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3.3.14

That´s it! (2)



“Ah, respondendo à tua pergunta, sim, ainda a amo e enquanto o meu coração bater, o dela baterá dentro dele…”
desconheço a autoria, encontrado aqui...

...é, acho que é exactamente assim! Quando realmente gostamos de alguém, o sentimento fica sempre, talvez em menor escala, talvez sofra ligeiras alterações...mas permanece...sempre, para sempre! Hoje, sei-o melhor que nunca...

*imagem daqui

29.1.14

Pedacinhos de mim: da minha bondade "exacerbada"

Este fim de semana uma amiga disse-me que dou sempre mais de mim aos outros do que aquilo que recebo dos mesmos, há uns anos atrás um amigo disse quase a mesma coisa meio a brincar, meio a sério, que tenho tendência em ajudar os "coitadinhos" ...é verdade, e não sei, nem quero ser de outra forma.
Desde que me conheço que assim sou, "dou" tudo o que tenho e por vezes não tenho por quem gosto, por quem simpatizo, por quem acho que precise, faço tudo o que posso (mesmo quando não dependa apenas e só de mim), mimo, acarinho, digo e mostro que gosto.
Tudo na vida tem o seu lado negativo e este aspecto especifico da minha personalidade não é excepção, pois manter expectativas baixas (ou não as criar de todo) em relação às pessoas, principalmente àquelas que me são mais próximas é extremamente complicado e difícil sobretudo nos dias cinzentos da vida, quando a insegurança e a tristeza reinam livremente a minha mente e o meu coração...
Contudo recuso-me a mudar, por muitos dissabores e desilusões com que seja brindada ao longo da estrada, recuso-me a mudar por um motivo muito simples...quero mudar o mundo, quero mudar a humanidade e não, não sou tão sonhadora ao ponto de acreditar que o conseguirei fazer a uma escala global, mas sou suficientemente sonhadora para acreditar que o posso fazer à medida que for tocando e mudando o que e quem me rodeia, como tal devo ser eu a primeira a dar e a servir de exemplo.
Acho que se não ficarmos atentos, entre a azáfama desta vida moderna cada vez mais atarefada e esgotante acabaremos por perder o que de melhor temos: a capacidade de darmos e recebermos afecto, de nos preocuparmos-nos com o que nos rodeia e sermos altruístas...
A quem me lê, espero que não fique de todo com a ideia errada sobre mim, não me acho melhor nem pior que ninguém...cada um é como é, com as próprias batalhas e demónios...tento apenas diariamente ser diferente, ser a melhor versão que possa ser de mim mesma.
O caminho é difícil e por vezes extremamente penoso, mas aprendi a desvalorizar todos os percalços e a focar-me em vez disso em todas as pequenas vitórias indo buscar força e orientação naquele pequeno grupo de pessoas que ao longo da estrada tive a sorte de me cruzar e que tal como eu, escolheu fazer desta perspectiva um lema de vida!




“Nem todo mundo está na mesma sintonia que você. 
E isso não é errado, é o jeito de cada um. 
Não adianta você querer fazer tudo ou querer que o outro queira o que você quer. 
Ninguém pode ser forçado a nada.
 Seja a ler um livro, concordar com uma ideia ou mudar.
 A gente muda quando (e se) quiser.
 Você não pode querer que as outras pessoas sintam como você, sejam como você, 
que as coisas tenham a mesma importância para os outros que têm para você. 
Esse é o grande desafio da vida. Boa sorte.”
Clarissa Corrêa

*imagem daqui

18.1.14

Porto seguro (2)

Uma vez escrevi-te um texto intitulado "porto seguro"...na  altura, cada um tinha ido para a sua universidade e eu sentia-te cada vez mais distante. Ainda hoje, das dezenas de textos que para ti escrevi esse é o meu preferido, talvez seja pela necessidade urgente que descobri em te dizer o que para mim eras antes que fosse demasiado tarde, não sei..não me recordo bem do que disseste sobre o mesmo, acho que na altura afirmaste ser reciproco e que independentemente do que a vida nos reservasse iria sempre ser verdade...
Não comecei 2014 da melhor maneira, a tua ausência fez-se sentir mais que nunca e como nunca senti a falta do meu porto seguro, dei por mim a concluir que estava tão errada quando acreditava que bastaria fechar os olhos e pensar em ti, lembrar-me de todas as memórias em conjunto, "fugir" novamente para ti e que novamente te poderia ouvir "ralhando-me" ou aconselhando-me consoante fosse o caso, para continuar em frente.
A verdade é que descobri que ao escolher fixar numa pessoa  e no nosso "não sei quê" o meu porto de abrigo me esqueci que este não poderia ser como eu tanto desejava, intemporal e constante...e que as memórias e recordações por muito boas que sejam serão sempre um reflexo muito difuso de ti, de nós...
Então chorei, mais até do que talvez há cinco meses, chorei porque finalmente entendi o significado das palavras "conforme o tempo for passando é que realmente a sua falta será sentida"...
Talvez um dia seja novamente capaz de encontrar um outro porto seguro, contudo duvido que seja capaz de abandonar por completo este que um dia em conjunto construímos por muito vazio e escuro que se encontre, por muito que este hoje apenas seja uma ruína do que um dia foi...
Assim, agora apenas me resta mergulhar nas lembranças e nos livros que a tua teimosia me ensinou a gostar quando a vida me ralhar e eu mais precisar do teu colo...pois quero muito acreditar que apesar de já não estares aqui fisicamente presente, continuas a viver em cada pedacinho que deixaste em todas e cada uma das pessoas com quem te foste cruzando…e como tal, enquanto eu preservar todos esses pedacinhos teus que em mim existem, posso continuar a acreditar que dizias a verdade quando afirmaste que sempre seríamos o porto seguro um do outro...
Fazes tanta falta, hoje e sempre!

