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4.3.12

02.02.2010

Quero escrever pelo simples prazer de escrever. Quero sorrir só porque sim, ouvir musica a altos berros, dar piruetas, dançar de olhos fechados, dar pulinhos de felicidade e sentir a chuva cair de mansinho na minha cara.

Não quero esconder nada do que penso ou sinto nem me refugiar na apatia, não quero fingir mais que os meus problemas não me vergam as costas e não me dificultam a tentativa de olhar em frente, muito menos me quero socorrer de sorrisos fingidos para evitar olhares piedosos.
Fecho os olhos, respiro fundo, quero entrar na luta e não me deixar dar por vencida, encontrar alegria em pequenas coisas e em gestos insignificantes. Quero ser o pequeno, mas teimoso barco que audaciosamente enfrenta a tempestade e a vence quando em bom porto consegue atracar.
Não quero perder tempo em análises, em demandas pelos porquês nem tão pouco esperar que o carrossel de emoções pare e que as tonturas e vertigens passem. Não pretendo lamentar a perda da felicidade passada e muito menos perder tempo fazendo previsões do que um dia poderia ter sido ou como poderia ter ocorrido
Quero viver o meu agora, o melhor que souber, o melhor que puder, aproveitar cada minuto gastando-o em tudo o que me dá verdadeiro prazer, faz sorrir os meus olhos e aconchega a minha alma
Quero ser Feliz AQUI e AGORA, apenas porque posso, apenas porque somente de mim depende…



(inspiração, onde andas tu, quando mais preciso de ti?)

27.2.12

As amigas



De quem são as gargalhadas que ouço? Serão daquelas jovens que ali adiante caminham?
Sim, devem ser delas, elas riem, brincam, dizem disparates, partilham segredos e novidades.
Ao mais distraído espectador desta tão usual cena de certo não se aperceberá que aquele passeio, aquela tarde se trata de um reencontro de velhas amigas, de amigas que já passaram por tanto juntas, de amigas que em determinado momento seguiram caminhos diferentes.
Mas elas mudaram, já não são as mesmas que outrora foram, cada uma do seu jeito, a seu tempo, mudou, é diferente naquela tarde. Poderá a amizade ainda ser a mesma?
Provavelmente não.
As pessoas mudam, tal como as suas prioridades. Nada volta ser o que já foi, a cumplicidade diária perde-se nos dias em que não se falam. A intimidade, o à vontade diminuem, mas poderá por breves momentos a magia acontecer e todo voltar a ser igual?



26.07.2010*
 
*...e hoje mais de um ano depois, sei que não, a vontade existe de ambas as partes, mas por algum motivo que ainda não consigo perceber, apenas por momentos as coisas voltam a ser como foram outrora.
 
 
 
"Se tens um amigo, vista-o com frequência, pois as ervas daninhas e os espinheiros invadem o caminho por onde ninguém passa..."
Provérbio árabe






p.s. Não sei se é por eu ser um zero à esquerda nestes assuntos cibernáticos ou problema da net mas a verdade é que desde sábado que não consigo comentar blogs que não tenham os comentários a aparecer num janela à parte...eu tento comentar mas quando vou a submeter aparece um tringulozinho com um ponto de exclamação e eu fico sem saber se o comentário foi ou não foi guardado.
Quando começo a seguir um blog gosto de deixar um comentário a avisar e a explicar porque o sigo, nos últimos que comecei a seguir não o pude fazer, exactamente por este problema. Fica registado o aviso, não é má vontade minha é mesmo burrice!! =)
Quem me souber explicar como resolver a situação fico muito agradecida!


21.2.12

reflexão diária (ou então um momento de puro egocentrismo!)

...por vezes há coisas que nos fazem parar, tirar cinco minutos do nosso dia e reflectir.
 Fazer um balanço de todo um caminho pecorrido, avaliar os ganhos e as perdas e perceber o que foi aprendido.
Hoje como nunca percebo que tudo tem o seu tempo, que se o desfecho de algo foi de determinada maneira era porque assim teria que ser.
Agora mais do que nunca acredito que melhores dias me esperam e que todos os percalços do caminho apenas servem para que quando eles chegarem saibam valorizar e agradecer diáriamente o que me foi dado.
Hoje, não poderia estar mais orgulhosa em quem me tornei e nas escolhas que fiz...(sei que para quem lê poderá soar a egocentrismo na falta de palavra melhor, mas quem me conhecer decerto saberá como o caminho até tal conclusão foi difícil e árduo para uma pessimista crónica).



