Na confusão dos meus sentimentos, no rodopio dos meus pensamentos tens sido a minha constante.Nos dias chuvosos e cinzentos da minha vida, tens sido aquele raio de sol teimoso e persistente que faz cada um desses mesmos dias valer a pena!
Roubas-me sorrisos quando eu quase me esqueci de que ainda os tenho e por momentos fazes-me abstrair de todo o que me rodeia...
Estendeste-me a mão quando eu mais precisava e desconfio seriamente que seja apenas devido a ela que me mantenho em pé na borda do precipício que tanto tem tentado me engolir nos últimos meses...
Ocupas-me a mente e impedes que pense demasiado (ou pelo menos tentas!).
Fazes-me bem como poucas pessoas algum dia já me fizeram e isso pura e simplesmente aterroriza-me!
Tenho medo de me viciar em ti e perder a independência emocional que durante tantos anos lutei para conseguir, sobre quem da minha vida faz parte...
Tenho medo de acabar por te deixar ter um espaço maior na minha vida do que o extremamente necessário...e como tal, tento pela primeira vez conter esta minha sinceridade desbocada que tanto me caracteriza e guardar apenas para mim o quão importante me és!
É por isso que hoje aqui te escrevo, tentando que a escrita consiga uma vez mais, transmitir o que se perde sempre que eu tento balbuciar algo mais de que um obrigado...
Obrigado sobretudo por teres sempre cinco minutos para mim e para as minhas neuras e devaneios, quando todos os outros que prometeram estar lá, se perdem na correria do seu dia-a-dia...
“E amigo é isso: aquele que a presença conforta sem precisar
de muito gesto ou dramatização.”
Martha Medeiros.
*imagem daqui




