4.2.10

O que é a amizade?


O que é a amizade? Como se mede? Como se pesa? Como se define? A que se resume? Hoje dou por mim a interrogar-me…
Será que a verdadeira amizade apenas e só verdadeira quando convém a uma ou a ambas as partes? Será que não passa de puro oportunismo, de puro comodismo?
O que é a amizade, como se mede, como se pesa, como se prova? O mundo gira, a vida avança e eu dou por mim a perdida em novas realidades! As coisas mudam, por vezes tão rapidamente que se torna difícil não me ver apanhada pela surpresa que as mesmas me causam…
Recuso-me a acreditar novamente, recuso-me a ser amiga de quem parece não se importar com o facto de que o seja ou não, recuso-me a fingir q nada mudou, que atitudes não me decepcionaram, recuso-me a acreditar em desculpas vãs e vazias em conteúdo e sentimento!
Palavras são apenas e só palavras e sozinhas, de nada valem, nada provam, necessitam de ser acompanhadas de actos e atitudes, tempo dispensado, para de facto serem valorizadas.
Hoje não consigo ser a mesma amiga ingénua e inocente que conheces-te sempre pronta a ajudar no que fosse preciso, e isso, é algo que lamento profundamente! Não por ti, que hoje caminhas firme pelo teu pé esquecendo quem te estendeu a mão quando apenas gatinhar sabias, mas por mim…
Por hoje me mostrar incapaz de não olhar as pessoas que de mim se aproximam com desconfiança, por hoje ter medo de ser prestável, de ser VERDADEIRAMENTE amiga de alguém e de ter receio de novamente me sentir “usada” como lenço de papel que se usa e se deita fora.
Mas não! Não terás o gostinho de me fazer vacilar, de me veres deixar de ser o tipo de amiga que sempre tentei ser, desinteressada e sincera. Apenas não serei essa AMIGA para ti…contudo tenho que te agradecer, pois tu relembraste-me a importância de se saber separar o trigo do joio, de não se poder confiar tão rapidamente, tão cegamente, fizeste-me valorizar ainda mais aquelas pessoas que estão sempre ali quando levanto os olhos e olho em meu redor, apesar de todas as brigas, discussões e chatices, aquelas que continuam a sua caminhada de mãos dadas comigo, que não vacilam e desistem à primeira contrariedade …
Na capa preta ficará para sempre marcada a tua passagem pela minha vida, mas apenas e só os bons momentos, as risadas, as lágrimas outrora afagadas, recordações de praxes e noitadas de estudo ou nem por isso, as longas conversas…faltará para sempre o que poderia ter sido e não foi, a cumplicidade, a amizade para uma vida…

2.2.10

Quero...

" Quero escrever pelo simples prazer de escrever. Quero sorrir só porque sim, ouvir musica a altos berros, dar piruetas, dançar de olhos fechados, dar pulinhos de felicidade e sentir a chuva cair de mansinho na minha cara.
Não quero esconder nada do que penso ou sinto nem me refugiar na apatia, não quero fingir mais que os meus problemas não me vergam as costas e não me dificultam a tentativa de olhar em frente, muito menos me quero socorrer de sorrisos fingidos para evitar olhares piedosos.
Fecho os olhos, respiro fundo, quero entrar na luta e não me deixar dar por vencida, encontrar alegria em pequenas coisas, em gestos insignificantes. Quero ser o pequeno, mas teimoso barco que audaciosamente enfrenta a tempestade e a vence quando em bom porto consegue atracar.
Não quero perder tempo em análises, em demandas pelos porquês nem tão pouco esperar que o carrossel de emoções pare e que as tonturas e vertigens passem. Não pretendo lamentar a perda da felicidade passada e muito menos perder tempo fazendo previsões do que um dia poderia ter sido ou como poderia ter ocorrido
Quero viver o meu agora, o melhor que souber, o melhor que puder, aproveitar cada minuto gastando-o em tudo o que me dá verdadeiro prazer, faz sorrir os meus olhos e aconchega a minha alma
Quero ser Feliz AQUI e AGORA, apenas porque posso, apenas porque somente de mim depende…"