"Amigos. Ultimamente eles têm sido meu porto seguro, meu refúgio. 
São eles com que posso confiar e sempre contar...
 e se um dia meu mundo desabar, eles serão as pilastras que manterão tudo de pé."
Marcela Menezes


4.1.14

De 2013 fica...

De 2013 fica sobretudo esta frase ouvida algures e que não poderia ter sido um reflexo melhor daquilo que aprendi neste último ano...

"Os que partem, nunca partem completamente e os que ficam, nunca ficam por inteiro." 
(desconheço a autoria)

30.12.13

Pedacinhos de mim: 2013 em fotos...

(Peso da Régua e a já tradicional foto dos pés com a D.!) 




(Chaves, a primeira das muitas "idas à descoberta"
  deste ano...)                         




(Eu e a D. a preparar a "pose" na foto de "praxe" 
                             de aniversário)
(Recordações de uma Serenata
 e a minha teimosia habitual de contrariar
 quem disse que parecia mal pedir autografo 
a ídolos de adolescência)


(Perdida algures pela Serra do Marão, 
num regresso ao passado através da participação no 
"Caça ao Tesouro" da minha antiga escola secundária)

(Bruxelas e uma das melhores experiências da minha vida!) 


















(Percebo que estou "velha" quando as minhas amigas
            do secundário se começam a casar!)














(Negro, o mês, o dia, as nossas capas, o meu coração)














(Gaia, praia e boa companhia...óptimo para espairecer)


















(Braga e Barcelos, porque quando é crucial 
sei que posso contar com as minhas pessoas
 para "me darem colo"...)


















(Porque o meu ano também se fez
                de música...)*










(A minha mais recente colecção...já são 15! Adoro!)


....e assim foi o meu ano, entre risos e muitas lágrimas, 
em novos sítios mas sempre com quem me é essencial,
recheado de bons momentos mas também com alguns muito maus,
que parecem querer eclipsar todo o resto!
2014, sê bom para mim...e se não poderes, sê pelo menos gentil!



*perdi a foto do meu bilhete das tunas, então roubei uma foto daqui
todas as restantes são da minha autoria


"Os maus momentos nunca estão presentes num álbum de fotografias, 
mas são eles que nos levam de uma foto feliz para a outra."
(Desconheço a autoria)



8.12.13

O que é a amizade? Como se define, como se mede, como se prova?
No fim da minha adolescência tinha uma amiga (daquelas que achava eu, era e seria para sempre essencial) éramos confidentes uma da outra e tão próximas que esse laço provocava uma certa "inveja" a quem nos rodeava. O tempo passou, e entre o  facto de estudarmos em universidades diferentes e o namoro que ela entretanto iniciou  afastamos-nos  cada vez mais...
Não sou de deixar que ninguém saia da minha vida sem antes primeiro tentar perceber o "porquê" e apesar de eu o tentar fazer neste caso não tive respostas apenas suspeitas...
Usei o sarcasmo e a ironia como camuflagem cada vez que falávamos ou estávamos juntas para que ela não visse o quão magoada fiquei pela aparente facilidade com que ela desistiu da nossa amizade ao mesmo tempo que outras pessoas na minha vida me mostraram que a amizade passava por muito mais do que o relato infindável dos meus problemas "amorosos" de adolescente num chat de MSN ou dos comentários às séries que víamos, que é preciso disponibilidade para a outra pessoa, iniciativa para se encontrarem por muito apertado que o tempo seja (principalmente quando o mesmo parece abundar quando se trata de outras pessoas)...
Foi a primeira pessoa de quem a amizade desisti por completo quando me apercebi que talvez ela apenas existisse, a partir de certa altura, da  minha parte.
Anos depois, uma amiga em comum confessou-me ficar triste ver duas pessoas outrora tão próximas, hoje quase completas estranhas...disse-me que não era a única a ter queixas e que nunca seria tarde para uma conversa esclarecedora.
Eu, tão a favor de segundas oportunidades, neste caso específico não sou capaz de o fazer...conversar sobre o quê, quando numa das raras ocasiões que estivemos juntas ela já deixou escapar o porquê de se ter afastado...Conversar porquê quando na altura eu o tentei fazer e ela fez "ouvidos de mercador"! Conversa para quê quando hoje não existe nada a salvar daquela amizade e somos pessoas bastante diferentes das daquela altura...
Contudo quando as memórias desse passado surgem na minha mente...duvido das minhas certezas, pois apesar de tudo continuo a me preocupar com ela...

