12.1.12

Batalhas

As mais duras batalhas serão sempre aquelas que o silêncio cala, a boca aprisiona, os olhos tentam em vão denunciar, e o mundo desvaloriza. Os fracassos mais amargos estarão eternamente representados numa lágrima que teima em cair na escuridão da noite, na expressão facial que te trai no momento mais inapropriado e no sorriso forçado.
Serão sempre as coisas consideradas insignificantes que mais te farão falta, um cheiro, um som, um toque e serão precisamente estas, as coisas que maior saudade te provocará. E é exactamente quando estarás pronto a abrir mão e a deixares que a corrente te leve, que um derradeiro folgo te resgatará e novamente na superfície te verás.
Na dor, no sal das lágrimas e nos gritos estrangulados na garganta, encontrarás todo um leque de valiosas lições que o tempo não apaga nem destrói. Forças escondidas das sombras emergem e vês-te capaz de suportar um maior e mais variado conjunto de batalhas.
Na confusão do presente constróis o teu futuro “eu”, mais forte, menos ingénuo, mais sábio! E é assim que cresces, entre ondas de dor e alegria, num rodopio de emoções contraditórias, entre ciclos opostos de tristeza e felicidade. É desta forma que te redescobres e te reinventas diariamente, desvendas partes de ti que desconhecias e surpreendes o mundo e a ti mesmo.


"Todas as batalhas na vida servem para ensinar-nos algo, inclusive aquelas que perdemos"
Paulo Coelho


(...dedicado à Paula, como forma de incentivo e apoio..=D )

(09.02.2010)
p.s. o post nº 100 deste meu cantinho tinha que dizer algo minimamente aceitável a meus olhos...o meu OBRIGADO pelas  5, 766 visitas...espero que continuem a voltar...;)

Laços



Laços tão frágeis, esses que hoje nos unem, as conversas são banais e os encontros de circunstância.
Tenho vontade de fortalecer os mesmos laços, tornando possível que estes se prolonguem no tempo e no espaço, aprofundando os pontos em comum, as mesmas opiniões sobre determinado assunto ou situação, entrelaçando duas vidas de tal forma a que nenhuma encruzilhada seja capaz de separar.
Não quero ser mais uma memória (boa ou má), mas quanto mais tento apertar todos grãos de areia nas minhas mãos, mais eles teimam em me escapar por entre os dedos e todo o potencial que vejo e encontro em sorrisos, conversas e afinidades não se concretiza e ficam condenados (para sempre talvez) ao baú onde guardo todos os meus “ses”, as possibilidades perdidas e os caminhos pelos quais não optei.
Laços demasiado finos para sobreviverem esses que um dia nos uniram, as estações sucederam-se, a chuva molhou o que o sol secou, as coisas mudaram e a vida ditou o rumo de cada um, apenas restando memórias do que poderia ter sido e não foi.
Por vezes, sinto-me tentada a abrir o baú, retirar dele lembranças de determinadas pessoas, situações, sufocar a saudade das mesmas e de um passado partilhado. Quando a curiosidade se instala apetece-me saber notícias delas, pegar no telefone e trocar novidades, tentar resgatá-las daquele dia em que os nossos destinos se separaram, traze-las para o meu presente e reforçar novamente esses laços… mas o tempo escasseia e algo acaba sempre por se sobrepor.
No entanto, guardo docemente nas páginas do meu passado, todos esses laços que tão prematuramente definharam como sei que guardarei todos, os que agora vou formando e que inevitavelmente a estes se irão juntar.



"There are things that we don't want to happen but have to accept, tings we don't want to know but have to learn, and people we can't live whithout but have to l

et go..."
(este texto já havia sido publicado, ñ sei como foi parar novamente aos rascunhos, mantem-se contudo muito actual com o meu estado de espírito)

10.1.12

Há pessoas maravilhosas não há?? (...ou de como eu ando demasiado sensível!)


"Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes."  Isaac Newton*
Hoje apenas o meu OBRIGADO sincero a todos aqueles (mesmo não sabendo) que não me deixaram cair quando vacilei, quando me apeteceu baixar os braços e desistir...porque por fim tudo parece estar bem melhor, e é ver-me enfrentar o frio matinal com um sorriso na cara só porque voces assim merecem!

