4.6.12

As amantes do verão: o que não gosto no verão...

...do calor, quando este é em demasia, quando não me deixa dormir à noite, quando nenhuma sombra o consegue aplacar e de nenhuma maneira me consigo sentir bem.

3.6.12

As amantes do verão: o que não pode faltar no meu verão...


No verão não dispenso as saídas com os amigos seja:
* para um simples café algures numa esplanada;
*um passeio pelas barraquinhas de S. António/S. Pedro;
*um dia à beira rio;
*um bailarico de verão;
* simplesmente para colocar a conversa em dia
*...
Porque o tempo escasseia durante o resto do ano e os nossos encontros/saídas são raro(a)s, há que aproveitar as férias de verão.


"O importante não é ser importante, mas sim dar importância para aqueles que se importam com você."
-desconheço a autoria-

Eu e o amor

Para mim, o amor é a base de qualquer relação,seja ela romântica ou não, variando apenas no tipo, na intensidade e na forma como é demonstrado.
Amor no seu estado mais puro e básico é amizade: por aquela pessoa cuja a sua presença na minha vida, tanto acrescenta à mesma, é o que faz o meu coração vibrar com cada vitória conquistada pelas pessoas que me rodeiam e com elas querer partilhar o meu dia-a-dia, com todos os meus sucessos e fracassos.
Amor é o que me coloca um sorriso estampado na cara quando sei que vou estar na companhia de determinada pessoa, é o que faz o meu coração bater mais depressa ou o que forma um nó no meu estômago e não deixa comida nenhuma lá permanecer...
Amor são momentos, músicas e pequenos nadas, é o abraço apertado no momento certo, uma conversa no silêncio de uma troca de olhares, a cumplicidade adquirida numa vida a dois...
Amor é a motivação que me faz querer ser sempre mais e melhor.
Amor, na sua maior grandeza é para mim, sob o  efeito máximo de  meu romantismo crónico: abrir mão da minha felicidade junto de alguém, quando a felicidade do mesmo não passa pela minha presença na sua vida, é desapegar e partir, (tentar) seguir em frente quando todas as células do meu ser gritam para ficar, é ser capaz de sorrir quando sei ou vejo esse alguém feliz e realizado.
Eis o amor que diariamente tento cultivar e pelo qual luto sempre, mesmo quando apenas teoricamente parece possível.


"Se tudo for feito com Amor e ingenuidade;
Se todos se amarem mutuamente;
Se a felicidade for uma Eternidade;
Se a tristeza for mera passagem;
Se a amizade for sincera e de Verdade;
Se a vida for um Dar acima de receber;
Então descobriremos que foi em cada uma desses
momentos que nosso coração bateu mais forte,
e que agimos pura e simplesmente como seres Humanos!"
Vera Costa                   

 *foto retirada daqui: http://quotesfactory.com/category/love/page/2

2.6.12

As amantes do verão: o verão numa cor

A cor do céu durante um pôr-do-sol enquanto aproveito os últimos minutos de praia ou a cor do céu durante o nascer do dia depois de uma noite divertida com os amigos... 

1.6.12

As amantes do verão: o verão da minha infância

Como boa descendente de emigrantes, a escolha para iniciar este desafio não poderia ser outra que não esta, o(s) verão/verões da minha infância foi/foram passado(s) pela Suíça, sobretudo em Zurique onde o meu pai se fixou depois de para lá ter emigrado, contudo a maioria dos fins de semana eram passados entre montanhas, algures numa dessas casas de madeira entre prados verdejantes presentes numa das fotos, exactamente como os postais típicos deste país,  na casa dos meus tios numa cidade chamada Appenzell.
Nos vários anos em que lá passei as minhas férias escolares tive oportunidade de conhecer minimamente bem este país e se na altura ia para lá contrariada, hoje sou completamente apaixonada pela Suíça, desde dos seus inúmeros lagos, jardins ou monumentos até aos campos, às construções típicas das habitações na parte mais rural ou aos gelados com chocolate quente.
Quando penso na minha infância, posso dizer que fui bastante feliz neste país e apesar de por agora não ser possível pretendo um dia lá voltar e "matar saudades" da terra, do cheiro, dos cisnes.
Tenho várias fotos em alguns dos sítios mais emblemáticos contudo  e apesar de ter passado toda a tarde à procura dos álbuns, estes teimam em não aparecer, assim deixo-vos esta montagem (esperando que as fotos estejam correctamente creditadas)...