"Amigos duram para sempre em nossos corações, mas infelizmente
alguns não duram para sempre na nossa vida."
(desconheço a autoria)

*imagem daqui

28.10.13

Pertencer a uma família de emigrantes...

Pertencer a uma família de emigrantes é complicado, pelo mais variado conjunto de motivos: desde da distancia física e emocional que se vai instalando até à saudade que preenche a vida quer de quem parte, quer de quem fica...
Crescer fazendo parte de uma família de emigrantes é aprender desde tenra idade a viver com esta realidade, é aprender a valorizar e a fazer valer a pena todos os momentos e memórias partilhados em conjunto quando a oportunidade surge, é tentar fazer do "longe" o mais "perto possível" ou ver os aspectos bons da situação...
Mas ser de uma família de emigrantes é extremamente difícil nos dias mais importantes de cada membro da família, é  por exemplo: "apenas" poder ligar e mandar um presente quando a irmã faz anos, quando o que mais se queria era abraça-la ou  poder cozinhar o seu prato preferido apenas por ser o "seu dia", é "apenas" poder fazer uma vídeo chamada durante o jantar de Natal que por muito bom que seja não chega nem de perto à presença física da pessoa ali, naquela mesa comigo....é atribuir proporções exageradas a doenças ou humores pois a voz ou o olhar parecem diferentes...
Pertencer a uma família de emigrantes não é fácil...pelo menos, não para mim em certas e determinadas alturas...


"Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, 
a transbordação de uma população que sobra; 
mas a fuga de uma população que sofre."
Eça de Queirós

*Imagem daqui

15.10.13

Sabiam que nos encontramos em plena Semana Pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social?
Dia 17 de Outubro celebra-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, não deixem que este dia seja apenas mais um...informem-se e participem como poderem nas Jornadas pela Cidadania, que se realizarão um pouco por todos os distritos do país nesta data...eu pretendo ser cada vez mais uma voz activa na nossa sociedade, e vocês?
Em Vila Real vai ser assim:


Mais informações sobre as actividades a realizar pelo país, aqui.

14.10.13

...

Certa vez alguém me disse que quando sabemos que uma pessoa gosta de nós e o sentimento não é reciproco, ao "forçarmos" uma convivência (por esse mesmo motivo ou não) com essa mesma pessoa, é provável que comecemos a ver a mesma com outros "olhos"...na altura  rejeitei veemente a teoria, argumentando que não nos conseguimos obrigar a gostar de quem quer que seja (por muito que o desejemos)...
Contudo, hoje no regresso a casa, dei por mim a reflectir....até que ponto o que sentimos por outra pessoa não é (e muito) influenciado pelo que ela sente por nós?
A verdade é que conheço mais que um casal que no início uma partes não estava de todo interessada e foi  por pura teimosia e persistência da outra parte, que hoje estão juntos...
Sempre tive uma visão muito romantizada do amor, com direito a príncipe (des)encantado e atracão à primeira vista, assim toda esta visão me soa um tanto ou quanto estranha...mas tal não anula a hipótese que a mesma seja verdadeira, será?

"À força de falarmos de amor, apaixonamo-nos"
Pascal

*(imagem daqui)

20.9.13

Os meus pequenos nadas: eu e a saudade...

Quando o assunto é saudade eu sou extremamente portuguesa, sou saudosista até à modula...sou "apegada" por defeito a momentos e pessoas, cheiros e sensações, músicas e palavras...então acho que vivo em constante saudade, de alguém, de algo e às vezes até de mim mesma...
Não vivo contudo no passado, sei perfeitamente que cada novo amanhecer é um presente, uma oportunidade de criar novas e inesquecíveis memórias, já não sou tão "dependente" das pessoas como outrora e acredito que hoje sei quem me é essencial, quem teve um papel importante no meu caminho mas dele não faz mais parte (por todo um conjunto variado de motivos) e quem simplesmente não vale o meu tempo...
Sim,  se fosse um sentimento talvez fosse saudade e como tal, desde cedo aprendi a lidar com a mesma, se sinto a falta de alguém: ligo, procuro, faço-lhe saber; se sinto a falta de algo: rapidamente o procuro; ou se as memórias e recordações sem aviso prévio me visitam, deixo facilmente que as mesmas me inundem e estampem uma sorriso sereno nos meus lábios...
Não me considero por norma uma pessoa nostálgica ou melancólica, mas confesso que no último mês a saudade não tem "jogado limpo" comigo...
Como posso aliviar a falta que alguém me faz, quando já não mais lho posso dizer?
Como tapar "o buraco" enorme que na minha vida ficou, quando de um momento para o outro aquele "algo" tão nosso, tão único, me foi arrancado?
Só me resta as lembranças, mas essas rapidamente me traem também e escondem os pequenos pormenores que as faziam únicas...a melodia de uma voz, as palavras exactas proferidas, um cheiro...


* imagem daqui....e adorei a definição de saudade que encontrei aqui

12.9.13

Eu e a religião...

