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29.1.14

Pedacinhos de mim: da minha bondade "exacerbada"

Este fim de semana uma amiga disse-me que dou sempre mais de mim aos outros do que aquilo que recebo dos mesmos, há uns anos atrás um amigo disse quase a mesma coisa meio a brincar, meio a sério, que tenho tendência em ajudar os "coitadinhos" ...é verdade, e não sei, nem quero ser de outra forma.
Desde que me conheço que assim sou, "dou" tudo o que tenho e por vezes não tenho por quem gosto, por quem simpatizo, por quem acho que precise, faço tudo o que posso (mesmo quando não dependa apenas e só de mim), mimo, acarinho, digo e mostro que gosto.
Tudo na vida tem o seu lado negativo e este aspecto especifico da minha personalidade não é excepção, pois manter expectativas baixas (ou não as criar de todo) em relação às pessoas, principalmente àquelas que me são mais próximas é extremamente complicado e difícil sobretudo nos dias cinzentos da vida, quando a insegurança e a tristeza reinam livremente a minha mente e o meu coração...
Contudo recuso-me a mudar, por muitos dissabores e desilusões com que seja brindada ao longo da estrada, recuso-me a mudar por um motivo muito simples...quero mudar o mundo, quero mudar a humanidade e não, não sou tão sonhadora ao ponto de acreditar que o conseguirei fazer a uma escala global, mas sou suficientemente sonhadora para acreditar que o posso fazer à medida que for tocando e mudando o que e quem me rodeia, como tal devo ser eu a primeira a dar e a servir de exemplo.
Acho que se não ficarmos atentos, entre a azáfama desta vida moderna cada vez mais atarefada e esgotante acabaremos por perder o que de melhor temos: a capacidade de darmos e recebermos afecto, de nos preocuparmos-nos com o que nos rodeia e sermos altruístas...
A quem me lê, espero que não fique de todo com a ideia errada sobre mim, não me acho melhor nem pior que ninguém...cada um é como é, com as próprias batalhas e demónios...tento apenas diariamente ser diferente, ser a melhor versão que possa ser de mim mesma.
O caminho é difícil e por vezes extremamente penoso, mas aprendi a desvalorizar todos os percalços e a focar-me em vez disso em todas as pequenas vitórias indo buscar força e orientação naquele pequeno grupo de pessoas que ao longo da estrada tive a sorte de me cruzar e que tal como eu, escolheu fazer desta perspectiva um lema de vida!




“Nem todo mundo está na mesma sintonia que você. 
E isso não é errado, é o jeito de cada um. 
Não adianta você querer fazer tudo ou querer que o outro queira o que você quer. 
Ninguém pode ser forçado a nada.
 Seja a ler um livro, concordar com uma ideia ou mudar.
 A gente muda quando (e se) quiser.
 Você não pode querer que as outras pessoas sintam como você, sejam como você, 
que as coisas tenham a mesma importância para os outros que têm para você. 
Esse é o grande desafio da vida. Boa sorte.”
Clarissa Corrêa

*imagem daqui

30.12.13

Pedacinhos de mim: 2013 em fotos...

(Peso da Régua e a já tradicional foto dos pés com a D.!) 




(Chaves, a primeira das muitas "idas à descoberta"
  deste ano...)                         




(Eu e a D. a preparar a "pose" na foto de "praxe" 
                             de aniversário)
(Recordações de uma Serenata
 e a minha teimosia habitual de contrariar
 quem disse que parecia mal pedir autografo 
a ídolos de adolescência)


(Perdida algures pela Serra do Marão, 
num regresso ao passado através da participação no 
"Caça ao Tesouro" da minha antiga escola secundária)

(Bruxelas e uma das melhores experiências da minha vida!) 


















(Percebo que estou "velha" quando as minhas amigas
            do secundário se começam a casar!)














(Negro, o mês, o dia, as nossas capas, o meu coração)














(Gaia, praia e boa companhia...óptimo para espairecer)


















(Braga e Barcelos, porque quando é crucial 
sei que posso contar com as minhas pessoas
 para "me darem colo"...)


















(Porque o meu ano também se fez
                de música...)*










(A minha mais recente colecção...já são 15! Adoro!)


....e assim foi o meu ano, entre risos e muitas lágrimas, 
em novos sítios mas sempre com quem me é essencial,
recheado de bons momentos mas também com alguns muito maus,
que parecem querer eclipsar todo o resto!
2014, sê bom para mim...e se não poderes, sê pelo menos gentil!



