12.9.13

Eu e a religião...

Desde que me lembro de ser gente que fui educada na fé católica, fui baptizada, frequentei assiduamente a catequese, e apenas não sou crismada (porque o sr. Bispo da minha Diocese teima em não vir à Freguesia e o Pároco da mesma teima em "não deixar" os fiéis fazê-la fora dela).
Não sou uma devota acérrima, tenho a minha própria visão da fé e de Deus, acredito piamente que tem que existir algo maior que me guie e dê um mínimo sentido a esta vida por vezes tão injusta. Tento, todos os dias agradecer aquilo que tenho, aquilo que conquisto/alcanço ao mesmo tempo que peço orientação para os meus passos e  protecção para todos aqueles que me amam e que amo...
Acredito que cada um seja livre de ter (ou não) a relação com a religião que desejar e por norma sou bastante reservada no que toca a este assunto, contudo se hoje toco no mesmo (e o faço de uma forma tão pública) é apenas porque a minha relação com esta, nunca esteve tão tremida e uma vez mais procuro colocar alguma ordem na confusão em que a minha cabeça e o meu coração se encontram.
Quando se perde alguém é difícil aceita-lo (exista ou não fé), as palavras são ocas e muitas vezes apenas mais um lugar comum, a procura por algo ou alguém que nos conforte é inevitável (ou pelo menos foi-o para mim)...
Contudo, a aceitação e o tão almejado "seguir em frente" tornam-se extremamente difíceis quando quem representa a religião que sigo se mostra de uma insensibilidade atroz e tamanha falta de tacto (sobretudo quando supostamente lida com questões como a perda e o luto tão regularmente), que nada melhor tenha a dizer, durante o sermão de uma missa de primeiro mês, do que apenas e passo a citar "o seu tempo aqui na Terra chegou ou fim", "nada mais precisava de dar" ou "os seus dias estavam contados", como foi hoje tantas e tantas vezes repetido.
Tenho dificuldade em lidar e aceitar a morte, sobretudo assim, repentina e tão cedo, de alguém que ainda tinha tanto para viver. Como tal  nunca tentei informar-me mais sobre o assunto e confesso que apenas sei o básico defendido pela fé católica: que a devemos aceitar e acreditar que a pessoa que parte, será absolvida de todos os seus pecados e como tal acolhida junto ao Senhor, todavia não acho de todo que o discurso hoje proferido por este representante da igreja tenha sido o mais adequado para qualquer um dos pais, familiares e amigos ali presentes e que apenas tentam de qualquer forma aplacar a dor.
Na impossibilidade de ter uma resposta à pergunta que não cala no fundo da minha mente (porquê), apenas gostaria de receber palavras que de alguma forma transmitissem a mim, mas sobretudo aquelas famílias enlutadas hoje, ali presentes, algum alento, por mais ínfimo que fosse...
Assim torna-se difícil seguir activamente uma fé, onde os párocos me parecem tão mal preparados.

Peço desculpa pelo desabafo enorme e confuso a quem me lê, mas este espaço é primeiramente meu, e tal como o nome indica, é apenas e só o meu reflexo.

"Há uma única religião, embora haja centenas de versões da mesma." 
George Bernard Shaw


A ti, que provavelmente te ririas de todo este "filme",
que me moirias o juízo com todos os teus argumentos
racionais e lógicos, contra cada um dos meus emocionais
e espirituais...
espero sinceramente que estejas melhor onde quer que estejas,
que a minha teimosia prevaleça sobre a tua e que um dia,
seja lá quando e onde for, 
nos possamos reencontrar e falar sobre o tanto que ficou por dizer...

10.9.13

...das músicas da minha vida...



...este fim de semana tive a oportunidade de ver e ouvir, ao vivo um concerto desta senhora e se antes já era fã, fiquei completamente rendida a esta voz, ao profissionalismo e principalmente à interacção constante com o público durante todo o concerto.
Ouvir este tema, naquele momento a embalar-me as memórias a ele associado, teve o seu quê de mágico!
Sim, Portugal tem coisas muito boas e esta, é apenas uma entre as muitas outras.


"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música"
Aldous Huxley

5.9.13

Para a irmã mais imperfeitamente perfeita do mundo....

És chata, irritante e melga na maioria dos dias, adoras achar que agora longe, tens que zelar pelo meu bem estar....
És trocista e brincalhona e eu sou um dos teus alvos preferidos...damos-nos bem (melhor longe do que perto) e conseguimos até ser bastante civilizadas, desde que não passemos mais de 24h no mesmo espaço...
Fazes parte da minha vida desde que me lembro de ser gente e praticamente desde dessa altura que sou mais "mãe galinha" contigo do que propriamente uma irmã mais velha...e como tal, sou chata, irritante e melga muitas vezes também (eu bem sei que não és só tu)!
Adoro-te minha melga preferida, fazes-me falta...sê feliz (mas com juízo!).
Para a irmã mais imperfeitamente perfeita do mundo....feliz dia do irmã(o)!

