16.12.11

Escolhas

Um dia face a tantas desilusões e dissabores  vi-me perante a necessidade de fazer uma escolha entre: tornar me como as pessoas que me desiludem, sendo fria e desinteressada por quem gosta de mim ou continuar assim, a dar todo o que tenho por quem me é importante, dizer sempre que me apeteça o quanto deles gosto, demonstrando-o em atitudes e pequenos miminhos simbólicos...decerto que é bem mais dificil a concretização desta última opcção, o caminho é feito com muitas lágrimas, sofrimento e dúvidas mas a questão acaba sempre por se resumir a uma: se quero ter retorno de quem quer que seja não deverei ser eu a dar o primeiro exemplo??? E a resposta, por enquanto continua a ser a mesma...





“Be the change you want to see in the world.”

Mahatma Gandh



6.12.11

...é mais ou menos isto...

... o tema saudade fez deste blog moradia e daqui não pretende sair tão cedo...os sentimentos esses andam num turbilhão e recusam-se a fazer qualquer tipo de sentido na minha cabeça ou nas minhas palavras...o tempo corre e eu vejo o passar sem pouco ou nada fazer...a vontade há muito que finca pé e se recusa a cooperar...aos que me acompanharam durante 3 anos sei dever um texto que expresse minimamente o que significaram para mim (não está esquecido apenas ainda em fase de elaboração), mas os dias têm sido assim, cinzentos como o tempo lá fora...ausentes de abraços apertados e sorrisos cúmplices...faltam me os braços que me instigam a continuar, que amortecem as quedas, falta me a velha rotina recheada de rostos que já mais quero esquecer...falta me saber notícias de quem me aperta o peito...porque o meu dia a dia é cheio de novas pessoas, boas e simpáticas, que me fazem rir e me oferecem colo (mesmo sem o perceberem) mas não apaziguam esta vontade quase incontrolável de chorar que ultimamente assola a minha mente quando menos espero...


 dizem por aí "nada que valha a pena vem facilmente" (a ver vamos acrescento eu)


Ao som de: Keep holding on Avril Lavigne

24.11.11






A música flui livremente em meu redor, fecho os olhos e volto instantaneamente ao passado e quase que sinto o calor dos abraços, a felicidade das gargalhadas a alegria das brincadeiras…fecho os olhos e não consigo evitar o sorriso nos lábios que só tão boas lembranças seriam capazes de provocar!
Em questão de segundos volto a ser primeiro criança ingénua e inocente mergulhada em “conspirações” e planos com a melhor amiga depois adolescente tão “platónicamente” apaixonada e por fim universitária distribuidora de abraços entre praxes e saídas mudando ao ritmo dos primeiros acordes da faixa seguinte…até que acabo assim, sozinha no escuro do quarto de olhos húmidos prestes a transbordar de sentimentos que necessitam de ser reafirmados, silêncios que não podem ser apagados e saudade que aperta este humilde coração e enche a mente de memórias….
Porque a música tem esse efeito na minha vida associa-se a momentos, a pessoas, a lugares e conversas e transportando-me imediatamente para eles/elas quando as ouço novamente…


"Sometimes even though you're having a good time, you can't avoid to stop and think about how much you miss the old times..." desconheço a autoria

15.11.11

Há dias assim...



Há dias em que a inspiração falha e as palavras são sempre insuficientes e parcas para expressar o turbilhão de pensamentos e sentimentos que assolam esta que vos escreve... 
 Há dias em que a solidão e a tristeza falam e falam alto, gritando desperadamente por atenção e a casa parece sempre vazia por mais pessoas que acolha.
Dias há em que a saudade se acorrenta no coração, finca pé e torna-se presença constante no pensamento por aquele aperto do peito que teima em se fazer notar...
O silêncio projecta trechos de conversas, gargalhadas e momentos passados, os lugares são ainda os mesmos, as personagens também, mas tudo é diferente se tento resgatar velhas sensações estam soam a farsa.
O sentimento, mesmo assim permanece, mas parece diluir-se algures nos kms que nos separam.
O tempo, esse é escasso, quando tento reunir os amigos de outrora, os colegas de aventuras e desventuras, as pessoas que fizeram de mim quem sou e a quem devo tanto, mas  é sempre demasiado longo quando o dia se manifesta assim....cinzento de mais sem o mínimo vestígio de arco-irís que me faça dançar à chuva de sorriso estampado no rosto!
Há dias assim...em que apenas queria um abraço daqueles bem apertados e um sussuro ao ouvido que murmurasse "...ainda bem que regressaste, sentimos a tua falta!"
...porque por vezes a vida leva-nos por caminhos que não nos deixam voltar atrás....



"Believe that life is worth living and your belief will help create the fact."  William James

4.11.11

Coisas que eu aprendo com os mais velhos

"Menina, você não conte
as suas penas a ninguém,
uma amiga tem amigas
outra amiga amigas tem!

Menina, você não conte,
as suas penas a ninguém,
por maior que seja a sua dor,
quem o seu peito descobre,
de si mesmo  é traidor..."
                              Não conheço a autoria mas segundo a Dona B. é uma musica já bastante antiga!


