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11.1.13

...uma das vantagens de ser membro de uma família grande, é o facto de que qualquer conquista que eu alcance é motivo suficiente para uma reunião familiar, ao sabor de um caldo verde e embalado com muitos sorrisos e gargalhadas..(assim é muito mais fácil enfrentar o futuro com um sorriso no rosto)!

2.11.12

offline (por tempo indeterminado)



Há alturas que só me apetece mandar tudo "à fava", a vida, o mundo, as pessoas...
desde pequena que estou habituada a ver os meus sonhos se desvanecerem, os planos a saírem gorados e os caminhos ou saídas supostamente "mais fáceis" serem-me vedados.
Não o lamento, acredito que tudo isso me tenha tornado grande parte como e o que sou actualmente, enfrentei cada revés com coragem e confiança que no fim tudo seria pelo melhor, que cada coisa menos boa originaria algum tipo de recompensa no futuro (quando "fosse grande", quando o curso acabasse, quando, quando, quando)...
mas quando esse futuro por fim chega, apenas trás mais obstáculos, problemas e decepções e ultimamente (com uma maior frequência do que gostaria/desejaria), não encontro em mim as forças e o sorriso necessários que me permitam erguer a cabeça e dizer sem margem de dúvida "vamos lá, por muito que custe, eu sou mais forte".
Há alturas que só me apetece dormir e dormir, fugir do mundo tão cinzento lá fora, ficar bem quietinha no meu canto e esperar que a vida me esqueça se nada de bom tiver para me oferecer...
A quem me lê, estranha e se preocupa com esta minha ausência (não só por aqui, mas também nos seus cantinhos), só posso agradecer pela preocupação e carinho que me demonstram e  dizer: não, não está tudo bem, mas por aqui  isso quase que já se tornou rotineiro e mesmo que nos últimos tempos os dias maus superem os bons eu prometo voltar...quando esta fase menos boa acalmar....assim e até lá ficará este cantinho e a sua dona temporariamente "offline".

"Strength: a river cuts a rock, not because of it's power, but because it's persistente"
(desconheço a autoria)

p.s.   desconheço a autoria  da imagem

12.10.12

...








...alturas há que me canso desta luta constante contra a maré, apetece-se  simplesmente baixar os braços e render-me, deixar que as ondas me enrolem cada vez para mais fundo, deixar-me entorpecer até mais nada sentir.
...alturas há  em que me manter à tona, quando a tempestade se faz sentir tão violentamente, apenas o  suficiente até que esta acalme, me parece simplesmente impossível.
...sou sonhadora incansável e uma teimosa inveterada que se recusa a acreditar que a vida seja apenas um conjunto de meras casualidades, sem qualquer nexo ou justeza  e que esta, a ninguém "recompense" pelo bem que pratique ou pelo ser humano que é.
...mas alturas há que perante tantas e constantes rasteiras que a vida me prega, as costas vergam, a cabeça tomba e seguir em frente parece ser completamente insignificante...


(...faltam uns braços  que me abracem , um colo onde me enroscar
um  beijo de conforto na testa, uma mão que me  seque as lágrimas,
uma  das minhas  pessoas aqui, bem juntinho a mim...
mas amanhã , talvez quem sabe, a tempestade amena e o sol brilhe,
mesmo que apenas timidamente
e  eu  seja capaz de sorrir de novo)


*imagem encontrada em :

26.8.12

Era basicamente apenas isto...


Se é verdade que as pessoas me conquistam nas pequenas coisas ainda o é mais, que algumas me perdem nos pormenores mais ínfimos (mas que nem por isso perdem a sua importância).
Sou apegada a momentos e pessoas por "defeito" e faço "luto" pela amizade (ou falta dela)  de todas e cada uma das pessoas que na minha vida, comigo se cruzaram mas nela não permanecem...
Contudo hoje, olhando em retrospectiva percebo o quão melhor estou sem elas...


15.7.12

...



Porque há dias em o barulho da minha mente é ensurdecedor, em que perder-me pelas minhas memórias me parece mais apelativo do que simplesmente continuar em frente (sempre em frente), porque há dias em que me sinto verdadeiramente sozinha e sinto falta da "palermice" que o "gostar de alguém" deixa em mim...é este género de banda sonora (calma e deprimente) que, no silêncio e no escuro do meu mundo me embala o sono (ou a falta dele).




30.6.12

Do meu silêncio, da minha ausência...

Peço desculpa pelo silêncio neste cantinho e pela ausência nos vossos mas a verdade é que...aquilo que posso escrever/partilhar não vale a pena e o que realmente quero/preciso escrever/partilhar perde-se algures no caminho entre o coração, a razão e os dedos!
Falta-me tempo, falta-me vontade de me perder pela blogosfera, refugiu-me em livros, séries e no sono, esgotando todas as horas e tentando anestesiar esta incerteza e confusão que me define ultimamente.