"Ter um irmão é ter, para sempre, uma infância lembrada com segurança em outro coração" 
Tati Bernardi

*imagem daqui

2.9.13

Hoje, como ontem (2.09.2009)

  " Do passado, permanecem as lembranças, boas e más. Memorias difíceis de bloquear quando a cabeça as evoca. Fica o som das gargalhadas proporcionadas, o sabor das lágrimas derramadas, fragmentos de conversas. Perduram as lições aprendidas com os erros cometidos, resta aquela amizade.
 Agora os sentimentos são outros, a disponibilidade não é igual, nós não somos os mesmos. Contudo ainda é o teu nome que evoco quando a vida me magoa, quando preciso de desabafar, quando me apetece colo e miminho.
   Nunca percebi muitos dos porquês de certas palavras, de certas acções e o passado hoje para mim apenas se resume a uma grande confusão.
   Procuro nos teus olhos, aquele alguém que conhecia e quase sou capaz de jurar que dele nada resta. Contudo, ao mesmo tempo ainda é contigo que me sinto capaz de falar de tudo, desde as coisas mais importantes às mais insignificantes, sem medos, sem inseguranças, sabendo de antemão que me irás julgar, ralhar, implicar, adivinhando que me vou chatear, mas não me importando com tal facto, ainda és das primeiras pessoas com quero dividir todas as minhas alegrias e fracassos, apesar de todas as mudanças!
   Será isto a verdadeira amizade? Será este o conceito de melhor amigo? Partilharás tu a mesma opinião?
   Em todas as tuas palavras, em todos os teus gestos e actos vejo o quanto mudaste e sinto-te a caminhar para bem longe de mim. Não quero! Controlo-me para não te segurar por um braço e entrelaçar-te de tal modo na minha vida, que dela nunca sejas capaz de sair, mas não me sinto no direito de o fazer.
   Sei que tudo tem prazo de validade actualmente, que na azáfama do dia-a-dia, as relações esmorecem, o tempo escasseia e muito fica por dizer, por fazer, por viver, as pessoas perdem-se umas das outras sem saber muito bem quando nem porquê.
   Hoje divago por te querer dar um “miminho” especial pelo teu aniversário personificado naquilo onde melhor me sei expressar. Divago por não saber o que o futuro nos reserva, por não saber o que o amanha nos trará, se amanha ainda o poderei dizer, para amanha não poder lamentar algo que tenha ficado por revelar.
   Porque…«Só as coisas importantes são lembradas quando nos esquecemos de tudo o mais» "


p.s. era suposto ser um texto de jeito, do qual tu gostasses, uma prenda simbólica…mas em vez disso, saiu isto, mais 1 testamento q não diz nada de jeito!!! Desculpa eu tentei….=) "

Hoje, como ontem...continuo a pensar o mesmo...  
Hoje, como ontem...sinto-me abençoada por nunca
nos termos perdido um do outro, nunca por muito tempo
ou definitivamente pelo menos, nas encruzilhadas da 
vida (obrigada por me ter ganho nessa teimosia já agora).

Parabéns...

Parabéns!
É difícil escrever este texto (para não variar) e apenas o faço porque te prometi que neste aniversário te diria mais do que somente "parabéns" (desculpa, por isso já agora...às vezes era muito fácil esquecer que também "tinhas coração")....
Sempre fui a menina das palavras, a criativa, a escritora por descobrir, lembraste? Aquela das mensagens fofinhas e tocantes...Mas hoje qualquer palavra soa inadequada e supérflua para descrever o que me vai na alma....Sempre foste a minha maior inspiração, quase todos os meus melhores textos, foram escritos contigo no pensamento e contudo escrever directamente sobre ti, para ti...sempre foi o meu maior ponto fraco (...e não, nem o facto de a 2a Guerra Mundial ter acabado neste dia e por tanto ser um dia inspirador, segundo palavras tuas, ajuda).
Hoje rodeio-me de palavras e frases, conversas e desabafos que um dia trocamos em busca de algum alento, algumas roubam um sorriso...que desaparece tão subitamente como surge...outras parecem manifestar-se como um pronuncio do que estaria por vir e (mesmo tendo prometido) não consigo evitar uma ou outra lágrima fugidia...
No fundo apenas espero que nunca tenhas duvidado do quanto de ti gosto e do quão importante me és e que mesmo do meu jeito torto, irritante e por vezes infantil tenha conseguido ser para ti 1/3 de tudo aquilo que para mim és...
Hoje seria o dia em que te mandaria uma mensagem às 10h e 15, porque ser essa a hora em que nasceste e por eu ser (segundo o que dizias) das poucas pessoas que o sabia (contigo sempre tentei marcar a diferença nos pequenos pormenores, falhando redondamente na maioria deles)...provavelmente não seria tão fria como no ano passado (porque afinal de contas se teimavas em te esquecer dos meus anos, eu tinha que te mostrar o meu descontentamento de alguma forma!), diria meio a serio, meio a brincar que me és essencial e apenas te desejaria o melhor, por apenas isso querer e poder desejar para  ti.
Responderias ironicamente bem sei, mas no fundo bem "babado" por não me ter esquecido!
Hoje teria uma prenda simbólica para te dar, que te fizesse lembrar sempre de mim (como tanto me melgaste que querias) para levares contigo quando fosses de Erasmus daqui a uns dias, em vez disso permanecerá sempre comigo entre as coisas cromas "que um amigo cromo um dia me deu", nas esperança que no futuro eu começasse a gostar...
Daqui a uns dias iria à tua festa de anos que seria especial e ficaria na memória (como sempre frisaste que querias),aliás como todas as outras...
Fazes-me falta (e eu não sei de todo lidar com isso).
Adoro-te, hoje e sempre.