"Preciso reviver, eu bem sei,
mesmo que só na lembrança,
voltar à minha antiga casa,
rever a minha infância
e todos os momentos felizes que lá passei."
Clarice Pacheco                         

24.5.12

Velho - Mafalda Veiga



De todos os públicos-alvo com que a formação no meu curso (ou deverei dizer antes da minha profissão, agora que estou oficialmente licenciada?) permite lidar, a Terceira Idade seria a minha última opção se me pedissem para escolher, não sei explicar bem o porquê: talvez por não estar habituada a ter que lidar no meu dia-a-dia com idosos ou quem sabe por uma má experiência no meu passado.
Assim quando tive que escolher onde estagiar tal, na minha cabeça nem era uma opção, contudo como a vida gosta de me relembrar constantemente, nem sempre as coisas acontecem como eu quero ou planeio e dei por mim durante três meses e meio a conviver diariamente com este grupo etário.
Apesar de durante três anos ter tido formação (e por vezes tão específica) sobre o que muitas vezes representa "ser-se idoso" hoje em Portugal, e iniciar esta etapa, sabendo supostamente, à partida que tipo de realidades e problemas iria presenciar, nada disso me ajudou a saber lidar com o turbilhão de sentimentos que vivencia-los provocou em mim.
A solidão, o isolamento, a pobreza extrema e sobretudo a indiferença familiar são recorrentes entre os mais velhos que muitas vezes se sentem "perdidos" nesta sociedade que valoriza cada vez mais a juventude e não vê (ou não quer ver) as pessoas que com o seu suor e trabalho contrubuíram para que esta funcione minimamente.
Fui educada a respeitar os mais velhos, a valorizar as suas ideias e opiniões pois seriam mais sábios que eu e talvez seja por isso (ou se calhar até não) que me custa a aceitar que uma pessoa cada vez mais tenha um prazo de validade, seja constantemente ignorada pela sociedade mas principalmente pela família pois há muito que me oriento por esta pergunta (para mim tão elementar): se é a minha família que me apoia e guia até eu sentir a coragem suficiente para "voar sozinha", não deverei eu, tentar retribuir minimamente quando ela de mim mais precisar?
No fim do estágio dei por mim a olhar para o idoso anónimo que comigo se cruza em qualquer rua perdida de outra forma, com mais respeito, com mais carinho e sobretudo com mais atenção.
 Hoje posso dizer que o meu estágio permitiu, mais do que uma oportunidade para praticar o que anteriormente aprendi, permitiu-me crescer enquanto pessoa, rever os meus valores e as minhas escolhas, recordar a filha que sou e pretendo ser, lembrar-me que num futuro não tão distante serei eu a ocupar aqueles bancos e a contar histórias.
Hoje deram-me a conhecer esta música e o objectivo deste post seria apenas partilha-la (já que traduz tão bem a actualidade) e pedir-vos que reflictam sobre o assunto, mas dei por mim perdida em reflexões (se calhar não muito claras) sobre a minha opinião neste assunto.


"Qual seria a sua idade se  você não soubesse, quantos anos você tem?"
Confúcio

22.5.12

Porquê que a ausência reina por aqui...

Neste cantinho reina uma ausência que facilmente se traduz numa tristeza sem nome ou rosto, sem motivo aparente ou razão de existir.
Por aqui reina o silêncio, quando pouco ou nada útil se tem para dizer...as palavras fogem de mão dada com a inspiração.
Apetece-me fechar os olhos e dormir, dormir durante horas ou dias, dormir até que a vontade volte a fazer-me companhia, até que os dias não me pareçam todos iguais, até que este desânimo que se instalou ultimamente em mim passe...

"Ouça um bom conselho
que eu lhe dou de graça
inútil dormir
que a dor não passa"
Chico Buarque




Selos e mais selos (parte 1)

A Paula, do Blog Suspiros de um amanhecer, que adora mimar-me ofereceu-me mais dois selinhos, que eu depois de muito empatar decidi agora partilhar/repassar.
Assim sendo:







Regras:

Criar um post e responder às questões de quem te deu a TAG;
Criar 11 novas perguntas diferentes para passar;
Escolher 11 blogs para dar a TAG e colocar o link delas no post;
Avisar os 11 blogs que foram escolhidos.


As perguntas da Paula:

Um sonho que nunca esqueceste? Todos aqueles em que pessoas que eu conhecia/gostava morriam(durante a minha adolescência eram frequentes)

Qual a tua refeição favorita? Arroz de Atum

E sobremesa? Mousse ou bolo de chocolate

Tens animais de estimação? Se sim quais? sim, um cão

O melhor momento da tua vida? Só um? O que anda mais presente  na mente, ultimamente: a minha queima

Gostas de dançar? Se sim que tipo de dança? Não muito, não tenho jeito nenhum!

A tua flor favorita? Orquídia

As melhores férias? Sanxenxo

Praticas algum desporto? Se sim qual? Não (as minhas caminhadas contam?)

Já tiveste alguma alcunha? Se sim qual? Ui tantas!! Anita, Anocas, menina social (devido ao meu curso), menina dos abracinhos....