16.6.12

Tempo procura-se*

"I still find each day too short for all the thoughts I want to think, all the walks I want to take, all the books I want to read, and all the friends I want to see."
- John Burroughs -


*quanto mais tempo "disponível" tenho mais ele parece fugir-me por entre os dedos e nunca chegar para todo o que quero/preciso fazer (peço desculpa pela ausência, mas volto em breve, depois de ter aproveitado ao máximo estes dias em família)

9.6.12

...era só isto

Passe o tempo que passar, caia as vezes que cair e mentalmente tente "interiorizar" sempre a mesma lição, uma e outra vez...em certos aspectos da minha vida e no que a certas pessoas diz respeito...dou por mim a cair em velhos hábitos, a repetir os mesmos erros, a percorrer os mesmos caminhos...caminhos que terminam sempre na mesma encruzilhada: mudar e cortar definitivamente o cordão umbilical (aceitando e aprendendo a lidar com todos os "ses", receios e dúvidas) ou seguir sendo como sou, respirar fundo e manter-me fiel a mim mesma e aos valores em que acredito, tentando diariamente provar que elas é que estão erradas (apesar do número de dissabores que tal me traga)...


"Pelo o que me diz respeito
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto, o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé..."
Martha Medeiros

6.6.12

Reticências

Quando quiseres perder dois minutos do tempo e realmente prestares atenção no que eu digo/escrevo, percebes que em cada silêncio repentino/diminuição da escala do tom de voz ou em qualquer uma das reticências que eu gosto tanto de usar, está tudo aquilo que não queres ou não estás pronto/a para ouvir...



"Três pontos tão usados
Por seres envergonhados
Ou talvez mais ousados
De sentimentos inacabados
Frases sem fim, sem ponto final
As reticências, mantêm o assunto em aberto
Com um final incerto (...)"
desconheço a autoria






22.5.12

Porquê que a ausência reina por aqui...

Neste cantinho reina uma ausência que facilmente se traduz numa tristeza sem nome ou rosto, sem motivo aparente ou razão de existir.
Por aqui reina o silêncio, quando pouco ou nada útil se tem para dizer...as palavras fogem de mão dada com a inspiração.
Apetece-me fechar os olhos e dormir, dormir durante horas ou dias, dormir até que a vontade volte a fazer-me companhia, até que os dias não me pareçam todos iguais, até que este desânimo que se instalou ultimamente em mim passe...

"Ouça um bom conselho
que eu lhe dou de graça
inútil dormir
que a dor não passa"
Chico Buarque




15.5.12

O melhor de finalmente ter aprendido a manter as expectativas baixas em relação a ti é conseguir aproveitar os momentos "inesperados" que por vezes me proporcionas...
Não sei se tomo (diariamente) a decisão mais acertada, não sei se é o facto de sermos tão parecidos que nos distancia cada vez mais, e se ao procurarmos um caminho comum que novamente nos reúna tomamos as decisões e atitudes mais erradas....
Não te guardo rancor (aliás acho que seria impossível) mas esta singularidade minha de perdoar mas não esquecer impede de deixar completamente de lado todas as desilusões pelas coisas me fizeste/fazes passar, o orgulho não me deixa fazer-te saber o quanto de ti preciso na minha vida e a falta que me fazes ( acho que há muito que já o devias saber!)...
Sei que nem sempre facilito, não ligo nos teus anos ou em qualquer outro dos dias que para ti são especiais, mas a verdade é que foste tu que primeiro, o deixou de fazer. Sou fria e distante quando me procuras, mas não consigo agir de outra maneira quando só pareces lembrares-te da minha existência quinze dias por ano.
Custa-me não te ter aqui nos momentos mais importantes da minha vida (e sobretudo saber que tu deles, nem fazes ideia) e dói falar de ti e ter que explicar como estou magoada ou ouvir que desdenho de algo que muita gente dava tudo para (voltar a) ter.
Cada história tem dois lados e anseio pelo dia em que finalmente ganhes coragem e me contes a tua interpretação da nossa...




"Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real."


Martha Medeiros

*foto retirada daqui: http://weheartit.com/entry/20437784/via/yumxo

13.5.12

"este não sei quê"