*Imagem daqui

1.9.13

Banda sonora da minha vida#1



(Banda sonora dos últimos dias...e dos próximos, suspeito eu!) 


" (...)And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do (...)"

30.8.13

Palavras do passado que poderiam ser as de hoje...

"Hoje é um daqueles dias em que tudo me parece opaco, sem brilho, triste, ou se calhar é só meu estado de espírito que retira a beleza do que me rodeia....
Sinto-me triste, sem um motivo em especial para tal, ou se calhar até sei exactamente o motivo, mas não interessa, hoje estou apática, sem vontade de fazer seja o que for....olho pela janela e vejo que a vida continua lá fora...para o bem e para o mal ela nunca pára....mesmo que me sinta estagnada no tempo, presa no mesmo sítio...
Li em algum sítio algo parecido com isto, que quando o presente nos magoa temos tendência a refugiar-nos num passado onde já fomos felizes...ultimamente dou por mim a fazer muitas vezes essa fuga...mas já não sei se será a melhor solução...sei que em vez de me refugiar no meio de objectos e lembranças que me trazem boas recordações deveria enfrentar o presente, ser forte e ter a esperança que o novo dia traga um novo recomeçar...e é o que tento fazer...pelo menos na maioria dos dias...
Houve alguém que um dia me definiu como «...uma pessoa divertida mas desiludida com a vida...», nunca ninguém me definiu tão bem em tão poucas palavras...é por isso que ultimamente me escondo nas recordações...não é de todo a melhor solução..bem o sei...principalmente porque o sorriso que nasce nos meus lábios é logo substituído por uma tristeza...tristeza por nada ser igual, tristeza por tudo ter mudado tao depressa e eu não conseguir entender o porquê...apenas porque é bem melhor que o presente..."

*imagem daqui.



27.8.13

Palavras que poderiam ser minhas #2

“Há uma verdade universal que todos precisamos aceitar querendo ou não: tudo acaba algum dia (…) eu nunca gostei de finais. O último dia do verão, o último capitulo de um livro, despedir-se de um amigo próximo. Mas finais são inevitáveis. As folhas caem. Você fecha o livro. Diz Adeus. Hoje é um desses dias para nós. Hoje dizemos adeus a tudo que era familiar, a tudo que era confortável. Estamos seguindo em frente. Mas mesmo ao estarmos partindo e isso dói, há pessoas que fazem tanto parte de nós que estarão connosco não importa o que houver. Eles são nosso chão. Nossa Estrela Polar e as vozes em nossos corações que estarão connosco SEMPRE"


Andrew Marlowe/Terri Edda
(Castle 4x23)
*foto: Cindy Rodriguez

26.8.13

...das coisas mais bonitas que algum dia me leram...*

"Se me amas não chores
Não chores ao sentir a minha falta
Não chores por já não me veres sorrir
Se me amas não chores
Hoje sobre os anjos me sento
E estou feliz aqui em cima
Vejo melhor ainda o teu talento
Vejo tudo sobre um melhor clima
Se me amas não chores
Não te despeças de mim,
Não por favor,
Tenho um lugar reservado para ti
Sem ser bem dentro do meu interior
Tenho uma poltrona bem cómoda
Para que te sentes do meu lado
Para que juntos possamos viver
E recordar todo o passado
Tenho um pedido a fazer-te
Olha por quem eu mais amo
Pois seja na terra ou no céu
É por essas pessoas que eu sempre chamo
Se me amas não chores
Eu não parti,
Não vejas tudo como uma despedida
Eu estou aqui
Para te curar dessa ferida
Que por ela tanto choras
Que por ela tanta dor dizes sentir
Lembra-te,
Lá de cima serei eu que te irei fazer sorrir
Quando olhares para o céu
Alegra-te e sorri
Por teres lá alguém
Que está a olhar por ti.
Por favor...

Se me amas não chores!"

(I will try, I promiss you, that...)

*..ouvido hoje durante a missa e encontrado aqui.
**...mas eu chorei, muito mesmo...