedade que antecipou o primeiro dia de aulas e que não me deixou dormir, a tão temida praxe, o almoço tomado a correr pois chupetas precisavam de ser compradas e placas feitas. Os risos à socapa dos doutores e o cheiro intenso à polpa de tomate estão tão vivos na minha memória que quase os ouço e cheiro novamente.

O diploma lá continua na parede do meu quarto mostrando a quem nisso tiver interesse o orgulho de ter “sobrevivido” a tão “cruel e dura” praxe, ter participado na praxe de veteranos e de curso, ter sido baptizada com o nome de abracinho e adorar tal facto.

Abraços eram aliás uma constante, distribuía-os à medida que deles ia precisando, teimando em não pedir autorização na maioria das vezes e assim amizades foram sendo feitas umas por puro acaso outras por necessidade, a “tribo” ganhou forma e momentos hoje memoráveis foram ocorrendo entre trabalhos de grupo, estudo e saídas.

Volto ao presente e o coração fica apertado, a saudade reclama por atenção e recusa-se uma vez mais a ser ignorada, no caminho de regresso a casa é impossível conter a corrente de pensamentos e recordações que inundam a minha mente, silenciosamente enumero cada um dos nomes que ao nome desta faculdade estão para sempre associados, interrogando-me o que deles será feito ou como os poderei reunir a todos novamente.

Já em casa tiro a capa preta do armário, consigo narrar a história de cada emblema e mancha que nesta existe…não resisto, ponho-a novamente aos ombros e deixo-me transportar para todas as vezes que a enverguei, experimentando-a euforicamente na loja, usando-a incorrectamente o jantar de curso inteiro, transbordando de felicidade ao vê-la traçada pelo padrinho na serenata, abrigando-me nela quando a chuva marcou presença no caminho para novo jantar enquanto “grande animal”, o respeito (ou nem tanto assim) que impôs enquanto fui praxadora, a água que limpou na cabeça da afilhada, das serenatas e declarações que presenciou, do frio do qual me abrigou ou das centenas de fotos na qual foi protagonista.
E eis que o telemóvel toca, com uma nova mensagem recebida: "Vou estar por esses lados, vamos tomar café e desfiar velhas meméorias? Tenho saudadinhas tuas"(…)

Continua...

30.1.12

You Raise Me Up




....porque esta será sempre a música associada às minhas memórias de ti...
....porque  hoje ouvi-a e lembrei-me instantaneamente de um passado por vezes ainda tão presente...
....porque hoje deu-me assim umas saudades inexplicáveis de ti, da tua presença, dos teus conselhos, do nosso despique, das nossas "turras"...
....porque no fim de contas, devo a ti muito do meu crescimento, enquanto mulher, mas sobretudo enquanto pessoa...

"Prefiro a música...ela ouve o meu silêncio e ainda o traduz, sem que eu precise me explicar."
(desconheço a autoria)

28.1.12

...

É me difícil falar sobre ti, pior ainda escrever..
É complicado esquecer todas as lágrimas que me fizeste derramar desde pequena. As de alegria por te ver voltar depois de tantos meses, as de tristeza e saudade de te ver partir novamente, mas principalmente as de frustração e desilusão dos últimos anos.
É me difícil perdoar-te (logo eu, que sou tão coração mole), todos os aniversários, natais e dias especiais que não ligaste, a ausência para presenciares as minhas conquistas, a falta da tua mão para afagar o meu cabelo nas minhas derrotas.
É me difícil expressar decentemente em palavras o que ainda hoje és para mim...Queria ser capaz de cortar definitivamente este vínculo biológico que existe entre nós e que me  faz amar-te incondicionalmente e não me permite, não ficar na espectativa que as coisas mudem, que finalmente te mostres preocupado comigo e com o meu futuro, que me sufoca, cada vez que vejo como consegues ser completamente diferente com a C. e por muito que tenhas deixado de ser o meu herói não consigo que me sejas indiferente mesmo quando dizes a quem  te quiser ouvir que eu é que sou a má da fita nesta história, que escolhi o lado oposto da guerra, sem nunca perceberes que não era suposto eu ter que optar por um dos lados, que não era suposto ver-te magoar quem mais me amava e fez tudo por mim.
Não sabes, porque nunca te interessou realmente saber, que as lágrimas que correram pela minha cara enquanto as minhas fitas era abençoadas mais do que de alegria, eram de tristeza por mais ma vez não estares ali, ao pé de mim, lágrimas essas que correm hoje uma vez mais por ver-te levar para longe outra da s poucas pessoas que sempre amarei incondicionalmente por mais que esteja cada vez mais parecida contigo e como tal,  acabe por magoar quem dela mais gosta...
Adeio-te, mas nunca tanto como te amo, por muito que tal facto seja contra a minha vontade.

"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença." Érico Veríssimo

17.1.12

That´s it!!