(porque no fim pode tudo o resto estar a correr mal, as expectativas saírem goradas, e nada sair como o planeado, mas a aprendizagem pessoal não poderia ser melhor =D )

29.10.11

Foram precisos demasiados meses, dias e horas para entender que talvez o problema não era não querer ajudar, mas antes não saber como…que não era o que foi dito que magoava, mas sim o que ficou condenado ao silêncio…que não foi o que foi feito, mas antes o que não foi…
Hoje consigo perceber que a desilusão consistiu no apoio que não foi prestado, no “eu estou aqui, sempre que precisares” que nunca foi prenunciado e nas inexistentes tentativas de terminar as conversas inacabadas, porque dizer e fazer, acreditar e comprovar são coisas muito diferentes.
Porque em última análise, as coisas poderiam ser diferentes, cedências podiam ser feitas e desculpas pedidas, se o erro não fosse em algo tão crucial, pois apesar dos ideais, pontos de vista, formas de pensar e actuar poderem ser muito diferentes…há coisas que tem necessariamente de ser iguais!


"Only in the darkness can you see the stars"
Desconheço a autoria

20.10.11

A chamada

O telefone toca e eu corro para ele na esperança que sejas tu do outro lado da linha, pego-lhe mas este fica mudo e a casa volta ao silêncio que nela ficou desde que foste embora. Pouso-o novamente no descanso e o sorriso desaparece.
Mergulho de novo na azáfama do meu dia e tento assim sufocar a corrente de pensamentos que te trazem de novo aqui, ao pé de mim, tão presente. Desisto por fim e vencida marco o número que há muito sei de cor, o telefone chama, uma e outra vez mas de ti continuo sem nada saber, desligo mas o meu coração deixa escapar: "…era apenas para dizer como sinto a tua falta".


"As contraries are known by contraries, so is the delight of presence best known by the torments of absence."  Alcibiades

5.10.11












A tua sorte é que eu gosto demasiado de ti para deixar de me importar...e é tão bom voltar a ter um daqueles nossos momentos inesquecíveis, mas cada vez mais raros, onde as lembranças das conversas até altas horas fazem-se ouvir mais alto que todo o barulho e confusão que nos rodeia.
A tua sorte é, eu não ser de desistir perante as dificuldades ou sem que me deiam uma justificação mínima que me satisfaça.
Porque no balanço final dos estragos do furacão a que se resumiram os últimos meses da minha vida, quem realmente é importante e pretende fazer parte da minha jornada e do meu coração, permanece (mesmo que para tal tenham sido precisos uns quantos puxões de orelhas!), as conversas necessárias foram tidas, com as pessoas dispostas a tê-las, coisas importantes foram relembradas quando pareciam andar esquecidas pelos baús da memória...

17.9.11

Insónia

O relógio há muito que passa das quatro, contudo o sono não chega. Lágrimas inundam-me os olhos, toldando-me a visão…
O meu pequeno mundo, aquele que não é perfeito, mas mesmo assim único, construído daquelas pequenas coisas que outrora bastavam para me fazer feliz, parece ruir ao meu redor.
As costas vergam, a cabeça baixa, os joelhos dobram e torna-se tão difícil seguir em frente.
Hoje, talvez como nunca sinto a falta do meu porto seguro, o amontoado de palavras e frases que me iluminava a alma e aquecia o coração e que nunca tive realmente. Antes bastava apenas isso, palavras bonitas ditas em momento oportuno, inventadas por mim em silêncios teus.
 Se hoje te escrevo e não deixo qualquer dúvida que são a ti que se dirigem estas palavras, é porque quero que, se um dia por acaso estas te percorrerem os lábios, saibas que não fui eu que edifiquei esta muralha de silêncio que hoje nos separa, não seria capaz, pois esta é feita de todas as conversas que nunca tivemos, de todas as explicações que nunca dissemos, de todas as demonstrações de amizade e carinho que nunca tiveste, de todas as promessas vãs…
 Apenas desisti de a tentar derrubar, por que no fim de contas preciso mais que essa miragem de porto seguro que um dia me ofereceste, mesmo que esse se revele a única alternativa.

( E por favor, não me recrimines por não to ter dito pessoalmente, sabendo tão bem como eu que isso apenas nos lançaria de novo para aquele ciclo vicioso que nunca nos leva a lugar nenhum.)



"ABRIGO

Quero meu casulo quente e confortável
me esconder desta imensa multidão
passar despercebida com minh'alma instável
sem toque, sem beijos ou apertos de mão

Quero ponderar o que pode ser viável
conhecer os limites da inexatidão
discernir o falso do amigável
rechaçar qualquer amostra de compaixão

Quero aflorar um lado audaz e amável
perdoar, esquecer, assimilar emoção
fazer jus a denominação, adorável

Quero agora, apenas o vazio desta solidão
calar em mim mesma de forma inviolável
até que o silencio suscite respostas, a razão"
Siomara Reis Teixeira

10.9.11

Desculpas...



...e/ou apesar de tudo hoje tenho a certeza que que o fiz demasiadas vezes sem o mínimo retorno...


Ao som de: It´s hard to say I'm sorry (Westlife version)