"Nossas atitudes escrevem nosso destino. Nós somos responsáveis pela vida que temos. Culpar os outros pelo que nos acontece é cultivar a ilusão. A aprendizagem é nossa e ninguém poderá fazê-la por nós, assim como nós não poderemos fazer pelos outros. Quanto mais depressa aprendermos isso, menos sofreremos."

                                                                                                                                    Zíbia Gasparetto

17.2.12

Das pequenas coisas...


Uma pessoa decobre que cresceu quando...percebe que a felicidade está nas mais pequenas coisas.
 Não há muito tempo se me perguntassem se era feliz diria prontamente que não,  diria que me faltava ter X ou atingir Y. Mas a vida corre, cada vez mais indiferente ao que eu quero ou preciso e como tal aprendi que posso ser perfeitamente feliz...aqui e agora, com o que tenho e com o que já alcancei.
E sabem que mais? Não há sensação melhor!!
 Cada vez mais, dou por mim de sorriso rasgado no rosto no final do dia..."apenas" porque o passei junto de quem gosto, "apenas" por rimos e trocamos confidencias ou "apenas" porque tinha companhia (mesmo que silenciosa) durante um dia de "trabalho", vi as traquinices de uma criança ou porque hoje o sol brilhava lá fora, apesar do frio.






"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:

Em vão, por toda parte, os óculos procura

Tendo-os na ponta do nariz!"

Mário Quintana
p.s. sejam felizes sim?

13.2.12

Os meus pequenos nadas...as pessoas

Sou só eu ou vocês também têm (ou já tiveram) uma (ou várias pessoas) na vossa vida de quem gosta (ra)m "instantaneamente" que não são/foram e nunca chegarão a ser vossas "amigas", não daquelas próximas ou íntimas....mas que vocês adoram mesmo assim?
Tenho uma capacidade enorme (e sinto dize-lo, na maior parte das vezes muito irritante na falta de melhor termo) de facilmente me identificar com as pessoas que vou conhecendo, seja na forma de pensar, nos gostos idênticos ou  em personalidades semelhantes...revejo-me em tantas pessoas que por vezes acredito ser apenas um conjunto mal organizado de pedacinhos de outros rostos, palavras ou sentimentos.
Tal facto quando juntado a outra das minhas características mais marcantes que é a sinceridade não se torna propriamente fácil de lidar. Confio muito facilmente, deu sempre o melhor de mim e partilho a minha história de vida com uma facilidade que me assusta...principalmente quando a vida me rasteja, me muda a direcção do olhar e me mostra essas mesmas pessoas de outro ângulo que não o cor de rosa que eu gosto tanto de ver...
Mas continuo a fazê-lo, e acho que o farei sempre...exactamente por essas pessoas...que não são minhas amigas...não no verdadeiro sentido da palavra...mas que me conquista(ra)m pela sua simpatia, amabilidade, disponibilidade e preocupação constante, apenas por sim...
Continuarei assim, a bater o pé e teimar em dar a outra face enquanto o facto de saber da existência de pessoas assim, me aconchegar a alma, me fizer dormir melhor à noite, tornar o meu dia mais alegre...



"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo. "
 Mahatma Gandhi

1.2.12

Deambulações académicas...(ou então o tão prometido texto...ou quase)

Volto por instantes à casa que foi a minha nos últimos três anos, passo por corredores vazios, portas entreabertas e sussurros de aulas a serem dadas, cada recanto projecta-me para um passado ainda tão fresco, cada canto me lembra de histórias, de pessoas que jamais quero esquecer…


Os campos lá fora relembram-me a minha vida de caloira, a ansiedade que antecipou o primeiro dia de aulas e que não me deixou dormir, a tão temida praxe, o almoço tomado a correr pois chupetas precisavam de ser compradas e placas feitas. Os risos à socapa dos doutores e o cheiro intenso à polpa de tomate estão tão vivos na minha memória que quase os ouço e cheiro novamente.

O diploma lá continua na parede do meu quarto mostrando a quem nisso tiver interesse o orgulho de ter “sobrevivido” a tão “cruel e dura” praxe, ter participado na praxe de veteranos e de curso, ter sido baptizada com o nome de abracinho e adorar tal facto.

