5.2.12

os meus pequenos nadas: a música

Se há coisa que melhora o meu dia e o meu estado de espírito é a música...como tal não dispenso o meu mp3 sempre na minha mala para onde quer que vá. Adoro por os phones e deixar-me mergulhar na melodia enquanto a paisagem vai mudando lá fora quase tanto como adoro deitar-me no escuro embalada por uma letra que de uma forma ou de outra me diz algo enquanto vou imaginando videoclips para as mesmas ou enquanto deixo as lágrimas cairem e levarem para longe a tristeza que me atormenta...
Não tenho cantor/banda preferido/a ou sequer um género, gosto de músicas que me conquistem pela letra (tantas vezes banda sonora da minha vida), ou então pela melodia, que me falem ao coração e que me façam dizer "esta sim, poderia ter sido escrita para mim". Gosto de músicas que me recordem de algo ou alguém, que consigam quase instantaneamente transportar-me para aquele momento, para junto daquela pessoa...
Sou fã incondicional de musicais e duetos, adoro aquele impressão de que duas pessoas mantêm um diálogo através de uma simples canção, gosto de videoclips trabalhados que me contem uma história para além daquela que a música me mostra...
Talvez por isso esteja cada vez mais fã desta banda em particular a cada nova música que descubro gosto mais e mais...


"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música."
Aldous Huxley

4.2.12

Alturas há em todas as minhas palavras ficam aprisionadas na garganta e dou por mim domada por uma incapacidade sufocante de não conseguir expressar aquilo que atravessa a minha mente e/ou o meu coração...
Hoje é um desses dias e apesar de poder escrever mil e um post's sobre mil e um assuntos diferentes não resisto à necessidade de escrever precisamente este...porque hoje está muito difícil de lembrar todo os percalços do caminho que nos afastaram e continuar a resistir a não te dizer que apesar de tudo, continuo aqui sempre que precisares de mim, mesmo que tal seja para sempre sinónimo de sofrimento.
Dou por mim a interrogar-me do porquê de tal vontade se tu nunca demonstraste o mínimo interesse em estar aqui quando eu mais precisei...e a única resposta que encontro é que por mais que queira não consigo deixar de me preocupar com as pessoas que de uma forma ou de outra foram importantes na minha vida.
Por isso cruzo os dedos e desejo com todas as minhas forças que te apercebas disso...

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. (...)
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. (...)" Vinícius de Moraes


(...e mais uma vez concluo que só posso ser masoquista!!)

3.2.12

Disparates do coração II

...e não é que depois de eu me interrogar por onde andaria ele o encontro e vejo quase a semana toda?
Ai menino dos olhos verdes, já deixavas de me olhar dessa forma intensa e penetrante que me obriga a desviar imediatamente o olhar e a corar feito criança embaraçada por ser apanhada em flagrante a fazer asneira!
Mas o estágio terminou e não voltarei a cruzar-me contigo no autocarro (de forma intencional ou não), não irei mais sorrir e pedir num fio de voz se te importes que me sente no banco ao lado do teu, nem andar todo o dia com um sorriso idiota na cara por pareceres "materializar-te" bem ali à minha frente quando o autocarro apinhado de gente pára na tua paragem. Contudo ainda andarei perdida nos próximos dias pelos campos da nossa Universidade, por isso se e quando nos voltarmos a cruzar ganha a coragem que eu não tenho e pede-me o número sim?

(...e não, ainda não é hoje que publico a última parte do post anterior, o dia foi emotivo demais para que consiga a energia e concentração necessária que tal exige!)

1.2.12

Deambulações académicas...(ou então o tão prometido texto...ou quase)

Volto por instantes à casa que foi a minha nos últimos três anos, passo por corredores vazios, portas entreabertas e sussurros de aulas a serem dadas, cada recanto projecta-me para um passado ainda tão fresco, cada canto me lembra de histórias, de pessoas que jamais quero esquecer…


Os campos lá fora relembram-me a minha vida de caloira, a ansiedade que antecipou o primeiro dia de aulas e que não me deixou dormir, a tão temida praxe, o almoço tomado a correr pois chupetas precisavam de ser compradas e placas feitas. Os risos à socapa dos doutores e o cheiro intenso à polpa de tomate estão tão vivos na minha memória que quase os ouço e cheiro novamente.