O que mudavas em ti? O meu pessimismo e/ou a ansiedade


As minhas perguntas:

1. É sempre bom receber…
2. A minha flor preferida é…
3. Um dia perfeito seria…
4. Se pudesse ter escolhido, o meu nome seria…
5. Os 3 objectos que melhor te definem são…
6. Uma prenda inesquecível…
7. Se alguém te concedesse a possibilidade de escolher um super poder seria…
8. Um desejo…
9. Criei o meu blog porque…
10. Se pudesse, mudaria em mim…
11. Eu em três palavras…







Para além da Paula, a Márcia, do blog Pensamentos e experiências também me quis brindar com este selinho, cuja as regras são:


"1. Tenho que escolher 5 blogs com menos de 200 seguidores para oferecer o selo;
2. Mostrar o agradecimento fazendo um link para o blog que atribuiu o mimo;
3. Colocar o selo no meu blog e listar os escolhidos com os seus links, deixando comentários para que tomem conhecimento do desafio e do selo;
4. Partilhar 5 fatos aleatórios acerca de mim que as pessoas ainda não saibam."
 
Cinco factos sobre mim:
* Sou uma indecisa crónica
* Adoro fazer sessões caseiras de cinema para a pequenada da família
* Prefiro ir a qualquer lado a pé do que de carro/autocarro, se tal se tornar viável
* Adoro perder-me pelas estantes de uma biblioteca, a ver/escolher livros
* Tenho um sentido de humor, digamos peculiar

Eu sei que sou uma desnaturada mal-agradecida por ter tantos selos em atraso mas sou complicada e nunca consigo cumprir as regras todas direitinho e vou adiando, adiando...assim decidi "pagar as minhas dívidas" mesmo que não cumprindo as regras por isso sintam-se à vontade de levar ou de deixar num comentário as respostas às perguntas que coloco ;)

(Só me ficam a faltar três, que publicarei até ao fim da semana)

15.5.12

O melhor de finalmente ter aprendido a manter as expectativas baixas em relação a ti é conseguir aproveitar os momentos "inesperados" que por vezes me proporcionas...
Não sei se tomo (diariamente) a decisão mais acertada, não sei se é o facto de sermos tão parecidos que nos distancia cada vez mais, e se ao procurarmos um caminho comum que novamente nos reúna tomamos as decisões e atitudes mais erradas....
Não te guardo rancor (aliás acho que seria impossível) mas esta singularidade minha de perdoar mas não esquecer impede de deixar completamente de lado todas as desilusões pelas coisas me fizeste/fazes passar, o orgulho não me deixa fazer-te saber o quanto de ti preciso na minha vida e a falta que me fazes ( acho que há muito que já o devias saber!)...
Sei que nem sempre facilito, não ligo nos teus anos ou em qualquer outro dos dias que para ti são especiais, mas a verdade é que foste tu que primeiro, o deixou de fazer. Sou fria e distante quando me procuras, mas não consigo agir de outra maneira quando só pareces lembrares-te da minha existência quinze dias por ano.
Custa-me não te ter aqui nos momentos mais importantes da minha vida (e sobretudo saber que tu deles, nem fazes ideia) e dói falar de ti e ter que explicar como estou magoada ou ouvir que desdenho de algo que muita gente dava tudo para (voltar a) ter.
Cada história tem dois lados e anseio pelo dia em que finalmente ganhes coragem e me contes a tua interpretação da nossa...




"Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real."


Martha Medeiros

*foto retirada daqui: http://weheartit.com/entry/20437784/via/yumxo

13.5.12

"este não sei quê"

Conseguisse eu explicar decentemente em palavras o meu estado de espírito dos últimos dias e talvez recebesse esse "não sei quê" que tanto anseio!
Durante esta semana mais um capítulo bastante importante da minha vida chegou ao fim e as lágrimas que teimaram em se fazerem presentes eram sinal, mais do que frustração ou sentimento de missão cumprida (como a maioria achou), de receio...
Receio deste futuro incerto que me espera, de pela primeira vez em anos não ter nada de concreto planeado, de perder aquele grupinho de pessoas que nestes últimos anos o seu dia-a-dia  comigo partilharam e que com a sua amizade me brindaram.
Esta semana não houve despedidas, apenas "até já's" que me deixaram um aperto no peito...o tempo se até agora era sempre pouco, será daqui para a frente inevitavelmente cada vez menor!
Assim, entre uma e outra conversa fiz questão de memorizar cada um dos rostos, cada um dos sorrisos, distribuir abraços apertados e sentidos e beijos bem repenicados...
A vontade de gritar o quanto gosto nunca foi tão grande, mas a necessidade de a minha falta ser sentida e a minha amizade valorizada é ainda maior...
No fim cada um de nós partiu rumo à sua nova vida, mas nem por isso o meu coração deixou de se sentir apertadinho, inundado em ternura e saudade...



p.s. O pior é que "este não sei quê" teima em se alargar até às minhas amizades mais antigas e dou por mim a sentir uma grande falta...de pessoas e momentos! Vá lá alguém entender-me?!