22.1.10

Estado de espírito


Sentada a uma mesa, perdida em pensamentos sinto-me deslocada, no lugar e no tempo. Nada parece ser meu, nada parece fazer grande sentido, cenas quotidianas outrora tão rotineiras e monótonas parecem-me hoje ridículas, tudo me soa a estranho.
Observadora experiente, abstraio-me do barulho e distancio-me das conversas, dos que me rodeiam e tento analisar a cena de fora. Conversas fúteis e sem o mínimo interesse são tidas e coisas realmente importantes de serem ditas, de serem ouvidas são caladas, aprisionadas na garganta, para sempre talvez!
No fim cada um irá para seu lado, sem saber quando se voltarão a ver, sequer se de novo se verão.
De novo apenas concentrada nos meus pensamentos apercebo-me da fragilidade de tudo que me rodeia, de relações, amizades, acções ou palavras. Não consigo deixar de visualizar cada pessoa que enche aquela sala como simples marioneta, manipulada nas mãos hábeis de um alguém desconhecido, desprovida de qualquer vontade própria, agindo apenas porque assim foram “programadas”, cingindo-se a rotinas e hábitos, simplesmente porque toda a vida somente isso fizeram, só isso viram ser feito, incapazes de se libertarem e procurar novos horizontes, novas vivências, novos valores e, se algum audaz tenta cortar as amarras que lhe dificultam os movimentos e romper com aquela letargia é olhado de lado, de modo desconfiado e tido como insano.
E é nestas rotinas do dia-a-dia que coisas importantes e coisas insignificantes trocam de papéis, as primeiras são subvalorizadas, as segundas valorizadas em demasia. Dinheiro, status e bens materiais tornam-se nas metas a atingir, no objectivo de uma vida inteira. Re
lações interpessoais são estabelecidas com prazo de validade predefinido e desde do início se espera que fracassem e como tal o investimento de parte a parte é mínimo ou até mesmo nulo.
Na azáfama diária amigos se desencontram, amores acabam por falta de tempo, de paciência talvez. Pouco importa no mundo capitalista em que vivemos outros haverá para os substituir, seja apenas por puro interesse de um dos lados ou por “dar jeito” a ambas as partes, ou pela incapacidade do ser humano existir isolado da sociedade.
Com o passar dos anos, as pessoas crescem, as responsabilidades aumentam, os sorrisos sinceros e os momentos de puro prazer diminuem e diluem-se no ar, feito fantasma.
Amigos, amantes, filhos são tidos como apoios certos em momentos de dificuldade, mas muitas vezes também estes se encontram aprisionados nas suas vidas onde o materialismo é dono e senhor e se mostram incapazes de ajudar, e é desta forma que acaba toda uma vida de trabalho e esforço de alguém com uma bonita casa, uma conta recheada no banco mas completamente sozinha! Esquecida pelos seus entes queridos naquela casa outrora tão acolhedora e cheia de vida ou então abandonada num lar entre desconhecidos com a mesma sorte, apenas podem contar com o auxílio de estranhos.
Será talvez por tudo isto que não me inibo de dizer o quanto gosto das pessoas (mesmo sabendo o quanto um amo-te ou adoro-te se tornou banal, as palavras ocas e vazias de significado e sentimento) que aproveito todas as oportunidades para distribuir abraços (para mim, a personificação daqueles momentos de puro prazer), que não desisto de amizades sem pelo menos lutar por elas.

Mas tenho a perfeita noção que mais tarde ou mais cedo também eu serei incapaz de resistir a não integrar esse ciclo vicioso que personaliza a sociedade actual, pois parece algo inato no ser humano.