...e hoje por mais que uma vez, apeteceu-me pegar o telemóvel e mandar-te uma mensagem, pedir-te opinião num assunto completamente corriqueiro, sonhei acordada com o reatar de algo que se perdeu à muito,  ponderei por momentos, que se eu mandasse tal mensagem como por magia a conversa voltaria a fluir naturalmente e os caminhos das nossas vidas voltariam a ser trilhados paralelamente...
...e hoje por mais que uma vez, tive que recordar a mim mesma, de todos os "mimos" que nunca me destes, das demonstrações de afecto que nunca se manifestaram, das festas surpresa que organizas-te mas que nunca me tiveram como destinatária...e o devaneio passou, quase tão rápido como chegou!


(...hoje apenas está a ser difícil lidar com uma das minhas filosofias, dar sempre, mesmo que nem sempre se receba, ser sempre para os outros o que gostaria que eles fossem para mim...)

12.1.12

Batalhas

As mais duras batalhas serão sempre aquelas que o silêncio cala, a boca aprisiona, os olhos tentam em vão denunciar, e o mundo desvaloriza. Os fracassos mais amargos estarão eternamente representados numa lágrima que teima em cair na escuridão da noite, na expressão facial que te trai no momento mais inapropriado e no sorriso forçado.
Serão sempre as coisas consideradas insignificantes que mais te farão falta, um cheiro, um som, um toque e serão precisamente estas, as coisas que maior saudade te provocará. E é exactamente quando estarás pronto a abrir mão e a deixares que a corrente te leve, que um derradeiro folgo te resgatará e novamente na superfície te verás.
Na dor, no sal das lágrimas e nos gritos estrangulados na garganta, encontrarás todo um leque de valiosas lições que o tempo não apaga nem destrói. Forças escondidas das sombras emergem e vês-te capaz de suportar um maior e mais variado conjunto de batalhas.
Na confusão do presente constróis o teu futuro “eu”, mais forte, menos ingénuo, mais sábio! E é assim que cresces, entre ondas de dor e alegria, num rodopio de emoções contraditórias, entre ciclos opostos de tristeza e felicidade. É desta forma que te redescobres e te reinventas diariamente, desvendas partes de ti que desconhecias e surpreendes o mundo e a ti mesmo.


"Todas as batalhas na vida servem para ensinar-nos algo, inclusive aquelas que perdemos"
Paulo Coelho


(...dedicado à Paula, como forma de incentivo e apoio..=D )

(09.02.2010)
p.s. o post nº 100 deste meu cantinho tinha que dizer algo minimamente aceitável a meus olhos...o meu OBRIGADO pelas  5, 766 visitas...espero que continuem a voltar...;)

Laços



Laços tão frágeis, esses que hoje nos unem, as conversas são banais e os encontros de circunstância.
Tenho vontade de fortalecer os mesmos laços, tornando possível que estes se prolonguem no tempo e no espaço, aprofundando os pontos em comum, as mesmas opiniões sobre determinado assunto ou situação, entrelaçando duas vidas de tal forma a que nenhuma encruzilhada seja capaz de separar.
Não quero ser mais uma memória (boa ou má), mas quanto mais tento apertar todos grãos de areia nas minhas mãos, mais eles teimam em me escapar por entre os dedos e todo o potencial que vejo e encontro em sorrisos, conversas e afinidades não se concretiza e ficam condenados (para sempre talvez) ao baú onde guardo todos os meus “ses”, as possibilidades perdidas e os caminhos pelos quais não optei.
Laços demasiado finos para sobreviverem esses que um dia nos uniram, as estações sucederam-se, a chuva molhou o que o sol secou, as coisas mudaram e a vida ditou o rumo de cada um, apenas restando memórias do que poderia ter sido e não foi.
Por vezes, sinto-me tentada a abrir o baú, retirar dele lembranças de determinadas pessoas, situações, sufocar a saudade das mesmas e de um passado partilhado. Quando a curiosidade se instala apetece-me saber notícias delas, pegar no telefone e trocar novidades, tentar resgatá-las daquele dia em que os nossos destinos se separaram, traze-las para o meu presente e reforçar novamente esses laços… mas o tempo escasseia e algo acaba sempre por se sobrepor.
No entanto, guardo docemente nas páginas do meu passado, todos esses laços que tão prematuramente definharam como sei que guardarei todos, os que agora vou formando e que inevitavelmente a estes se irão juntar.



"There are things that we don't want to happen but have to accept, tings we don't want to know but have to learn, and people we can't live whithout but have to l

et go..."
(este texto já havia sido publicado, ñ sei como foi parar novamente aos rascunhos, mantem-se contudo muito actual com o meu estado de espírito)

29.10.11

Foram precisos demasiados meses, dias e horas para entender que talvez o problema não era não querer ajudar, mas antes não saber como…que não era o que foi dito que magoava, mas sim o que ficou condenado ao silêncio…que não foi o que foi feito, mas antes o que não foi…
Hoje consigo perceber que a desilusão consistiu no apoio que não foi prestado, no “eu estou aqui, sempre que precisares” que nunca foi prenunciado e nas inexistentes tentativas de terminar as conversas inacabadas, porque dizer e fazer, acreditar e comprovar são coisas muito diferentes.
Porque em última análise, as coisas poderiam ser diferentes, cedências podiam ser feitas e desculpas pedidas, se o erro não fosse em algo tão crucial, pois apesar dos ideais, pontos de vista, formas de pensar e actuar poderem ser muito diferentes…há coisas que tem necessariamente de ser iguais!