Abraços eram aliás uma constante, distribuía-os à medida que deles ia precisando, teimando em não pedir autorização na maioria das vezes e assim amizades foram sendo feitas umas por puro acaso outras por necessidade, a “tribo” ganhou forma e momentos hoje memoráveis foram ocorrendo entre trabalhos de grupo, estudo e saídas.

Volto ao presente e o coração fica apertado, a saudade reclama por atenção e recusa-se uma vez mais a ser ignorada, no caminho de regresso a casa é impossível conter a corrente de pensamentos e recordações que inundam a minha mente, silenciosamente enumero cada um dos nomes que ao nome desta faculdade estão para sempre associados, interrogando-me o que deles será feito ou como os poderei reunir a todos novamente.

Já em casa tiro a capa preta do armário, consigo narrar a história de cada emblema e mancha que nesta existe…não resisto, ponho-a novamente aos ombros e deixo-me transportar para todas as vezes que a enverguei, experimentando-a euforicamente na loja, usando-a incorrectamente o jantar de curso inteiro, transbordando de felicidade ao vê-la traçada pelo padrinho na serenata, abrigando-me nela quando a chuva marcou presença no caminho para novo jantar enquanto “grande animal”, o respeito (ou nem tanto assim) que impôs enquanto fui praxadora, a água que limpou na cabeça da afilhada, das serenatas e declarações que presenciou, do frio do qual me abrigou ou das centenas de fotos na qual foi protagonista.
E eis que o telemóvel toca, com uma nova mensagem recebida: "Vou estar por esses lados, vamos tomar café e desfiar velhas meméorias? Tenho saudadinhas tuas"(…)

Continua...

27.1.12

Dissertação sobre o amor

" - Tu é que podes dar o teu filho à Ana, eu dava-lhe o meu, mas já está casado" (conclusão da conversa de hoje com as funcionárias no meu estágio).
Não sei porquê que as pessoas teimam em me tentar fazer arranjinhos, como não percebem que se continuo "solteira e boa rapariga" é porque simplesmente ainda não apareceu a pessoa certa, no momento certo, sei que a maioria delas o faz porque gosta de mim e me quer ver feliz, sei que a minha melhor amiga desistiu de o fazer porque "sou demasiado complica e exigente" nas minhas escolhas.
Não concordo, a beleza, para mim, não é prioritário, tanto me perco por uns olhos verdes, como me apaixono perdidamente sem sequer recordar decentemente a cara da pessoa. Se  antes acreditava que a pessoa tinha que ter um grau de habilitações minimamente semelhante ao meu para despertar o meu interesse, hoje sei que isso se torna relativo se me fizer rir constantemente com o seu sentido de humor. Tenho apenas dois critérios de escolha: primeiro tem que existir uma amizade, um convívio constante durante algum tempo, pois só assim, na minha óptica alguém se apaixona e segundo tem que ser um constante desafio...seja à minha paciência, ao meu lado racional/intelectual, seja porque se apresenta como um mistério ao qual me tenta a descobrir.
Talvez, pensando bem seja mesmo exigente no amor como o sou em todos os outros campos da minha vida ou se calhar é mesmo pelas marcas que a minha primeira (e única) paixão séria deixou em mim, que não me permitem ver príncipes em tantos sapos que vou conhecendo....
Começo seriamente a acreditar que só me interesso/apaixono por pessoas emocionalmente indisponíveis.
Mas quero (e muito) acreditar que "sempre chegamos onde alguém nos espera" e que algures o meu príncipe (des)encantado me procura com tanto afinco como eu por ele...

"A Guy and a Girl can be just friends, but at one point or another, they will fall  for each other. Maybe temporarily, maybe at the wrong time, maybe too late, or maybe…forever” 500 Days of Summer

14.1.12

Dúvidas...