Desde que me lembro de ser gente que fui educada na fé católica, fui baptizada, frequentei assiduamente a catequese, e apenas não sou crismada (porque o sr. Bispo da minha Diocese teima em não vir à Freguesia e o Pároco da mesma teima em "não deixar" os fiéis fazê-la fora dela).
Não sou uma devota acérrima, tenho a minha própria visão da fé e de Deus, acredito piamente que tem que existir algo maior que me guie e dê um mínimo sentido a esta vida por vezes tão injusta. Tento, todos os dias agradecer aquilo que tenho, aquilo que conquisto/alcanço ao mesmo tempo que peço orientação para os meus passos e  protecção para todos aqueles que me amam e que amo...
Acredito que cada um seja livre de ter (ou não) a relação com a religião que desejar e por norma sou bastante reservada no que toca a este assunto, contudo se hoje toco no mesmo (e o faço de uma forma tão pública) é apenas porque a minha relação com esta, nunca esteve tão tremida e uma vez mais procuro colocar alguma ordem na confusão em que a minha cabeça e o meu coração se encontram.
Quando se perde alguém é difícil aceita-lo (exista ou não fé), as palavras são ocas e muitas vezes apenas mais um lugar comum, a procura por algo ou alguém que nos conforte é inevitável (ou pelo menos foi-o para mim)...
Contudo, a aceitação e o tão almejado "seguir em frente" tornam-se extremamente difíceis quando quem representa a religião que sigo se mostra de uma insensibilidade atroz e tamanha falta de tacto (sobretudo quando supostamente lida com questões como a perda e o luto tão regularmente), que nada melhor tenha a dizer, durante o sermão de uma missa de primeiro mês, do que apenas e passo a citar "o seu tempo aqui na Terra chegou ou fim", "nada mais precisava de dar" ou "os seus dias estavam contados", como foi hoje tantas e tantas vezes repetido.
Tenho dificuldade em lidar e aceitar a morte, sobretudo assim, repentina e tão cedo, de alguém que ainda tinha tanto para viver. Como tal  nunca tentei informar-me mais sobre o assunto e confesso que apenas sei o básico defendido pela fé católica: que a devemos aceitar e acreditar que a pessoa que parte, será absolvida de todos os seus pecados e como tal acolhida junto ao Senhor, todavia não acho de todo que o discurso hoje proferido por este representante da igreja tenha sido o mais adequado para qualquer um dos pais, familiares e amigos ali presentes e que apenas tentam de qualquer forma aplacar a dor.
Na impossibilidade de ter uma resposta à pergunta que não cala no fundo da minha mente (porquê), apenas gostaria de receber palavras que de alguma forma transmitissem a mim, mas sobretudo aquelas famílias enlutadas hoje, ali presentes, algum alento, por mais ínfimo que fosse...
Assim torna-se difícil seguir activamente uma fé, onde os párocos me parecem tão mal preparados.

Peço desculpa pelo desabafo enorme e confuso a quem me lê, mas este espaço é primeiramente meu, e tal como o nome indica, é apenas e só o meu reflexo.

"Há uma única religião, embora haja centenas de versões da mesma." 
George Bernard Shaw


A ti, que provavelmente te ririas de todo este "filme",
que me moirias o juízo com todos os teus argumentos
racionais e lógicos, contra cada um dos meus emocionais
e espirituais...
espero sinceramente que estejas melhor onde quer que estejas,
que a minha teimosia prevaleça sobre a tua e que um dia,
seja lá quando e onde for, 
nos possamos reencontrar e falar sobre o tanto que ficou por dizer...

3.8.13

Eu e o amor II

Já falei sobre o que para mim é o amor aqui...e é provavelmente por esta visão tão "cor de rosa" do mesmo que continuo sozinha...sou exigente neste quesito, muitos dirão mesmo que demasiado intransigente ou até "antiquada" sobre o que uma relação deve (ou não) representar para as duas pessoas que dela fazem parte..
Sim, escolho permanecer sozinha quando a única alternativa a essa solidão seria uma relação vazia, por "conveniência" ou quando o tal almejado amor só parece existir de uma da partes...
Não sou o género de pessoa que receia acabar os seus dias sozinha (prefiro mil vezes a minha solidão do que ter uma relação apenas "porque dá jeito"), sou complicada (na maioria das vezes até demais) e casmurra...mas acredito que se ainda não aconteceu foi porque ainda não foi o momento certo e que quando e se tiver que acontecer, o meu príncipe (des)encantado aparecerá...e isso permite que na maioria das vezes lide bem com todos os comentários do género: "então mais ainda estás solteira?" ou "já estás um bocadinho atrasada não? Olha a tua irmã, mais nova e passou-te a perna" que inevitavelmente a família e/ou os amigos  acabam por fazer...
Contudo há dias que nem sempre é assim tão fácil...há dias que a companhia dos "meus" me é insuficiente para preencher aquele "não sei quê" que a minha mente teima em achar que me falta....dias em que me vejo "a mais" (mesmo que por vezes apenas na minha cabeça) entre os cada vez mais casais do meu circulo próximo de afectos, dias em que tenho a nítida sensação de que permaneço irremediavelmente estagnada no tempo enquanto que à minha volta tudo avança e invariavelmente se transforma...há dias como o de hoje em que os pilares das minhas convicções se sentem ameaçados e uma incerteza enorme me assola...


