26.9.13

Porque nos últimos tempos andei a explorar e a deixar-me maravilhar por alguns cantos e recantos deste nosso Portugal, é bom contudo ser relembrada das próprias maravilhas da minha cidade!



Selinho


Oferecido pela Paula (obrigada linda!) do blog Suspiros de um amanhecer, é um selo para ser oferecido aos blogs que consideremos como sendo reais (ainda que eu não saiba bem em que consiste esta definição), e exige a resposta a duas perguntas:

O que mais gostas na vida?
Dos meus pequenos nadas: os abraços, as gargalhadas e sobretudo as pessoas que constituem o meu mundo...

Há alguma mensagem que queiras partilhar?
Talvez apenas aquela muito cliché....sejam felizes (no fundo é o mais importante não)?

Como disse em cima não percebo bem a definição do selo e como para mim todos os blogs que sigo são reais por serem escritos por pessoas e para pessoas....deixo o selo a quem o quiser levar :)

23.9.13

...ainda falta muito para o fim do ano?

#modo queixinhas ligado....ainda falta muito para o fim do ano? É que 2013 até aqui quase que só me tem brindado com desilusão atrás de desilusão, estou cansada de procurar o lado bom de cada situação (por muito má que ela seja). Preciso de um recomeço, de um novo ano cheio de possibilidades! #modo queixinhas desligado

* Faltas-me tu, para me "dares na cabeça", até eu deixar de dar importância a quem não a merece!

20.9.13

Os meus pequenos nadas: eu e a saudade...

Quando o assunto é saudade eu sou extremamente portuguesa, sou saudosista até à modula...sou "apegada" por defeito a momentos e pessoas, cheiros e sensações, músicas e palavras...então acho que vivo em constante saudade, de alguém, de algo e às vezes até de mim mesma...
Não vivo contudo no passado, sei perfeitamente que cada novo amanhecer é um presente, uma oportunidade de criar novas e inesquecíveis memórias, já não sou tão "dependente" das pessoas como outrora e acredito que hoje sei quem me é essencial, quem teve um papel importante no meu caminho mas dele não faz mais parte (por todo um conjunto variado de motivos) e quem simplesmente não vale o meu tempo...
Sim,  se fosse um sentimento talvez fosse saudade e como tal, desde cedo aprendi a lidar com a mesma, se sinto a falta de alguém: ligo, procuro, faço-lhe saber; se sinto a falta de algo: rapidamente o procuro; ou se as memórias e recordações sem aviso prévio me visitam, deixo facilmente que as mesmas me inundem e estampem uma sorriso sereno nos meus lábios...
Não me considero por norma uma pessoa nostálgica ou melancólica, mas confesso que no último mês a saudade não tem "jogado limpo" comigo...
Como posso aliviar a falta que alguém me faz, quando já não mais lho posso dizer?
Como tapar "o buraco" enorme que na minha vida ficou, quando de um momento para o outro aquele "algo" tão nosso, tão único, me foi arrancado?
Só me resta as lembranças, mas essas rapidamente me traem também e escondem os pequenos pormenores que as faziam únicas...a melodia de uma voz, as palavras exactas proferidas, um cheiro...


* imagem daqui....e adorei a definição de saudade que encontrei aqui

17.9.13

Desabafo#2

... e quanto mais tempo passa, mas aumenta o meu medo de que aquela "tristeza" que um dia tentaram apagar do meu olhar tenha voltado para ficar de vez...que aquela menina que era extremamente sentimental e carinhosa com o próximo se torne de dia para dia cada vez mais cínica e amarga, cedendo finalmente à crueza desta vida...
...quanto mais o tempo passa, mais aumenta o meu medo de me olhar ao espelho e já não conseguir encontrar sequer um pedaço do melhor que em mim um dia, me fizeram descobrir...

*imagem daqui

12.9.13

Eu e a religião...