Em quase 4 anos de curso muitas foram as vezes em que me interroguei se seria este o melhor caminho a seguir, muitas foram as desilusões com a instituição, com o corpo docente, com os colegas, com o curso em si e aquele "aviso" "...esse curso não é para ti,vais estagnar intelectualmente, vais desiludir-te" que certa vez alguém me deu, esteve sempre presente bem lá no fundo da minha mente, qual profecia a querer realizar-se...agora que está particamente no fim esta fase da minha vida, não consigo não evitar ter medo...medo de falhar, medo de não ser boa o suficiente, medo de me deixar engolir por este mundo injusto que avalia alguém pelos seus contactos e não pelo seu talento ou profissionalismo...
Mas dúvidas se deveria ser esta a profissão a escolher? Já não tenho, não poderia ser outra quando dou por mim a voluntariar-me para ajudar uma senhora, uma total desconhecia, para lhe guardar as compras enquanto ela vai fazer um "recado rápido, ali do outro lado da rua", perguntar se precisa de ajuda só porque os sacos parecem ser muito pesados e ela muito frágil para os conseguir carregar...quando me envade uma felicidade indescrítivel por uma utente me dizer que sou uma das pessoas em quem ela pensa quando precisa de forças, um aperto no coração e um no na garganta por ver a sua saúde a definhar  e eu, nada mais poder fazer para ajudar...
E eis que ao fim de 3 anos e meio me dou conta que a resposta ainda continua a ser a mesma: estou neste curso porque gosto, escolhi este caminho por acreditar ser capaz de fazer a diferença na vida de alguém, por não conseguir ficar indiferente às dificuldades alheias, por não descansar enquanto não fizer tudo ao meu alcance para suprimir as mágoas que aparentemente as pessoas têm tanta facilidade em comigo partilhar....

"Only a life lived for others is a life worth living"   Albert Einstein

12.1.12

Batalhas

As mais duras batalhas serão sempre aquelas que o silêncio cala, a boca aprisiona, os olhos tentam em vão denunciar, e o mundo desvaloriza. Os fracassos mais amargos estarão eternamente representados numa lágrima que teima em cair na escuridão da noite, na expressão facial que te trai no momento mais inapropriado e no sorriso forçado.
Serão sempre as coisas consideradas insignificantes que mais te farão falta, um cheiro, um som, um toque e serão precisamente estas, as coisas que maior saudade te provocará. E é exactamente quando estarás pronto a abrir mão e a deixares que a corrente te leve, que um derradeiro folgo te resgatará e novamente na superfície te verás.
Na dor, no sal das lágrimas e nos gritos estrangulados na garganta, encontrarás todo um leque de valiosas lições que o tempo não apaga nem destrói. Forças escondidas das sombras emergem e vês-te capaz de suportar um maior e mais variado conjunto de batalhas.
Na confusão do presente constróis o teu futuro “eu”, mais forte, menos ingénuo, mais sábio! E é assim que cresces, entre ondas de dor e alegria, num rodopio de emoções contraditórias, entre ciclos opostos de tristeza e felicidade. É desta forma que te redescobres e te reinventas diariamente, desvendas partes de ti que desconhecias e surpreendes o mundo e a ti mesmo.


"Todas as batalhas na vida servem para ensinar-nos algo, inclusive aquelas que perdemos"
Paulo Coelho


(...dedicado à Paula, como forma de incentivo e apoio..=D )

(09.02.2010)
p.s. o post nº 100 deste meu cantinho tinha que dizer algo minimamente aceitável a meus olhos...o meu OBRIGADO pelas  5, 766 visitas...espero que continuem a voltar...;)

Laços



Laços tão frágeis, esses que hoje nos unem, as conversas são banais e os encontros de circunstância.
Tenho vontade de fortalecer os mesmos laços, tornando possível que estes se prolonguem no tempo e no espaço, aprofundando os pontos em comum, as mesmas opiniões sobre determinado assunto ou situação, entrelaçando duas vidas de tal forma a que nenhuma encruzilhada seja capaz de separar.
Não quero ser mais uma memória (boa ou má), mas quanto mais tento apertar todos grãos de areia nas minhas mãos, mais eles teimam em me escapar por entre os dedos e todo o potencial que vejo e encontro em sorrisos, conversas e afinidades não se concretiza e ficam condenados (para sempre talvez) ao baú onde guardo todos os meus “ses”, as possibilidades perdidas e os caminhos pelos quais não optei.
Laços demasiado finos para sobreviverem esses que um dia nos uniram, as estações sucederam-se, a chuva molhou o que o sol secou, as coisas mudaram e a vida ditou o rumo de cada um, apenas restando memórias do que poderia ter sido e não foi.
Por vezes, sinto-me tentada a abrir o baú, retirar dele lembranças de determinadas pessoas, situações, sufocar a saudade das mesmas e de um passado partilhado. Quando a curiosidade se instala apetece-me saber notícias delas, pegar no telefone e trocar novidades, tentar resgatá-las daquele dia em que os nossos destinos se separaram, traze-las para o meu presente e reforçar novamente esses laços… mas o tempo escasseia e algo acaba sempre por se sobrepor.
No entanto, guardo docemente nas páginas do meu passado, todos esses laços que tão prematuramente definharam como sei que guardarei todos, os que agora vou formando e que inevitavelmente a estes se irão juntar.