*(Obrigado Lucas pela retificação!)

9.1.12

...das músicas viciantes



*porque estou completamente viciada nesta música
*porque poderia mt bem ser a banda sonora dos últimos anos da minha vida  (anos?!...a serio, que demorou anos para que eu conseguisse seguir em frente?)
*porque  faz parte da banda sonora de umas das séries que mais prazer me dá assistir, banda sonora essa que é das melhores de todas as séries actualmente no ar...

(eu prometo escrever alguma coisa de jeito em breve..mas o tempo anda demasidado curto, e a inspiração muito fugidia)

"A drop in the ocean,

A change in the weather,

I was praying that you and me might end up together.

It's like wishing for rain as I stand in the desert,

But I'm holding you closer than most..."

(nem poderia ser de outra forma...)

8.1.12


Como pessoa que adora História, que escolheu dedicar a sua vida à ajuda aos outros e tenta sempre acrescentar um pouco mais à sua cultura geral...não sei explicar como este video me passou despercebido até agora...Adoro, já aprendi um pouco mais hoje, espero que tambem seja o vosso caso...;)

5.1.12

Meramente informativo: dos blogues

A escrita sempre foi um modo de descompressão para mim, torna-se no único meio que encontro para tentar encontrar algum sentido no conflito constante entre a parte de mim que acredita em contos de fada, num mundo cor de rosa e a parte que é racional e realista e que por vezes tem dificuldade em lidar com este mundo cada vez mais escuro.
 Este blog surgiu pela minha necessidade em expressar toda uma confusão de sentimentos que comandavam o meu coração, de dizer todo o que a boca se mostrava incapaz de prenunciar a quem de direito e que decidi partilhar por acreditar que, tal como tantas vezes eu, alguém se possa identificar nas palavras dos outros...
Contudo sendo eu tão metódica sempre me regi por todo um conjunto de regras..entre elas a de só postar textos que sejam minimamente aceitáveis (para mim), paralelamente tinha um blog no perfil do msn onde ia publicando as minhas palermices do dia a dia (desde  pequenos nadas a grandes muitos, mais íntimo e mais pessoal, o público com acesso era restrito aos meus contactos do msn, e não, não adiciono só por adicionar)...mas nos últimos dias, há medida que a minha lista de seguidores e de blogs seguidos vai aumentando, há medida em que vou gostando cada vez mais de conhecer certas pessoas (mesmo que virtualmente) exactamente por ler esses pequenos nadas e grandes tudos...fica em mim uma grande vontade de também eu retribuir... o que me dizem??? Quais as vantagens  e desvantagens de se ter um blog (bastante) pessoal???

Sim caras  Letícia e Paula ( que nunca deixam nenhum textinho meu por comentar) estou a pedir a vossa ajuda!! =)

4.1.12

(...)

Naquela altura do dia em que o sol e a lua partilham o céu por meros momentos antes de seguirem caminhos opostos, não consigo evitar a comparação connosco...sorrio com tamanha petulência, o rádio algures começa a tocar e deixo-me ser embalada pela música, mas também esta não me dá tréguas e faz-te emergir novamente no meu pensamento ao me brindar com a mesma música que tocava na última vez que ali estivemos...tu e eu, num"até já" que prometia ser breve, mas que no fim se transformou num "adeus" bem mais definitivo...
O autocarro inicia o seu trajecto e de olhar perdido pela multidão  que ora  parte  que ora chega sempre rodeada dos que lhe são mais queridos, vejo-te ali....de pé, de olhar fixo no meu, a respiração pára por segundos, a pulsação acelera e a viagem termina sem que consiga decidir se eras real ou apenas a projeção do tamanho da minha vontade em te ter ali, ou melhor, aqui...sempre ao pé de mim.
Chego a casa, na penunbra do quarto e no som da aparelhagem encontro o meu refúgio, a solidão faz-se notar como nunca até então e quando estou prestes a dar-me por vencida e deixar que ela me engola....a campainha toca e no intercumunicador ouve-se : "- por favor abre...a tua ausência está tão presente em mim que julgo ver-te onde juras-te não mais voltar..."