Desde que me lembro de ser gente que fui educada na fé católica, fui baptizada, frequentei assiduamente a catequese, e apenas não sou crismada (porque o sr. Bispo da minha Diocese teima em não vir à Freguesia e o Pároco da mesma teima em "não deixar" os fiéis fazê-la fora dela).
Não sou uma devota acérrima, tenho a minha própria visão da fé e de Deus, acredito piamente que tem que existir algo maior que me guie e dê um mínimo sentido a esta vida por vezes tão injusta. Tento, todos os dias agradecer aquilo que tenho, aquilo que conquisto/alcanço ao mesmo tempo que peço orientação para os meus passos e  protecção para todos aqueles que me amam e que amo...
Acredito que cada um seja livre de ter (ou não) a relação com a religião que desejar e por norma sou bastante reservada no que toca a este assunto, contudo se hoje toco no mesmo (e o faço de uma forma tão pública) é apenas porque a minha relação com esta, nunca esteve tão tremida e uma vez mais procuro colocar alguma ordem na confusão em que a minha cabeça e o meu coração se encontram.
Quando se perde alguém é difícil aceita-lo (exista ou não fé), as palavras são ocas e muitas vezes apenas mais um lugar comum, a procura por algo ou alguém que nos conforte é inevitável (ou pelo menos foi-o para mim)...
Contudo, a aceitação e o tão almejado "seguir em frente" tornam-se extremamente difíceis quando quem representa a religião que sigo se mostra de uma insensibilidade atroz e tamanha falta de tacto (sobretudo quando supostamente lida com questões como a perda e o luto tão regularmente), que nada melhor tenha a dizer, durante o sermão de uma missa de primeiro mês, do que apenas e passo a citar "o seu tempo aqui na Terra chegou ou fim", "nada mais precisava de dar" ou "os seus dias estavam contados", como foi hoje tantas e tantas vezes repetido.
Tenho dificuldade em lidar e aceitar a morte, sobretudo assim, repentina e tão cedo, de alguém que ainda tinha tanto para viver. Como tal  nunca tentei informar-me mais sobre o assunto e confesso que apenas sei o básico defendido pela fé católica: que a devemos aceitar e acreditar que a pessoa que parte, será absolvida de todos os seus pecados e como tal acolhida junto ao Senhor, todavia não acho de todo que o discurso hoje proferido por este representante da igreja tenha sido o mais adequado para qualquer um dos pais, familiares e amigos ali presentes e que apenas tentam de qualquer forma aplacar a dor.
Na impossibilidade de ter uma resposta à pergunta que não cala no fundo da minha mente (porquê), apenas gostaria de receber palavras que de alguma forma transmitissem a mim, mas sobretudo aquelas famílias enlutadas hoje, ali presentes, algum alento, por mais ínfimo que fosse...
Assim torna-se difícil seguir activamente uma fé, onde os párocos me parecem tão mal preparados.

Peço desculpa pelo desabafo enorme e confuso a quem me lê, mas este espaço é primeiramente meu, e tal como o nome indica, é apenas e só o meu reflexo.

"Há uma única religião, embora haja centenas de versões da mesma." 
George Bernard Shaw


A ti, que provavelmente te ririas de todo este "filme",
que me moirias o juízo com todos os teus argumentos
racionais e lógicos, contra cada um dos meus emocionais
e espirituais...
espero sinceramente que estejas melhor onde quer que estejas,
que a minha teimosia prevaleça sobre a tua e que um dia,
seja lá quando e onde for, 
nos possamos reencontrar e falar sobre o tanto que ficou por dizer...

10.9.13

...das músicas da minha vida...



...este fim de semana tive a oportunidade de ver e ouvir, ao vivo um concerto desta senhora e se antes já era fã, fiquei completamente rendida a esta voz, ao profissionalismo e principalmente à interacção constante com o público durante todo o concerto.
Ouvir este tema, naquele momento a embalar-me as memórias a ele associado, teve o seu quê de mágico!
Sim, Portugal tem coisas muito boas e esta, é apenas uma entre as muitas outras.