"There are things that we don't want to happen but have to accept, tings we don't want to know but have to learn, and people we can't live whithout but have to l

et go..."
(este texto já havia sido publicado, ñ sei como foi parar novamente aos rascunhos, mantem-se contudo muito actual com o meu estado de espírito)

29.12.11

De 2011

No baú das memórias,  de 2011, quero guardar:
*os jantares e saidas com muitas garagalhadas e música à mistura.
*a  emoção da MINHA semana académica
       -o nó na garganta do jantar de curso
       - o choro e os abraços da serenata
       - a noite dos Xutos
       -o baile pipi
       - a cerimonia da queima, com lágrima no canto do olho e o eco constante das ausências tão importantes
       - a loucura do cortejo
* todas e cada uma das pessoas que se eternizaram nas minhas fitas e no meu coração
*todas as pessoas  maravilhosas que redescobri
*a mensagem de "feliz aniversário" que não recebi (e não esquecer quando o coração mais saudades sentir)
*todas as contrariedades e dissabores que me obrigaram a ser mais e melhor
*as lágrimas e noites em branco com que as desilusões me brindaram
*a aprendizagem pessoal que o meu estágio me trouxe
*a necessidade em que se tornou o voluntariado e as pessoas para e com quem o faço
*uma conversa tida sob o olhar das estrelas
*o pseudo trabalho de verão
*a "mãe" que cuida de mim só porque sim
*a prenda da afilhada feita especialmente para mim
*o dia em que percebi que te "esqueci"...



(excepcionalmente sem citação)

29.10.11

Foram precisos demasiados meses, dias e horas para entender que talvez o problema não era não querer ajudar, mas antes não saber como…que não era o que foi dito que magoava, mas sim o que ficou condenado ao silêncio…que não foi o que foi feito, mas antes o que não foi…
Hoje consigo perceber que a desilusão consistiu no apoio que não foi prestado, no “eu estou aqui, sempre que precisares” que nunca foi prenunciado e nas inexistentes tentativas de terminar as conversas inacabadas, porque dizer e fazer, acreditar e comprovar são coisas muito diferentes.
Porque em última análise, as coisas poderiam ser diferentes, cedências podiam ser feitas e desculpas pedidas, se o erro não fosse em algo tão crucial, pois apesar dos ideais, pontos de vista, formas de pensar e actuar poderem ser muito diferentes…há coisas que tem necessariamente de ser iguais!


"Only in the darkness can you see the stars"
Desconheço a autoria

5.10.11












A tua sorte é que eu gosto demasiado de ti para deixar de me importar...e é tão bom voltar a ter um daqueles nossos momentos inesquecíveis, mas cada vez mais raros, onde as lembranças das conversas até altas horas fazem-se ouvir mais alto que todo o barulho e confusão que nos rodeia.
A tua sorte é, eu não ser de desistir perante as dificuldades ou sem que me deiam uma justificação mínima que me satisfaça.
Porque no balanço final dos estragos do furacão a que se resumiram os últimos meses da minha vida, quem realmente é importante e pretende fazer parte da minha jornada e do meu coração, permanece (mesmo que para tal tenham sido precisos uns quantos puxões de orelhas!), as conversas necessárias foram tidas, com as pessoas dispostas a tê-las, coisas importantes foram relembradas quando pareciam andar esquecidas pelos baús da memória...

10.9.11

Desculpas...



...e/ou apesar de tudo hoje tenho a certeza que que o fiz demasiadas vezes sem o mínimo retorno...


Ao som de: It´s hard to say I'm sorry (Westlife version)

29.3.11

Porque hoje aqui, ainda existe tanto de ti...