O diploma lá continua na parede do meu quarto mostrando a quem nisso tiver interesse o orgulho de ter “sobrevivido” a tão “cruel e dura” praxe, ter participado na praxe de veteranos e de curso, ter sido baptizada com o nome de abracinho e adorar tal facto.

Abraços eram aliás uma constante, distribuía-os à medida que deles ia precisando, teimando em não pedir autorização na maioria das vezes e assim amizades foram sendo feitas umas por puro acaso outras por necessidade, a “tribo” ganhou forma e momentos hoje memoráveis foram ocorrendo entre trabalhos de grupo, estudo e saídas.

Volto ao presente e o coração fica apertado, a saudade reclama por atenção e recusa-se uma vez mais a ser ignorada, no caminho de regresso a casa é impossível conter a corrente de pensamentos e recordações que inundam a minha mente, silenciosamente enumero cada um dos nomes que ao nome desta faculdade estão para sempre associados, interrogando-me o que deles será feito ou como os poderei reunir a todos novamente.

Já em casa tiro a capa preta do armário, consigo narrar a história de cada emblema e mancha que nesta existe…não resisto, ponho-a novamente aos ombros e deixo-me transportar para todas as vezes que a enverguei, experimentando-a euforicamente na loja, usando-a incorrectamente o jantar de curso inteiro, transbordando de felicidade ao vê-la traçada pelo padrinho na serenata, abrigando-me nela quando a chuva marcou presença no caminho para novo jantar enquanto “grande animal”, o respeito (ou nem tanto assim) que impôs enquanto fui praxadora, a água que limpou na cabeça da afilhada, das serenatas e declarações que presenciou, do frio do qual me abrigou ou das centenas de fotos na qual foi protagonista.
E eis que o telemóvel toca, com uma nova mensagem recebida: "Vou estar por esses lados, vamos tomar café e desfiar velhas meméorias? Tenho saudadinhas tuas"(…)

Continua...

30.1.12

You Raise Me Up




....porque esta será sempre a música associada às minhas memórias de ti...
....porque  hoje ouvi-a e lembrei-me instantaneamente de um passado por vezes ainda tão presente...
....porque hoje deu-me assim umas saudades inexplicáveis de ti, da tua presença, dos teus conselhos, do nosso despique, das nossas "turras"...
....porque no fim de contas, devo a ti muito do meu crescimento, enquanto mulher, mas sobretudo enquanto pessoa...

"Prefiro a música...ela ouve o meu silêncio e ainda o traduz, sem que eu precise me explicar."
(desconheço a autoria)

29.1.12

disparates do coração...

....e a sorte é que esta é a última semana e a razão não precisará de se preocupar mais com os disparates do coração que teima em só querer saber de quem não deve...ai ai que isto anda complicado... Oh menino dos olhos verdes onde andas tu??? É que mal por mal...(apaixonada? Não!! Mas sob o efeito de uma grande atracção...).

28.1.12

...

É me difícil falar sobre ti, pior ainda escrever..
É complicado esquecer todas as lágrimas que me fizeste derramar desde pequena. As de alegria por te ver voltar depois de tantos meses, as de tristeza e saudade de te ver partir novamente, mas principalmente as de frustração e desilusão dos últimos anos.
É me difícil perdoar-te (logo eu, que sou tão coração mole), todos os aniversários, natais e dias especiais que não ligaste, a ausência para presenciares as minhas conquistas, a falta da tua mão para afagar o meu cabelo nas minhas derrotas.
É me difícil expressar decentemente em palavras o que ainda hoje és para mim...Queria ser capaz de cortar definitivamente este vínculo biológico que existe entre nós e que me  faz amar-te incondicionalmente e não me permite, não ficar na espectativa que as coisas mudem, que finalmente te mostres preocupado comigo e com o meu futuro, que me sufoca, cada vez que vejo como consegues ser completamente diferente com a C. e por muito que tenhas deixado de ser o meu herói não consigo que me sejas indiferente mesmo quando dizes a quem  te quiser ouvir que eu é que sou a má da fita nesta história, que escolhi o lado oposto da guerra, sem nunca perceberes que não era suposto eu ter que optar por um dos lados, que não era suposto ver-te magoar quem mais me amava e fez tudo por mim.
Não sabes, porque nunca te interessou realmente saber, que as lágrimas que correram pela minha cara enquanto as minhas fitas era abençoadas mais do que de alegria, eram de tristeza por mais ma vez não estares ali, ao pé de mim, lágrimas essas que correm hoje uma vez mais por ver-te levar para longe outra da s poucas pessoas que sempre amarei incondicionalmente por mais que esteja cada vez mais parecida contigo e como tal,  acabe por magoar quem dela mais gosta...
Adeio-te, mas nunca tanto como te amo, por muito que tal facto seja contra a minha vontade.