Conseguisse eu explicar decentemente em palavras o meu estado de espírito dos últimos dias e talvez recebesse esse "não sei quê" que tanto anseio!
Durante esta semana mais um capítulo bastante importante da minha vida chegou ao fim e as lágrimas que teimaram em se fazerem presentes eram sinal, mais do que frustração ou sentimento de missão cumprida (como a maioria achou), de receio...
Receio deste futuro incerto que me espera, de pela primeira vez em anos não ter nada de concreto planeado, de perder aquele grupinho de pessoas que nestes últimos anos o seu dia-a-dia  comigo partilharam e que com a sua amizade me brindaram.
Esta semana não houve despedidas, apenas "até já's" que me deixaram um aperto no peito...o tempo se até agora era sempre pouco, será daqui para a frente inevitavelmente cada vez menor!
Assim, entre uma e outra conversa fiz questão de memorizar cada um dos rostos, cada um dos sorrisos, distribuir abraços apertados e sentidos e beijos bem repenicados...
A vontade de gritar o quanto gosto nunca foi tão grande, mas a necessidade de a minha falta ser sentida e a minha amizade valorizada é ainda maior...
No fim cada um de nós partiu rumo à sua nova vida, mas nem por isso o meu coração deixou de se sentir apertadinho, inundado em ternura e saudade...



p.s. O pior é que "este não sei quê" teima em se alargar até às minhas amizades mais antigas e dou por mim a sentir uma grande falta...de pessoas e momentos! Vá lá alguém entender-me?!

19.4.12

Ser tua irmã...

"Ser tua irmã...é ter o coração sempre apertado, de saudade, de receio, de amor."*


*...e neste momento de preocupação!

12.4.12

Carta ao meu Eu passado

"Olá, eu sou o teu futuro "eu" e se estás a ler isto é porque num futuro bastante próximo finalmente descobriram alguma maneira de viajar no tempo e  a tornaram-na acessível a pessoas sem contas bancárias recheadas, como é o caso.
Apesar de sempre ter conseguido tirar algum proveito nas asneiras que vais fazer e conviver perfeitamente bem com as consequências das mesmas aqui ficam algumas dicas de coisas a evitar por serem completamente desnecessárias à tua felicidade actual (ou futura):

* Pede mais coisas ao teu pai, não sejas tão "adulta" aos dez anos de idade, os motivos que te levam a não pedir nunca se concretizarão;
* Aliás aproveita a tua infância livre de preocupações e responsabilidades, caso contrário vais querer te-la vivido mais intensamente;
* Nunca sob circunstância alguma contes à D. por quem estás apaixonada (mesmo quando já não estiveres), ela não vai achar problema nenhum contar-lhe e tu vais passar uma vergonha enorme em frente à turma toda;
* Sabes a J.? A sua amizade não vale o teu esforço;
* Não deixes que a tua prima te convença a tirar fotos à beira mar e ainda por cima com a tua máquina, ela nunca mais funcionará depois de uma onda vos molhar;
* Não deixes de tirar fotografias naquelas saídas de amigos, apenas porque estás farta do facto de seres tu a levar a máquina se ter tornado um dado adquirido para os restantes, vais sentir falta dessas fotos;
* Não faças birra por ninharias, principalmente junto daqueles que nada (ou muito pouco) tiveram a ver com elas;
* Coloca o protector solar antes de sair de casa e não apenas na praia;
* Vai a Lloret, o dinheiro que vais gastar será menos e mais bem aproveitado do que na tua tentativa de tirares a carta;
* Não comentes com ninguém que tens um blog, ele vai descobri-lo e vais deixar de poder escrever o que realmente queres/precisas;
* Esquece essa mania irracional que as pessoas não vais gostar de ler os teus comentários e começa a comentar os blogs que segues diariamente;
* Não peças ao G. para te guardar o porta moedas, ele vai perde-lo e juntamente com ele todo o dinheiro que lá tinhas;
* Recusa-te a ter uma "conversa séria" com alguém quando estás bêbeda, por muito que insistam e penses que essa seja, a única maneira de as coisas ficarem resolvidas, não ficam, vais fazer figura de idiota e vais ser incapaz de te lembrares das palavras exactas quando as tiveres que recordar um dia mais tarde;
* Não uses a ironia ou o sentido de humor como mecanismos de defesa quando o assunto é uma possível doença grave, os teus amigos não vão perceber;
* Aproveita BEM a tua vida académica, vai deixar mais saudades do que imaginas;
* Não peças ao Prof. que te deu um 17 para ver a correcção da frequência baseado no facto de ter havido 19's e achares que te tinha corrido melhor, ele vai ficar "ofendido" e nunca mais te vai dar outra nota que não seja 15;
* Não lhe mandes os teus textos, no fundo ele não os quer mesmo ler;
* Guarda as fotografias do teu último ano de secundário num cd, o teu novo pc vai ser formatado "n" vezes e vais acabar por as perder;
* Por falar em secundário...começa a fazer voluntariado mesmo que percas as tardes livres;
* Não beijes ninguém apenas porque parece valorizar-te quando quem querias que o fizesse não o faz, no dia seguinte, depois de 30 mensagens recebidas não vais achar que foi uma boa ideia;

Pronto, acho que era só isto, aconselho-te a leres esta carta até a teres decorado...vais-me poupar muitas lágrimas!
Beijinho"


A ideia deste post foi completamente "roubada" ao Ricardo, do blog Bla Bla...Blog? que após ter escrito uma carta ao seu eu passado desafiou os seus seguidores a fazer o mesmo.