Porque hoje aqui, ainda existe tanto de ti! Num dia perdido algures pelos baús das lembranças, na sombra de uma conversa nova mas que usa falas antigas, num filme que grita por ti, em citações de um livro, em lugares onde o vento sussurra o teu nome, numa música que parece te procurar...no lado sombrio da minha memória ao qual te condenei... Porque hoje aqui, ainda existe tanto de ti, mesmo quando aí, nada de mim parece haver!

30.9.10

Do sentimento de impotência...


Certa vez alguém me disse “…Tens esse dom.... Alem de seres imensamente sentimental e carinhosa com o próximo, consegues perceber os problemas que afectam os outros e as suas angústias…”Talvez tenha razão, talvez saiba “ler almas”, perceber pessoas, talvez preste uma atenção especial a todas as entrelinhas que estão subjacentes a determinada conversa, ligue gestos a olhares e ouça palavras gritadas em silêncio…
Ou talvez não e apenas aquilo que vejo, pressinto ou especulo esteja bem patente em todas essas pessoas, bastando apenas um olhar mais prolongado do mundo que as rodeia, talvez haja apenas quem precise de ser ouvido e apenas eu me limite a estar no sítio certo em hora oportuna.
Contudo a verdade é que por vezes dou por mim a ser testemunha de mágoas e dores alheias, limitando-me a ouvir desabafos, secar lágrimas, dando palmadinhas de conforto e balbuciando palavras, conselhos ou opiniões…
Mas e quando isso não parece ser suficiente? Para que serve esse “dom” quando apenas ouvir e/ou aconselhar parece tão insignificante? Como acalmar o sentimento de impotência e toda a angustia de querer fazer sempre mais mas não saber o quê ou como?


"As grandes oportunidades de ajudar os outros raramente acontecem,
 mas as pequenas surgem todos os dias."
Desconheço a autoria

5.8.10

Já te aconteceu?

Já te aconteceu…
Palavras bonitas anularem completamente todas as duras críticas?
Qualidades abafarem defeitos por muitos que sejam e por muito que te irritem?
Algo poder ser tão bom e tão mau ao mesmo tempo?
Alguém ser capaz de ter fazer sorrir e chorar simultaneamente?
Quereres fugir o mais rapidamente possível para o lugar mais longínquo mas ainda assim dares por ti a permanecer no mesmo sítio?
Compreenderes que te encontras presa num ciclo vicioso, cometendo os mesmos erros, tomando as mesmas decisões continuadamente, mesmo sabendo a partida que o caminho a seguir deveria ou teria de ser outro?
Já te aconteceu…
Chegar ao ponto de não saber o que fazer, como lidar com algo ou alguém?
Parecer que todas as tuas palavras ou atitudes são mal entendidas e mal interpretadas?
Apenas querer atenção e carinho, demonstrações de afecto e de amizade?
Apetecer-te deixar de frequentar os mesmos lugares, de veres as mesmas pessoas e partir a descoberta d algo novo, de algo que por momentos te faça esquecer todo o que por dentro te consome e te impede de avançar?
Já te aconteceu?




"Nao se preocupe em entender a vida, viver ultrapassa qualquer entendimento!"
desconheço o autor

11.6.10

devaneio II

Quando a noite cai, quando o silêncio deixa de ser abafado pelo barulho do dia e a solidão reina…tento reencontrar-me e redefinir-me no escuro do meu quarto. Tento recuperar os traços, por mim mais queridos, de uma personalidade perdida…
Depois de tantas batalhas travadas, de tantas encruzilhadas e percalços enfrentados, perdi-me de mim própria e hoje sou incapaz de dizer quem ou como sou! Não lamento nenhuma das duras batalhas, de todas sai vencedora, com todas aprendi e cresci. Cada uma ensinou-me que sou mais forte do que acho ou do que pareço, contudo cada uma levou consigo a pouco e pouco, talvez, o que de melhor havia em mim…
Hoje apenas lamento a perda daquela menina ingénua que via o mundo a cor-de-rosa, dava sempre o melhor de si sem olhar a quem e acreditava no melhor das pessoas. Hoje lamento não conseguir mais olhar para alguém não estando de pé atrás sobre as suas reais intenções, não ter vontade de ajudar só por ajudar e sentir me bem com isso… Lamento ter perdido o dom (se alguma vez o ouve) de instantaneamente conhecer as pessoas, de as escutar e ajudar como puder…
Vejo-me incapaz de investir em novas relações com medo de novamente sair desiludida, afasto-me mais e mais das que já existem e isolo-me no meu mundo vazio de vontade e cheio de apatia…Certezas diluem-se e vejo-me a aceitar e a perdoar atitudes que antes não seria capaz…
Não sei dizer quem sou nem quem não sou, não sei de onde venho, onde estou nem para onde vou…
Lá fora o sol nasce, mais uma noite que termina sem que eu tenha conseguido ser bem sucedida na minha demanda.