"Ser solteiro não significa que você não sabe sobre o amor...
Significa que você sabe o suficiente,
para não perder o seu tempo com qualquer pessoa."
Guilherme Assemany

*Foto encontrada aqui: http://favim.com/image/288649/


5.7.13

Das gratas surpresas da vida...

Nem sempre é fácil encarar de animo leve os revezes que a vida nos prega, nem sempre é possível "fazer-lhe cócegas" até que a mesma sorria quando se mostra mais carrancuda...
Toda a gente tem dias "menos bons"...mas nem toda a gente tem alguém por perto que se aperceba deles e lhes dê força para continuar a acreditar...
Vejo sempre (ou pelo menos vou tentando ver) o lado bom da humanidade, finco pé e recuso-me a acreditar que vivemos numa sociedade cada vez menos regida por valores, princípios e atitudes basilares como a generosidade, a humildade ou o altruísmo e onde qualquer hipótese de redenção esteja fora de questão...
Chamem-me idealista ou uma sonhadora inveterada, não nego que o seja, mas apenas o sou, porque ao longo da minha jornada tenho tido a sorte (e muitas vezes a honra) de privar com pessoas que me provam diariamente como tudo o que defendo é verdadeiro e como apesar das inúmeras pessoas de carácter mais ou menos duvidoso que possa vir a encontrar,  a lembrança da sua existência na minha memória, facilmente se eclipsará depois de alguns minutos na companhia destas pessoas únicas...
Se mesmo assim ainda continuarem cépticos, deixem-me tentar por fim convencer-vos falando de uma dessas mesmas pessoas...
É um daquelas pessoas raras: de fácil trato e sorriso pronto, que parece emanar simpatia e alegria por todos os poros do seu corpo, cuja a aura ilumina qualquer divisão onde entre.
Humilde e generosa, tem um coração do tamanho do mundo e sabe sempre aquilo que a outra pessoa precisa de ouvir.
Justa e tolerante sabe como poucos mostrar o seu ponto de vista sem que para tal precise de rebaixar ou menosprezar a opinião de terceiros...
Apesar das ter fortes convicções não deixa de ser uma óptima ouvinte nem tão pouco de estar aberta ao diálogo.
Exigente, persistente e um pouco ou quanto perfeccionista, é uma trabalhadora árdua, não descansando enquanto não atingir todos os objectivos a que se propõem e exactamente por isso foi sempre capaz de pouco a pouco ultrapassar todas as dificuldades e encruzilhadas da vida...
Mas como qualquer ser humano não é perfeita: frágil e um tanto ou quanto insegura do seu valor e importância para e na vida de quem a rodeia, necessita por vezes que a relembrem de tal facto...
Ela é uma num milhão (mesmo que cliché, possa parecer)...e ter tido a oportunidade de com a mesma poder  conviver é sem dúvida uma das melhores coisas que me poderia ter acontecido, pois para além de todo o que já me ensinou e mostrou, prova-me diariamente que ainda existem pessoas dignas da nossa amizade, atenção e carinho...quando por exemplo me brinda com um miminho destes, "apenas" porque esta semana lhe pareci mais cabisbaixa e desanimada:


Obrigada M.J. por seres o ser humano lindo que és....quando for "grande" espero conseguir ser metade do que tu és e  ser capaz de marcar tanto as vidas de quem comigo privar! Não mudes...nunca, essa maneira tão especial de ser e sobretudo tão difícil de encontrar hoje em dia.

"Há pessoas que nos roubam...há pessoas que nos acrescentam!"


20.7.12

Feliz dia da Amizade!

Quando este blog foi criado tinha como único propósito o de ser um refúgio para mim, onde eu pudesse dar rédea solta aos meus devaneios amorosos e desabafar todo o que me fosse na alma com tamanha sinceridade e crueza que de outra forma não era possível...assim e bem devagarinho fui entrando neste mundo da blogosfera e conhecendo outros "cantinhos" que tinham, na sua essência, mais ou menos o mesmo objectivo, um comentário aqui e outro ali, fui ganhando um verdadeiro carinho pelas pessoas por detrás desses mesmos cantinhos e que por mais ausente ou presente que eu esteja por este mundo têm sempre uma palavra amiga para me brindarem.
Desta forma, apesar das  palavras continuarem a ser parcas por estes lados (e eu ser defensora de demonstrações de afecto em pequenos gestos diários), rendo-me ao cliché e aproveitando este dia em que a amizade deverá ser celebrada para agradecer (uma vez mais) a todos vós, por estarem desse lado a comentar as parvoíces que por aqui se publicam ou a partilharem um pouquinho de vocês ( e que por vezes tanto de mim reflecte).
Feliz dia internacional da Amizade!