"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música"
Aldous Huxley

5.9.13

Para a irmã mais imperfeitamente perfeita do mundo....

És chata, irritante e melga na maioria dos dias, adoras achar que agora longe, tens que zelar pelo meu bem estar....
És trocista e brincalhona e eu sou um dos teus alvos preferidos...damos-nos bem (melhor longe do que perto) e conseguimos até ser bastante civilizadas, desde que não passemos mais de 24h no mesmo espaço...
Fazes parte da minha vida desde que me lembro de ser gente e praticamente desde dessa altura que sou mais "mãe galinha" contigo do que propriamente uma irmã mais velha...e como tal, sou chata, irritante e melga muitas vezes também (eu bem sei que não és só tu)!
Adoro-te minha melga preferida, fazes-me falta...sê feliz (mas com juízo!).
Para a irmã mais imperfeitamente perfeita do mundo....feliz dia do irmã(o)!

"Ter um irmão é ter, para sempre, uma infância lembrada com segurança em outro coração" 
Tati Bernardi

*imagem daqui

2.9.13

Hoje, como ontem (2.09.2009)

  " Do passado, permanecem as lembranças, boas e más. Memorias difíceis de bloquear quando a cabeça as evoca. Fica o som das gargalhadas proporcionadas, o sabor das lágrimas derramadas, fragmentos de conversas. Perduram as lições aprendidas com os erros cometidos, resta aquela amizade.
 Agora os sentimentos são outros, a disponibilidade não é igual, nós não somos os mesmos. Contudo ainda é o teu nome que evoco quando a vida me magoa, quando preciso de desabafar, quando me apetece colo e miminho.
   Nunca percebi muitos dos porquês de certas palavras, de certas acções e o passado hoje para mim apenas se resume a uma grande confusão.
   Procuro nos teus olhos, aquele alguém que conhecia e quase sou capaz de jurar que dele nada resta. Contudo, ao mesmo tempo ainda é contigo que me sinto capaz de falar de tudo, desde as coisas mais importantes às mais insignificantes, sem medos, sem inseguranças, sabendo de antemão que me irás julgar, ralhar, implicar, adivinhando que me vou chatear, mas não me importando com tal facto, ainda és das primeiras pessoas com quero dividir todas as minhas alegrias e fracassos, apesar de todas as mudanças!
   Será isto a verdadeira amizade? Será este o conceito de melhor amigo? Partilharás tu a mesma opinião?
   Em todas as tuas palavras, em todos os teus gestos e actos vejo o quanto mudaste e sinto-te a caminhar para bem longe de mim. Não quero! Controlo-me para não te segurar por um braço e entrelaçar-te de tal modo na minha vida, que dela nunca sejas capaz de sair, mas não me sinto no direito de o fazer.
   Sei que tudo tem prazo de validade actualmente, que na azáfama do dia-a-dia, as relações esmorecem, o tempo escasseia e muito fica por dizer, por fazer, por viver, as pessoas perdem-se umas das outras sem saber muito bem quando nem porquê.
   Hoje divago por te querer dar um “miminho” especial pelo teu aniversário personificado naquilo onde melhor me sei expressar. Divago por não saber o que o futuro nos reserva, por não saber o que o amanha nos trará, se amanha ainda o poderei dizer, para amanha não poder lamentar algo que tenha ficado por revelar.
   Porque…«Só as coisas importantes são lembradas quando nos esquecemos de tudo o mais» "


p.s. era suposto ser um texto de jeito, do qual tu gostasses, uma prenda simbólica…mas em vez disso, saiu isto, mais 1 testamento q não diz nada de jeito!!! Desculpa eu tentei….=) "

Hoje, como ontem...continuo a pensar o mesmo...  
Hoje, como ontem...sinto-me abençoada por nunca
nos termos perdido um do outro, nunca por muito tempo
ou definitivamente pelo menos, nas encruzilhadas da 
vida (obrigada por me ter ganho nessa teimosia já agora).