"Que a coragem não me falte, ao acordar
Que o olhar não se turve, se chorar
Que os ombros não se curvem, se pesar
Que o sorriso não esmoreça, se gelar
Que o meu passo não vacile, se doer
Que o sonho não desista, se sofrer
Que as mãos não se fechem, se perder
Que o medo não me vença, se vier
Que, enfim, o dia nasça devagar
E a lua, devagar, vá descansar
Que eu preciso de mim para viver
E não passo sem aquilo que sei ser."
Maria Carrilho

31.3.10

Devaneio


Evitas o que eu procuro, negas o que eu afirmo.
Insistis e buscas quando eu desisto e fujo.
Quando eu não quero ficar, tu permaneces.
Para ti guardas tudo o que eu não me inibo de dizer.
Do que me define entendes o que eu menos percebo.
Calas as palavras quando mais as quero ouvir.
Não entendes os meus silêncios.
Não percebo os teus comportamentos.
Lados opostos nos definem, discrepâncias cruciais nos marcam.
Por entre tanta diferença nos encontramos e entre tanta diferença nos perdemos e distanciamos.

4.2.10

O que é a amizade?


O que é a amizade? Como se mede? Como se pesa? Como se define? A que se resume? Hoje dou por mim a interrogar-me…
Será que a verdadeira amizade apenas e só verdadeira quando convém a uma ou a ambas as partes? Será que não passa de puro oportunismo, de puro comodismo?
O que é a amizade, como se mede, como se pesa, como se prova? O mundo gira, a vida avança e eu dou por mim a perdida em novas realidades! As coisas mudam, por vezes tão rapidamente que se torna difícil não me ver apanhada pela surpresa que as mesmas me causam…
Recuso-me a acreditar novamente, recuso-me a ser amiga de quem parece não se importar com o facto de que o seja ou não, recuso-me a fingir q nada mudou, que atitudes não me decepcionaram, recuso-me a acreditar em desculpas vãs e vazias em conteúdo e sentimento!
Palavras são apenas e só palavras e sozinhas, de nada valem, nada provam, necessitam de ser acompanhadas de actos e atitudes, tempo dispensado, para de facto serem valorizadas.
Hoje não consigo ser a mesma amiga ingénua e inocente que conheces-te sempre pronta a ajudar no que fosse preciso, e isso, é algo que lamento profundamente! Não por ti, que hoje caminhas firme pelo teu pé esquecendo quem te estendeu a mão quando apenas gatinhar sabias, mas por mim…
Por hoje me mostrar incapaz de não olhar as pessoas que de mim se aproximam com desconfiança, por hoje ter medo de ser prestável, de ser VERDADEIRAMENTE amiga de alguém e de ter receio de novamente me sentir “usada” como lenço de papel que se usa e se deita fora.
Mas não! Não terás o gostinho de me fazer vacilar, de me veres deixar de ser o tipo de amiga que sempre tentei ser, desinteressada e sincera. Apenas não serei essa AMIGA para ti…contudo tenho que te agradecer, pois tu relembraste-me a importância de se saber separar o trigo do joio, de não se poder confiar tão rapidamente, tão cegamente, fizeste-me valorizar ainda mais aquelas pessoas que estão sempre ali quando levanto os olhos e olho em meu redor, apesar de todas as brigas, discussões e chatices, aquelas que continuam a sua caminhada de mãos dadas comigo, que não vacilam e desistem à primeira contrariedade …
Na capa preta ficará para sempre marcada a tua passagem pela minha vida, mas apenas e só os bons momentos, as risadas, as lágrimas outrora afagadas, recordações de praxes e noitadas de estudo ou nem por isso, as longas conversas…faltará para sempre o que poderia ter sido e não foi, a cumplicidade, a amizade para uma vida…