O melhor de finalmente ter aprendido a manter as expectativas baixas em relação a ti é conseguir aproveitar os momentos "inesperados" que por vezes me proporcionas...
Não sei se tomo (diariamente) a decisão mais acertada, não sei se é o facto de sermos tão parecidos que nos distancia cada vez mais, e se ao procurarmos um caminho comum que novamente nos reúna tomamos as decisões e atitudes mais erradas....
Não te guardo rancor (aliás acho que seria impossível) mas esta singularidade minha de perdoar mas não esquecer impede de deixar completamente de lado todas as desilusões pelas coisas me fizeste/fazes passar, o orgulho não me deixa fazer-te saber o quanto de ti preciso na minha vida e a falta que me fazes ( acho que há muito que já o devias saber!)...
Sei que nem sempre facilito, não ligo nos teus anos ou em qualquer outro dos dias que para ti são especiais, mas a verdade é que foste tu que primeiro, o deixou de fazer. Sou fria e distante quando me procuras, mas não consigo agir de outra maneira quando só pareces lembrares-te da minha existência quinze dias por ano.
Custa-me não te ter aqui nos momentos mais importantes da minha vida (e sobretudo saber que tu deles, nem fazes ideia) e dói falar de ti e ter que explicar como estou magoada ou ouvir que desdenho de algo que muita gente dava tudo para (voltar a) ter.
Cada história tem dois lados e anseio pelo dia em que finalmente ganhes coragem e me contes a tua interpretação da nossa...
"Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real."
Martha Medeiros
*foto retirada daqui: http://weheartit.com/entry/20437784/via/yumxo