"Only in the darkness can you see the stars"
Desconheço a autoria

5.10.11












A tua sorte é que eu gosto demasiado de ti para deixar de me importar...e é tão bom voltar a ter um daqueles nossos momentos inesquecíveis, mas cada vez mais raros, onde as lembranças das conversas até altas horas fazem-se ouvir mais alto que todo o barulho e confusão que nos rodeia.
A tua sorte é, eu não ser de desistir perante as dificuldades ou sem que me deiam uma justificação mínima que me satisfaça.
Porque no balanço final dos estragos do furacão a que se resumiram os últimos meses da minha vida, quem realmente é importante e pretende fazer parte da minha jornada e do meu coração, permanece (mesmo que para tal tenham sido precisos uns quantos puxões de orelhas!), as conversas necessárias foram tidas, com as pessoas dispostas a tê-las, coisas importantes foram relembradas quando pareciam andar esquecidas pelos baús da memória...

10.9.11

Desculpas...



...e/ou apesar de tudo hoje tenho a certeza que que o fiz demasiadas vezes sem o mínimo retorno...


Ao som de: It´s hard to say I'm sorry (Westlife version)

29.3.11

Porque hoje aqui, ainda existe tanto de ti...

Porque hoje aqui, ainda existe tanto de ti! Num dia perdido algures pelos baús das lembranças, na sombra de uma conversa nova mas que usa falas antigas, num filme que grita por ti, em citações de um livro, em lugares onde o vento sussurra o teu nome, numa música que parece te procurar...no lado sombrio da minha memória ao qual te condenei... Porque hoje aqui, ainda existe tanto de ti, mesmo quando aí, nada de mim parece haver!

23.12.10

o texto que nunca te invi(ar)ei


Hoje, todas as linhas escritas, todas as palavras sentidas, todo o sentimento reprimido me parecem tão insignificantes, tão
idiotas....leio e releio textos que sei serem meus e recordo todas as lágrimas
caídas durante a sua composição...mas a recordação é vaga, como se as memórias
fossem de outro alguém, como se de um sonho se tratasse e daí resultar algo tão
dúbio...
Leio uma vez mais todos os textos onde em vãs e toscas tentativas
tentei encobrir a verdade, leio e não consigo evitar rir-me de tamanha estupidez!
Hoje olho para trás e não encontro as razões que justifiquem as palavras, o
sentimento, a confiança e segurança. Recordo vagamente de um dia já ter sido
capaz de as enumerar, de apontar todas e cada uma delas, claramente...mas se as
procuro entre os traços largos do presente apenas me deparo com esta sensação de
estupidez pura e simples.
Estupidez nas palavras, nos actos, nos
sentimentos, nas ilusões e esperanças. Estupidez e ingenuidade na atitude
tomada, ingenuidade tão característica dos que trilham pela primeira vez terra
desconhecida e a estupidez que caracteriza o amor! Se amamos, se realmente
gostamos, agimos como genuínos idiotas, mas também se assim não fosse amor não seria
amor.
Hoje tudo parece não ter passado de uma grande estupidez, ter exposto
assim todas as dúvidas, todos os receios e sentimentos, parece mas não foi pois não
retiraria uma vírgula por mais parvo que fosse, era apenas o reflexo do que
sentia por ti, se tal o fizesse trairia a minha forma de ser e estar no mundo,
sou sincera acima de tudo, mesmo quando as palavras proferidas não têm eco em quem
as ouve, mesmo quando o silêncio de quem as acolhe me dilacera o peito e hoje,
negar todas as letras, palavras e textos seria minimizar todos os momentos,
todos os sentimentos e todas as aprendizagens.
Hoje, se algo existe a
lamentar, é não ter saído uma paragem mais cedo do comboio de emoções que o teu
nome acarretava, uma não, várias!!! Pois hoje, todos os motivos e razões que me
fizeram permanecer em tal rodopio de sentimentos parecem mentira ou pelo menos,
não se mostram suficientemente significativos para tal atitude, não de ambas as
partes. Mas não foi em vão, nada o é, se dos destroços de uma amizade nada se pode
aproveitar pelo menos a experiência permanece, qual sentinela atenta a qualquer
tentativa de repetição de erros passados.
Agora de todo esse emaranhado de
dúbias emoções apenas tristeza e pena restam por ver em ruínas algo que julguei
tão nosso, tão verdadeiro, tão importante para ambos, por ter que admitir que não
és mais um porto de abrigo das tempestades da minha vida, a palavra certa em
momento oportuno e não seres mais do que capítulo fechado no livro da minha
vida...
Se estou magoada? Estou. Desiludida? Muito, mais do que contigo,
do que comigo...connosco, por não termos sido capazes de manter viva a causa maior
sem a qual nada teria e valeria a pena!


"O amor é o mestre admirável que nos ensina a ser o que nunca fomos, mesmo que muitas vezes as suas lições mudem completamente os nossos costumes" - desconheço a autoria