*perdi a foto do meu bilhete das tunas, então roubei uma foto daqui
todas as restantes são da minha autoria


"Os maus momentos nunca estão presentes num álbum de fotografias, 
mas são eles que nos levam de uma foto feliz para a outra."
(Desconheço a autoria)



25.11.13

Singularidades minhas: o amor incondicional pelos meus primos

Faço parte de uma família grande, espalhada pelo país e arredores logo tenho primos de todas as idades e feitios...e a verdade é que existem poucas coisas das quais goste tanto ou mais de como gosto deles! Uns mais longe outros mais perto, uns presença constante outros esporádica, basta 5 minutos com qualquer um deles para que o cinzento de um dia menos bom se eclipse!
Por eles, não existe nada que eu não faça se apenas de mim depender, com eles um filme acompanhado de muitas pipocas ou uma sessão improvisada (e muito desafinada) de karaoke têm outro sabor!
Por eles, volto a ser "ridiculamente" criança, faço festas de pijama, recrio jogos e viro "especialista" em artes plásticas, por eles abdico de dormir até mais tarde ao domingo e apanho uma "seca" no parque...pois com eles o meu dia-a-dia é mais brilhante e colorido, com eles na minha vida,  é muito mais fácil  acordar diariamente com um sorriso no rosto!


"Cousins are people that are ready made friends, you have laughts with them and remember good times from a young age, you have fights with them but you always know you love each other, they are a better thing than brothers and sisters and friends because there all pieced together as one." Courtney Cox

*Imagem daqui



1.11.13

E se eu fosse...

...dizem que se eu fosse uma princesa da Disney seria......a Bella!

"Eu - (...) princesas, princesas prefiro a Bella!
 Ele - Sim, tem mais a ver contigo.
 Eu - Pelos livros?
 Ele - Os livros e a personalidade...
 Eu - Personalidade? Hahh já sei....por ver a bondade na "fera"!
 Ele - Sim, mas não só...por nunca veres a Bella descontrolada, sempre simpática... (...)"


 A verdade é que tem razão (em parte pelo menos) adoraria saber cantar com a Ariel ou a Branca de Neve, ter o grau de determinação da Pocahontas, ou a bravura da Mulan, mas não é o caso!

Imagem daqui:

28.10.13

Pertencer a uma família de emigrantes...

Pertencer a uma família de emigrantes é complicado, pelo mais variado conjunto de motivos: desde da distancia física e emocional que se vai instalando até à saudade que preenche a vida quer de quem parte, quer de quem fica...
Crescer fazendo parte de uma família de emigrantes é aprender desde tenra idade a viver com esta realidade, é aprender a valorizar e a fazer valer a pena todos os momentos e memórias partilhados em conjunto quando a oportunidade surge, é tentar fazer do "longe" o mais "perto possível" ou ver os aspectos bons da situação...
Mas ser de uma família de emigrantes é extremamente difícil nos dias mais importantes de cada membro da família, é  por exemplo: "apenas" poder ligar e mandar um presente quando a irmã faz anos, quando o que mais se queria era abraça-la ou  poder cozinhar o seu prato preferido apenas por ser o "seu dia", é "apenas" poder fazer uma vídeo chamada durante o jantar de Natal que por muito bom que seja não chega nem de perto à presença física da pessoa ali, naquela mesa comigo....é atribuir proporções exageradas a doenças ou humores pois a voz ou o olhar parecem diferentes...
Pertencer a uma família de emigrantes não é fácil...pelo menos, não para mim em certas e determinadas alturas...


"Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, 
a transbordação de uma população que sobra; 
mas a fuga de uma população que sofre."
Eça de Queirós

*Imagem daqui

22.10.13

Dos elogios..

...fazem-me sentir ter o dia ganho, quando chegam assim: inesperados!

"Eu - (...) tem mesmo que ser assim...o mundo precisa de mais pessoas que pensem como tu!
Ela - Que pensem como nós, muito daquilo que eu sei e penso, também aprendi contigo! (...)"


"Em certas pessoas, o alegrar-se com um elogio é apenas uma delicadeza do coração, 
e precisamente o contrário de uma vaidade de espírito."
Friedrich Nietzsche



4.10.13

Os meus pequenos nadas: a minha viagem de sonho...

         (Salzkammergut, Áustria)

Não sei muito bem o porquê deste país ser tão fascinante para mim...apenas sei que sonho visita-lo desde pequena e que agora como nunca, tenho a certeza que um dia, de alguma forma me perderei por paisagens idênticas a esta...

*Imagem daqui

20.9.13

Os meus pequenos nadas: eu e a saudade...