"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença." Érico Veríssimo

27.1.12

Dissertação sobre o amor

" - Tu é que podes dar o teu filho à Ana, eu dava-lhe o meu, mas já está casado" (conclusão da conversa de hoje com as funcionárias no meu estágio).
Não sei porquê que as pessoas teimam em me tentar fazer arranjinhos, como não percebem que se continuo "solteira e boa rapariga" é porque simplesmente ainda não apareceu a pessoa certa, no momento certo, sei que a maioria delas o faz porque gosta de mim e me quer ver feliz, sei que a minha melhor amiga desistiu de o fazer porque "sou demasiado complica e exigente" nas minhas escolhas.
Não concordo, a beleza, para mim, não é prioritário, tanto me perco por uns olhos verdes, como me apaixono perdidamente sem sequer recordar decentemente a cara da pessoa. Se  antes acreditava que a pessoa tinha que ter um grau de habilitações minimamente semelhante ao meu para despertar o meu interesse, hoje sei que isso se torna relativo se me fizer rir constantemente com o seu sentido de humor. Tenho apenas dois critérios de escolha: primeiro tem que existir uma amizade, um convívio constante durante algum tempo, pois só assim, na minha óptica alguém se apaixona e segundo tem que ser um constante desafio...seja à minha paciência, ao meu lado racional/intelectual, seja porque se apresenta como um mistério ao qual me tenta a descobrir.
Talvez, pensando bem seja mesmo exigente no amor como o sou em todos os outros campos da minha vida ou se calhar é mesmo pelas marcas que a minha primeira (e única) paixão séria deixou em mim, que não me permitem ver príncipes em tantos sapos que vou conhecendo....
Começo seriamente a acreditar que só me interesso/apaixono por pessoas emocionalmente indisponíveis.
Mas quero (e muito) acreditar que "sempre chegamos onde alguém nos espera" e que algures o meu príncipe (des)encantado me procura com tanto afinco como eu por ele...

"A Guy and a Girl can be just friends, but at one point or another, they will fall  for each other. Maybe temporarily, maybe at the wrong time, maybe too late, or maybe…forever” 500 Days of Summer

26.1.12

Achado blogosférico

Ontem, por acaso encontrei este blog. O conceito é muito simples qualquer pessoa pode enviar para o mail um segredo que queira partilhar (seja de que género for), tem apenas que respeitar uma condição: escreve-lo de forma completamente anónima sem nunca mencionar nada que possa ser aproveitado para identificar alguém, os comentários seguem a mesma filosofia...
ADOREI...dei por mim a ler post a post e a ficar ora maravilhada com  a ternura de certas declarações ora arrepiada com a dureza de outras...
Recomendo vivamente a visitarem...e já agora...sentem-se tentados a partilharem um segredo?
Eu estou a ponderar seriamente o assunto...!

http://shiuuuu.blogspot.com/

24.1.12

...dos bons vicíos...

Constato que só posso ser masoquista ao me deixar entrar numa livraria em saldos sem dinheiro ou sequer tempo de ler algo que ñ esteja directamente associado a "estágio" (...e assim em vez de sair com 2 ou 3, no mínimo, exemplares que me iriam fazer de certeza muuuuuuuinto feliz...saí apenas o mais rápido possível sem intenções de lá voltar até aos próximos saldos!!)
....nem roupa nem acessórios, só mesmo livros em desconto me deixam assim!!
...não fosse o meu histórico auto-controlo e certamente estes teriam vindo comigo para casa hoje....mas prioridades são necessárias (mas estão na minha whishlist de aniversário)