Amizades são inexplicáveis e não devem ser explicadas, se não se deseja destruí-las.
- Max Jacob -




3.6.12

Eu e o amor

Para mim, o amor é a base de qualquer relação,seja ela romântica ou não, variando apenas no tipo, na intensidade e na forma como é demonstrado.
Amor no seu estado mais puro e básico é amizade: por aquela pessoa cuja a sua presença na minha vida, tanto acrescenta à mesma, é o que faz o meu coração vibrar com cada vitória conquistada pelas pessoas que me rodeiam e com elas querer partilhar o meu dia-a-dia, com todos os meus sucessos e fracassos.
Amor é o que me coloca um sorriso estampado na cara quando sei que vou estar na companhia de determinada pessoa, é o que faz o meu coração bater mais depressa ou o que forma um nó no meu estômago e não deixa comida nenhuma lá permanecer...
Amor são momentos, músicas e pequenos nadas, é o abraço apertado no momento certo, uma conversa no silêncio de uma troca de olhares, a cumplicidade adquirida numa vida a dois...
Amor é a motivação que me faz querer ser sempre mais e melhor.
Amor, na sua maior grandeza é para mim, sob o  efeito máximo de  meu romantismo crónico: abrir mão da minha felicidade junto de alguém, quando a felicidade do mesmo não passa pela minha presença na sua vida, é desapegar e partir, (tentar) seguir em frente quando todas as células do meu ser gritam para ficar, é ser capaz de sorrir quando sei ou vejo esse alguém feliz e realizado.
Eis o amor que diariamente tento cultivar e pelo qual luto sempre, mesmo quando apenas teoricamente parece possível.


"Se tudo for feito com Amor e ingenuidade;
Se todos se amarem mutuamente;
Se a felicidade for uma Eternidade;
Se a tristeza for mera passagem;
Se a amizade for sincera e de Verdade;
Se a vida for um Dar acima de receber;
Então descobriremos que foi em cada uma desses
momentos que nosso coração bateu mais forte,
e que agimos pura e simplesmente como seres Humanos!"
Vera Costa                   

 *foto retirada daqui: http://quotesfactory.com/category/love/page/2

24.5.12

Velho - Mafalda Veiga



De todos os públicos-alvo com que a formação no meu curso (ou deverei dizer antes da minha profissão, agora que estou oficialmente licenciada?) permite lidar, a Terceira Idade seria a minha última opção se me pedissem para escolher, não sei explicar bem o porquê: talvez por não estar habituada a ter que lidar no meu dia-a-dia com idosos ou quem sabe por uma má experiência no meu passado.
Assim quando tive que escolher onde estagiar tal, na minha cabeça nem era uma opção, contudo como a vida gosta de me relembrar constantemente, nem sempre as coisas acontecem como eu quero ou planeio e dei por mim durante três meses e meio a conviver diariamente com este grupo etário.
Apesar de durante três anos ter tido formação (e por vezes tão específica) sobre o que muitas vezes representa "ser-se idoso" hoje em Portugal, e iniciar esta etapa, sabendo supostamente, à partida que tipo de realidades e problemas iria presenciar, nada disso me ajudou a saber lidar com o turbilhão de sentimentos que vivencia-los provocou em mim.
A solidão, o isolamento, a pobreza extrema e sobretudo a indiferença familiar são recorrentes entre os mais velhos que muitas vezes se sentem "perdidos" nesta sociedade que valoriza cada vez mais a juventude e não vê (ou não quer ver) as pessoas que com o seu suor e trabalho contrubuíram para que esta funcione minimamente.
Fui educada a respeitar os mais velhos, a valorizar as suas ideias e opiniões pois seriam mais sábios que eu e talvez seja por isso (ou se calhar até não) que me custa a aceitar que uma pessoa cada vez mais tenha um prazo de validade, seja constantemente ignorada pela sociedade mas principalmente pela família pois há muito que me oriento por esta pergunta (para mim tão elementar): se é a minha família que me apoia e guia até eu sentir a coragem suficiente para "voar sozinha", não deverei eu, tentar retribuir minimamente quando ela de mim mais precisar?
No fim do estágio dei por mim a olhar para o idoso anónimo que comigo se cruza em qualquer rua perdida de outra forma, com mais respeito, com mais carinho e sobretudo com mais atenção.
 Hoje posso dizer que o meu estágio permitiu, mais do que uma oportunidade para praticar o que anteriormente aprendi, permitiu-me crescer enquanto pessoa, rever os meus valores e as minhas escolhas, recordar a filha que sou e pretendo ser, lembrar-me que num futuro não tão distante serei eu a ocupar aqueles bancos e a contar histórias.
Hoje deram-me a conhecer esta música e o objectivo deste post seria apenas partilha-la (já que traduz tão bem a actualidade) e pedir-vos que reflictam sobre o assunto, mas dei por mim perdida em reflexões (se calhar não muito claras) sobre a minha opinião neste assunto.