1.4.12

Era só isto...

Nos últimos dias...
permanece uma tristeza no olhar,
um sufoco no peito,
uma dificuldade em me expressar (mesmo por palavras de outros).
Não sei o porquê ou tão pouco quanto tempo durará.

25.3.12

Abraça-me apenas...

Abraça-me apenas, deixa que o meu rosto no teu ombro encontre repouso, enlaça os teus braços em meu redor e talvez assim eu finalmente encontre alguma paz.
Quebra esse silêncio no qual te refugias. Fala, graceja ou divaga sobre algo de inestimável conteúdo ou apenas assuntos mundanos e corriqueiros, mas fala…ouvir a tua voz acalma esta ânsia que me consome.
Mergulha nos meus olhos e talvez encontres as respostas que tanto procuras. Descortina lentamente cada pensamento em desalinho que na minha cabeça à muito já fez moradia.
Permanece ao meu lado por momentos e quem sabe consigas verbalizar correctamente o que eu pareço incapaz de sequer perceber quanto mais explicar…ou então, abraça-me apenas!


   (...porque dias/alturas há que me irrito com esta minha maneira de ser, e preciso de receber o que tão facilmente dou)


"O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a de uma vela que queima."
Georg Christoph Lichtenberg

14.3.12

Quando nem eu me percebo

Quando a noite cai, o dia acalma e por fim respiro, dou por mim novamente a cair em velhos hábitos…
A apatia, companheira de tantas noites, regressa uma vez mais. Envolve-me bem forte num abraço nada amigável.
A voz emudece durante horas e a vontade, em solidariedade a ela rapidamente se junta. Procuro incessantemente o porquê de tal disposição novamente, mas respostas (se as há) nunca encontro.
Dúvidas, medos e receios tão familiares, uma vez mais povoam o meu pensamento.
Teimosa, recolho-me em mim e na escuridão tento encontrar luz. Analiso um a um todos os sentimentos que me murmuram ao ouvido, mas nenhum parece ser motivo suficiente.
O sono tarda e na escrita procuro refúgio, mas ela, só em plena madrugada concorda em colaborar. Contudo o que fica escrito é apenas um grão de areia no deserto que hoje me define...


P.S. e a impossibilidade de comentar alguns blogs perdura...

11.3.12

Singularidades minhas: a escrita (post provavelmente sem muito nexo)

Escrever tornou-se para mim, principalmente desde que este blog existe, mais do que um gosto, uma necessidade tremenda.
Escrever ajuda-me a entender sentimentos e/ou pensamentos tantas vezes confusos demais para fazerem sentido de outra forma.
Escrever é o meu escape e o meu porto seguro quando a tristeza ou apatia se apoderam de mim e, talvez exactamente por isso a maioria dos meus post's falem sempre sobre o mesmo assunto, vezes e vezes sem conta.
Ultimamente, escrever tornou-se difícil, a inspiração escondeu-se algures e não dá sinais de querer regressar. As palavras brincam comigo e recusam-se a fazer qualquer sentido ou nexo, o tempo não colabora e parece ser cada vez menos. A vontade permanece imutável, fiel guardiã desta necessidade que a cada dia é maior e que nunca se sacia...
Até o simples acto de escrever um comentário (minimamente aceitável, para mim) nos blogs que diariamente acompanho se tornou complicado nos últimos tempos.
Assim, fico quietinha no meu canto, esperando ansiosamente dias melhores


"Escrever é um excesso imperdoável que nasce da Falta."
Carpinejar


(foto retirada daqui: http://weheartit.com/entry/9363048)

6.3.12

Dos meus dias...*



Aos meus dias ultimamente faltam-lhe horas:
Horas para dormir decentemente, horas para aproveitar o sol que pela janela do quarto ou da biblioteca diariamente me tenta.
Horas para estar com a minha família, principalmente os meus primos que conseguem sempre a proeza de "recarregar-me as baterias" mesmo quando me deixam exausta.
Horas para visitar a madrinha ou sequer as pessoas que deixei no meu estágio...
Aos meus dias ultimamente faltam-lhe minutos:
Minutos para ver uma série, um filme ou ler um trecho de um bom livro.
Minutos para fazer um telefonema, enviar um mail ou sms aos meus amigos, apenas porque sim, apenas para que saibam que continuo "viva"...
Minutos para viajar descansadamente à descoberta da blogosfera...
Aos meus dias ultimamente faltam-lhe segundos:
Segundos para fechar os olhos e simplesmente respirar...


"O ócio torna as horas lentas e os anos velozes. A actividade torna as horas rápidas e os anos lentos."
(Cesare Pavese)




*Raio de relatório que nunca mais fica pronto