 

"Never say goodbye, because saying goodbye means going away, and going away means forgetting." Peter Pan

29.12.11

De 2011

No baú das memórias,  de 2011, quero guardar:
*os jantares e saidas com muitas garagalhadas e música à mistura.
*a  emoção da MINHA semana académica
       -o nó na garganta do jantar de curso
       - o choro e os abraços da serenata
       - a noite dos Xutos
       -o baile pipi
       - a cerimonia da queima, com lágrima no canto do olho e o eco constante das ausências tão importantes
       - a loucura do cortejo
* todas e cada uma das pessoas que se eternizaram nas minhas fitas e no meu coração
*todas as pessoas  maravilhosas que redescobri
*a mensagem de "feliz aniversário" que não recebi (e não esquecer quando o coração mais saudades sentir)
*todas as contrariedades e dissabores que me obrigaram a ser mais e melhor
*as lágrimas e noites em branco com que as desilusões me brindaram
*a aprendizagem pessoal que o meu estágio me trouxe
*a necessidade em que se tornou o voluntariado e as pessoas para e com quem o faço
*uma conversa tida sob o olhar das estrelas
*o pseudo trabalho de verão
*a "mãe" que cuida de mim só porque sim
*a prenda da afilhada feita especialmente para mim
*o dia em que percebi que te "esqueci"...



(excepcionalmente sem citação)

23.12.11

Mero desabafo

Porque dias há em que precisamos/queremos um pouco de atenção, um abraço sentido e um "continuo aqui" que nos dê alento para continuar...
Porque por muito que tentemos há coisas que não dá para remediar, o tempo é uma delas, e aquela amizade, as afinidades que nos ligavam parecem ter ficado bem lá no passado. As conversas fluem tão facilmente, mas aos meus ouvidos chegam  como se apenas de ruído de fundo se tratasse, histórias onde eu não estive presente, são contadas e planos que não me incluem começam a ganhar forma...
A mim só me apetece fugir dali, gritar bem alto e deixar que no escuro do meu quarto as lágrimas levem com ela toda esta dor que me atormenta...
Porque há dias em que nos sentimos a mais num grupo de amigos, há dias em que percebemos que já não os conhecemos de todo, há dias em que finalmente entendemos que "amigos" só o são ainda na nossa cabeça e no nosso coração...
(Sobretudo há dias em que percebemos como a  demonstração de preocupação por parte de alguém era tão importante para nós)

22.12.11

No meu mundo...

No meu mundo, sou princesa se assim o quiser, uma princesa forte e corajosa ou insegura e frágil, dependendo da ocasião.
Tenho um castelo enorme, cheio de passagens secretas e muros bem altos, construídos com todas as pedras que se vão cruzando no meu caminho, que me protegem das investidas de inimigos cruéis e que resiste de forma calma e serena à força destruidora da natureza.
No meu mundo, sou dona de um castelo robusto e resistente…mas apenas quando observado de fora, apenas quando as portas estão fechadas e a entrada está vedada, pois o seu interior é bem diferente. A sua estrutura assemelha-se à instabilidade de um castelo de cartas, minada por todas as minhas inseguranças e medos e as suas paredes são construídas com as marcas e vestígios de todas as batalhas perdidas ou ganhas.
No meu mundo, sou princesa detentora de uma escolta real personalizada que me segue para todo o lado, que me cerca e protege quando o perigo espreita ou as consequências de decisões mal tomadas se manifestam. Escolta essa que “toma as minhas dores” como se fossem suas e não me permite desanimar, que está sempre presente e vai testemunhado bons e maus momentos.
No meu mundo, sou princesa de um castelo e de uma escolta real…e por ambos sou responsável. Tento reinar para que o castelo não desmorone e que a escolta só testemunhe sorrisos e afectos em meu redor, sem nunca sentir necessidade de intervir, mas nem sempre se mostra uma atarefa fácil.



"Era necessário agir, equilibrando a possibilidade de coragem com a possibilidade do fracasso, com a mesma determinação de um artista de corda bamba quando se entrega à tarefa de a atravessar: nunca, em ocasião alguma, deve olhar para a distância entre si e o solo, para que a possibilidade da queda não precipite a própria queda". João Tordo - As 3 Vidas