12.12.09

Faz de conta


"Vem…senta-te comigo e distrai-me, faz-me esquecer o lugar onde me encontro, as razões que aqui me trouxeram.
Brinquemos de faz de conta…
Faz de conta que sou grande, que fiz muitas asneiras, que cometi erros e este é o castigo que me calhou em sorte.
Faz de conta que não tenho três anos e percebo aquilo em que os meus pais acreditam, que sei o que é o conceito de Deus e das provações que ele coloca à minha fé, que tenho idade suficiente para me resignar com a injustiça da vida, que sei o que é a força de vontade e entendo quando me dizem que preciso de ser forte e lutar.
Faz de conta que sei porque não posso brincar lá fora, correr livremente e dar muitos beijinhos aos meus pais, que sei o que estas pessoas em meu redor fazem com todos esses objectos que tantas vezes me magoam…
Faz de conta que não vês todas as batalhas perdidas por mim nesta luta, presentes no meu corpo, que não vês as marcas de seringas, as nódoas negras, o meu ar pálido e cansado.
Vem, brinca comigo! Faz de conta tu agora…faz de conta que sabes o porquê de eu aqui me encontrar, que sabes dar-me razões minimamente aceitáveis para eu ter que enfrentar tão dura disputa em tão tenra idade.
Faz de conta que sabes o que o amanhã me reserva e que não tens medo de quando cá voltares daqui não me encontrares por saberes que o único motivo justificável da minha ausência será o facto de finalmente poder ter ido para casa e começar a conhecer o mundo.
Anda! Brinca comigo de faz de conta! Pois no mundo de faz de conta tudo pode ser como nós queremos, a vida faz sentido, as respostas são fáceis e claras, os sorrisos abundam e eu sou saudável…"


(eu tentei...não sei se deu muito resultado mas...)

5.12.09

Lá...aqui...

Lá onde a escuridão reina e o silêncio é dono e senhor, onde os ecos das falas, dos pensamentos e das ausências são abafados e engolidos pelo vazio…
Lá onde a temperatura é sempre amena independentemente da chuva que violentamente martela o vidro da janela ou que cai de mansinho e leva consigo todas as dúvidas, receios, incertezas, desilusões e frustrações, do vento que tantas vezes me assobia ao ouvido conselhos por vezes esquecidos, do sol que teima em se querer esconder por entre as nuvens, envergonhado, não querendo mostrar todo o seu esplendor…
É para lá que eu caminho, é para lá que eu corro…
Aqui, onde chego, me reencontro e reaprendo a ser novamente apenas e só eu, aqui mais ninguém tem permissão para entrar, reina a paz e sossego, todas as vozes cessam, todos os problemas se desvanecem, a vida corre sorridente…
Aqui, neste lugar que o resto do mundo desconhece, colo uma vez mais todos os cacos que me definem, respiro fundo e procuro a inocência perdida a ingenuidade de outrora, forças para enfrentar a vida lá fora…
Aqui não preciso de fingir sorrisos, de deter lágrimas, de me esconder do mundo, posso simplesmente ser eu…por isso não me peças que abandone este meu cantinho encantado e enfrente o cinzento da vida, não me peças que me levante e dê a outra face para a vida me maltratar…
Não me chames! Pois assim não ouvirei a doce melodia do silêncio. Não digas que aqui não me posso refugiar…Dá-me apenas mais cinco minutos e eu prometo dar-te mão e regressar então contigo.

29.11.09

Hoje



Hoje, olho em redor e tudo soa a falso. As palavras que me dizem são ocas e vazias, as atitudes das pessoas parecem-me por vezes, tão mesquinhas e insignificantes. Os dias são monótonos e desprovidos de alegria e eu limito-me a arrastar-me de um dia para outro sem me preocupar minimamente em tentar distingui-los, pois neles faltas tu…
Hoje, esforço-me e concentro-me em recordar memórias e vivências, lembrar quando e porquê ganhaste tamanha importância, quero reter os gestos, as palavras, os sorrisos, quero perceber se sempre foste como te comportas agora, se realmente eram “os coraçõezinhos na minha cabeça” que me toldavam a visão. Mas por mais que me esforce não encontro conclusões satisfatórias que expliquem este círculo vicioso onde me encontro e me possibilitem uma escapatória do mesmo.
Hoje, faltas tu com as tuas palavras para amenizar o cinzento dos dias chuvosos e lhes adicionares algum colorido, para aquecer o meu coração do frio que faz lá fora, para esbater esta saudade da qual fujo e nego sem saber muito bem porquê.
Hoje faz-me falta a pessoa que tão bem já me descreveu, tão bem um dia me conheceu (ou talvez não)...
Hoje...