"Qual seria a sua idade se  você não soubesse, quantos anos você tem?"
Confúcio

23.4.12

Os meus pequenos nadas: ler

Poucas são as coisas que me dão tanto prazer como a leitura, sou capaz de passar horas absorta no enredo de um bom livro, como tal "devoro" livros a uma velocidade impressionante (o caso é de tal forma "grave" que a minha mãe reclama sempre que alguém me oferece um ou me vê chegar a casa com algum).
Como em quase todos os restantes campos da minha vida, também neste não sou muito selectiva, leio de todo um pouco desde dos chiclés românticos até aqueles que exigem a minha total atenção e empenho na sua interpretação e são poucos os livros que ao virar a última página não me tenham deixado um gostinho de "quero mais"!
Leio um livro, porque a capa me chamou a atenção, porque a sinopse me cativou, porque me foi recomendado ou simplesmente porque o autor me intriga.
A minha biblioteca pessoal é bastante reduzida sendo composta sobretudo por livros oferecidos e assim permanecerá enquanto não for dona e senhora da minha liquidez financeira, contudo sou visitante assídua da Biblioteca Municipal. Adoro vaguear por entre estantes, retirar livros, ler sinopses, trazer uns quantos para casa e embarcar numa nova viagem.
Gosto de ser surpreendida pela história e conquistada pelas personagens, mergulhar na "vida" de outras pessoas e por instantes anestesiar a minha.
Assim não poderia deixar de recomendar um dos livros que ultimamente me cativou...
A árvore dos segredos de Santa Montefiore: comecei a lê-lo procurando algo leve que satisfizesse por um lado a minha necessidade de ler algo que não estivesse associado às palavras relatório e estágio e por outro que acalmasse o meu lado romântico e piroso com uma história de " príncipes e princesas e com o seu final feliz".
Mas é muito mais! Engloba em si todo o que procuro quando leio, fez-me sonhar, fez-me aprender, fez-me reflectir!
Apesar de ser um romance não é nada típico, as personagens poderiam bem ser pessoas do nosso dia-a-dia, cheias de defeitos e qualidades e apesar de no início me recusar a aceitar o rumo que a história parecia querer tomar, dei por mim no final não só a torcer por esse rumo como a encontrar uma profundidade no enredo que não esperava, sendo precisamente esse facto que me faz aceitar o final (por muito que na minha cabeça teime em acreditar que a autora eliminou um capítulo inteiro com o verdadeiro final!), além de é claro ter ficado com uma vontade enorme em conhecer a Argentina.


"Os livros são o abençoado clorofórmio do espírito."
Robert Chambers



Imagem retirada de: http://weheartit.com/
p.s. Não gosto que me contem o que vai acontecer naquilo que vou ler/ver portanto tentei restringir a minha opinião ao máximo, mas se ainda não estiverem intrigados e quiserem ler um comentário que vos convença definitivamente podem faze-lo aqui e aqui.

17.4.12

Eu e os pecados capitais

Se eu fosse um dos sete pecados capitais (Gula, Avareza, Luxúria, Ira, Inveja, Preguiça e Orgulho/Vaidade) teria que ser sem dúvida alguma a Preguiça, apesar de o orgulho e a avareza estarem também demarcados na minha personalidade (bem mais do que gostaria confesso) nas coisas mais simples como: raramente pedir favores a quem quer que seja (sobretudo se anteriormente essa pessoa me tiver mostrado má vontade), sair uma paragem de autocarro mais cedo e fazer o resto do caminho a pé para poupar 25 cêntimos ou só fazer compras mesmo quando extremamente necessário.
Nenhum outro pecado me descreve tão bem como a preguiça. É por pura preguiça que não pratico qualquer exercício físico, que não me levanto cinco minutos todas as manhãs mais cedo, para me "aperaltar" como a maioria das minhas amigas ou aliás fazer qualquer coisa que não seja extremamente necessário ou importante e que implique ter que me levantar mais cedo. Adoro dormir e passar um dia inteiro sem fazer absolutamente nada que se possa considerar produtivo para a sociedade é um dos meus maiores defeitos. 
A preguiça sempre fez parte do que sou (desconfio seriamente ser ela o motivo de quando era pequena "comer" metade das letras quando escrevia), contudo à medida que fui crescendo acho que ela foi diminuindo até atingir um nível minimamente aceitável. 


"Vencer a preguiça é a primeira coisa que o homem deve procurar, se quiser ser dono do seu destino."
Thomas Wittlam Atkinson

Imagem retirada do site: http://www.tirinhasmemes.net/t/preguica


12.4.12

Carta ao meu Eu passado

"Olá, eu sou o teu futuro "eu" e se estás a ler isto é porque num futuro bastante próximo finalmente descobriram alguma maneira de viajar no tempo e  a tornaram-na acessível a pessoas sem contas bancárias recheadas, como é o caso.
Apesar de sempre ter conseguido tirar algum proveito nas asneiras que vais fazer e conviver perfeitamente bem com as consequências das mesmas aqui ficam algumas dicas de coisas a evitar por serem completamente desnecessárias à tua felicidade actual (ou futura):

* Pede mais coisas ao teu pai, não sejas tão "adulta" aos dez anos de idade, os motivos que te levam a não pedir nunca se concretizarão;
* Aliás aproveita a tua infância livre de preocupações e responsabilidades, caso contrário vais querer te-la vivido mais intensamente;
* Nunca sob circunstância alguma contes à D. por quem estás apaixonada (mesmo quando já não estiveres), ela não vai achar problema nenhum contar-lhe e tu vais passar uma vergonha enorme em frente à turma toda;
* Sabes a J.? A sua amizade não vale o teu esforço;
* Não deixes que a tua prima te convença a tirar fotos à beira mar e ainda por cima com a tua máquina, ela nunca mais funcionará depois de uma onda vos molhar;
* Não deixes de tirar fotografias naquelas saídas de amigos, apenas porque estás farta do facto de seres tu a levar a máquina se ter tornado um dado adquirido para os restantes, vais sentir falta dessas fotos;
* Não faças birra por ninharias, principalmente junto daqueles que nada (ou muito pouco) tiveram a ver com elas;
* Coloca o protector solar antes de sair de casa e não apenas na praia;
* Vai a Lloret, o dinheiro que vais gastar será menos e mais bem aproveitado do que na tua tentativa de tirares a carta;
* Não comentes com ninguém que tens um blog, ele vai descobri-lo e vais deixar de poder escrever o que realmente queres/precisas;
* Esquece essa mania irracional que as pessoas não vais gostar de ler os teus comentários e começa a comentar os blogs que segues diariamente;
* Não peças ao G. para te guardar o porta moedas, ele vai perde-lo e juntamente com ele todo o dinheiro que lá tinhas;
* Recusa-te a ter uma "conversa séria" com alguém quando estás bêbeda, por muito que insistam e penses que essa seja, a única maneira de as coisas ficarem resolvidas, não ficam, vais fazer figura de idiota e vais ser incapaz de te lembrares das palavras exactas quando as tiveres que recordar um dia mais tarde;
* Não uses a ironia ou o sentido de humor como mecanismos de defesa quando o assunto é uma possível doença grave, os teus amigos não vão perceber;
* Aproveita BEM a tua vida académica, vai deixar mais saudades do que imaginas;
* Não peças ao Prof. que te deu um 17 para ver a correcção da frequência baseado no facto de ter havido 19's e achares que te tinha corrido melhor, ele vai ficar "ofendido" e nunca mais te vai dar outra nota que não seja 15;
* Não lhe mandes os teus textos, no fundo ele não os quer mesmo ler;
* Guarda as fotografias do teu último ano de secundário num cd, o teu novo pc vai ser formatado "n" vezes e vais acabar por as perder;
* Por falar em secundário...começa a fazer voluntariado mesmo que percas as tardes livres;
* Não beijes ninguém apenas porque parece valorizar-te quando quem querias que o fizesse não o faz, no dia seguinte, depois de 30 mensagens recebidas não vais achar que foi uma boa ideia;

Pronto, acho que era só isto, aconselho-te a leres esta carta até a teres decorado...vais-me poupar muitas lágrimas!
Beijinho"


A ideia deste post foi completamente "roubada" ao Ricardo, do blog Bla Bla...Blog? que após ter escrito uma carta ao seu eu passado desafiou os seus seguidores a fazer o mesmo.

10.4.12

09.04.2011

O dia amanheceu ensolarado, ao acordar a ansiedade e expectativa manifestavam-se pesadamente no meu estômago.
Vesti o traje lentamente, alisando rugas inexistentes, endireitando um nó de gravata perfeito, calcei os sapatos finalmente aos meus pés moldados, depois de tanto uso lhe ter sido dado. Observei a imagem com que o espelho me brindava, cada emblema e cada nódoa na capa preta no ombro suportada, cada fita na pasta colocada, tantas histórias e memórias ali eternizadas…
De capa traçada, passei grande parte da cerimónia, sentada perdida em pensamentos, camuflada entre tantas capas pretas que efusivamente, bem alto, abanavam as suas pastas com fitas das mais variadas cores.
Cada música, cada discurso, cada pequena acção invocava em mim memórias e sentimentos diversos e por vezes contraditórios, ora sorrisos e uma felicidade extrema, ora lágrimas de saudade há muito antecipada e receio de um futuro incerto.
Depois das insígnias impostas, era chegado o momento de por fim as fitas pelo fumo passar e esse instante, apesar de na minha memória estar para sempre gravado, não o consigo decentemente descrever. Ali, rodeada de preto e a cor do meu curso, entre uma multidão ensurdecedora de gente, por segundos o barulho, a minha mente bloqueou, enquanto os flash’s dos fotógrafos se certificavam que numa fotografia tal momento poderia ser posteriormente recordado, uma única certeza me invadia: tinha valido a pena!
Apesar de todas as dúvidas e receios, de todos os dissabores e frustrações tinha valido a pena, depois de tantas aulas, trabalhos, frequências e exames, horas de estudo e folhas e folhas de apontamentos…tinha valido a pena, por todos os momentos, por todas as pessoas que nos últimos três anos o seu caminho comigo partilharam, e pelo orgulho e felicidade que no olhar dos meus familiares e amigos eu podia testemunhar…tinha valido a pena!
Um ano passou desde daquele dia, em que rodeada de (quase) todas as pessoas importantes na minha vida as minhas fitas queimei, explicar a importância do mesmo para mim, por muito que escreva talvez nunca seja capaz, mas acredito que tenha sido exactamente naquele dia, em frente aquele pote cheio de fumo que pela primeira vez experimentei uma sensação de felicidade plena…


"Aproveite bem os momentos felizes de uma vida, porque ela é curta de mais para ficar numa simples lembrança!"
 Willy Neval