2.11.09


Se serei capaz de viver sem ti? Não duvido que serei!
Se acho que encontrarei alguém que ocupe o lugar que te havia destinado no meu coração, na minha vida? Claro que sim, ninguém é insubstituível, contundo confesso que não serás decerto das pessoas mais fáceis de substituir, de esquecer…
Como esquecer alguém que está em mim, em todo o que faço, digo ou sou? Como não me lembrar constantemente de alguém cuja voz a minha consciência parece ter-se apoderado e feito dela o seu modo de expressão e me vejo forçada a ouvi-la constantemente nos meus momentos de dúvida ou receio?
Como não sentir falta daquela tranquilidade que apenas a tua companhia, as tuas palavras, a tua atenção… tu eras capaz de me proporcionar?
Como apagar recordações impressas a fogo na minha memória? Mas como não deixar de o tentar fazer se o que hoje vejo me faz duvidar da veracidade das mesmas? Se hoje em ti todo me impele para que o faça?
Assim apenas me resta deixar todas as lembranças, expectativas e esperanças no passado, aceitar que tudo tem prazo de validade e que este já parece ter expirado à muito!

29.10.09

...

Não esperes que vá atrás de ti, porque não o farei…
Não esperes que lute, se já não acreditar…
Não esperes que acredite, se já não vir provas…
Não me imponho a ninguém, não obrigo os outros a terem-me na sua vida, se assim não o quiserem, não sou amiga de quem não se mostra interessado em sê-lo para mim também.
Se errei? Provavelmente! Não sou perfeita nem nunca o serei, mas terei sido a única a te-lo feito? Será apenas e só minha a culpa de todos os percalços?
Hoje apenas me pergunto…onde estão os actos para comprovar tantas e tão doces palavras? Onde está a paciência, a cumplicidade, a saudade das conversas e do tempo dispensado?
Onde estás tu? Onde estão todas as promessas?
Não, não estou a pedir explicações, já não as quero, delas já não preciso…




(dedicado à minha companheirinha do voluntariado! 
obrigado linda pelas conversas, pelos conselhos, 
pelos risos e bons momentos =D )

17.10.09

porque...


Porque hoje sinto a tua falta e precisava que estivesses presente mais do que nunca.
Porque hoje queria adormecer nos teus braços e não posso, queria ouvir palavras tão tuas, tão únicas, sussurros que encorajam e me dão forças…
Porque hoje olho à minha volta e não encontro quem jurou nunca partir, o amigo de tantas horas, a minha consciência personalizada, o meu refúgio.
Porque hoje fecho os olhos e desejo com todas as forças que em mim existem, que ouças o meu pedido de ajuda, que ele, por muito longe que te encontres, te desperte e te faça sentir o quanto a falta da tua voz, das tuas palavras, da tua presença é sentida.
Porque hoje, mais do que ninguém, como a ninguém, é de ti, que careço ao meu lado.

13.10.09

porto de abrigo



Quando o mundo parece ruir á minha volta, quando tudo q julgava como certo desaparece como areia entre os dedos…é para o teu colo que imediatamente me apetece fugir.
Quando a dor invade o meu peito de tal forma q ate o simples acto de respirar se torna difícil de concretizar e as lágrimas sufocam os meus murmúrios de pânico e medo...é o teu abraço q mais quero sentir.
Foste, és e serás sempre o meu porto d abrigo, a luz ao fundo do túnel, o farol na tempestade. Será s
empre para ti o meu primeiro pensamento quando a vida me ralhar, será sempre o teu olhar o primeiro que procurarei entre os que testemunharão os meus sucessos e vitórias mesmo quando os nossos caminhos se desencontrarem nas encruzilhadas da vida e de ti apenas restar as memórias que resistem ao esquecimento que o passar do tempo lhes impõem, fecharei os olhos e pensarei com todas as minhas forças em ti, sorrindo à medida que tantas e tão boas recordações de 1 passado em conjunto desfilarem à minha frente.
Fecharei os olhos e fugirei para ti, meu porto seguro, intemporal e constante e de novo ouvirei as tuas palavras de conforto e encorajamento, dando-me alento para nova batalha nesta guerra constante a que chamamos vida, relembrando-me que sou mais forte do q qualquer obstáculo q possa atravessar -se no meu caminho. E uma vez mais sentirei a tua falta…



"...when the storm is raging outside
You're my safest place to hide
(...)
When I feel like giving up
(...)
You understand me like nobody can
(...)
When this whole world gets too crazy
And there's nowhere left to go
(...)
You're the only truth I know
You're the road back home
(...)
You're my safest place to hide ..."
Backstreet Boys - Safest Place To Hide