Quando o assunto é saudade eu sou extremamente portuguesa, sou saudosista até à modula...sou "apegada" por defeito a momentos e pessoas, cheiros e sensações, músicas e palavras...então acho que vivo em constante saudade, de alguém, de algo e às vezes até de mim mesma...
Não vivo contudo no passado, sei perfeitamente que cada novo amanhecer é um presente, uma oportunidade de criar novas e inesquecíveis memórias, já não sou tão "dependente" das pessoas como outrora e acredito que hoje sei quem me é essencial, quem teve um papel importante no meu caminho mas dele não faz mais parte (por todo um conjunto variado de motivos) e quem simplesmente não vale o meu tempo...
Sim,  se fosse um sentimento talvez fosse saudade e como tal, desde cedo aprendi a lidar com a mesma, se sinto a falta de alguém: ligo, procuro, faço-lhe saber; se sinto a falta de algo: rapidamente o procuro; ou se as memórias e recordações sem aviso prévio me visitam, deixo facilmente que as mesmas me inundem e estampem uma sorriso sereno nos meus lábios...
Não me considero por norma uma pessoa nostálgica ou melancólica, mas confesso que no último mês a saudade não tem "jogado limpo" comigo...
Como posso aliviar a falta que alguém me faz, quando já não mais lho posso dizer?
Como tapar "o buraco" enorme que na minha vida ficou, quando de um momento para o outro aquele "algo" tão nosso, tão único, me foi arrancado?
Só me resta as lembranças, mas essas rapidamente me traem também e escondem os pequenos pormenores que as faziam únicas...a melodia de uma voz, as palavras exactas proferidas, um cheiro...


* imagem daqui....e adorei a definição de saudade que encontrei aqui

12.9.13

Eu e a religião...

Desde que me lembro de ser gente que fui educada na fé católica, fui baptizada, frequentei assiduamente a catequese, e apenas não sou crismada (porque o sr. Bispo da minha Diocese teima em não vir à Freguesia e o Pároco da mesma teima em "não deixar" os fiéis fazê-la fora dela).
Não sou uma devota acérrima, tenho a minha própria visão da fé e de Deus, acredito piamente que tem que existir algo maior que me guie e dê um mínimo sentido a esta vida por vezes tão injusta. Tento, todos os dias agradecer aquilo que tenho, aquilo que conquisto/alcanço ao mesmo tempo que peço orientação para os meus passos e  protecção para todos aqueles que me amam e que amo...
Acredito que cada um seja livre de ter (ou não) a relação com a religião que desejar e por norma sou bastante reservada no que toca a este assunto, contudo se hoje toco no mesmo (e o faço de uma forma tão pública) é apenas porque a minha relação com esta, nunca esteve tão tremida e uma vez mais procuro colocar alguma ordem na confusão em que a minha cabeça e o meu coração se encontram.
Quando se perde alguém é difícil aceita-lo (exista ou não fé), as palavras são ocas e muitas vezes apenas mais um lugar comum, a procura por algo ou alguém que nos conforte é inevitável (ou pelo menos foi-o para mim)...
Contudo, a aceitação e o tão almejado "seguir em frente" tornam-se extremamente difíceis quando quem representa a religião que sigo se mostra de uma insensibilidade atroz e tamanha falta de tacto (sobretudo quando supostamente lida com questões como a perda e o luto tão regularmente), que nada melhor tenha a dizer, durante o sermão de uma missa de primeiro mês, do que apenas e passo a citar "o seu tempo aqui na Terra chegou ou fim", "nada mais precisava de dar" ou "os seus dias estavam contados", como foi hoje tantas e tantas vezes repetido.
Tenho dificuldade em lidar e aceitar a morte, sobretudo assim, repentina e tão cedo, de alguém que ainda tinha tanto para viver. Como tal  nunca tentei informar-me mais sobre o assunto e confesso que apenas sei o básico defendido pela fé católica: que a devemos aceitar e acreditar que a pessoa que parte, será absolvida de todos os seus pecados e como tal acolhida junto ao Senhor, todavia não acho de todo que o discurso hoje proferido por este representante da igreja tenha sido o mais adequado para qualquer um dos pais, familiares e amigos ali presentes e que apenas tentam de qualquer forma aplacar a dor.
Na impossibilidade de ter uma resposta à pergunta que não cala no fundo da minha mente (porquê), apenas gostaria de receber palavras que de alguma forma transmitissem a mim, mas sobretudo aquelas famílias enlutadas hoje, ali presentes, algum alento, por mais ínfimo que fosse...
Assim torna-se difícil seguir activamente uma fé, onde os párocos me parecem tão mal preparados.

Peço desculpa pelo desabafo enorme e confuso a quem me lê, mas este espaço é primeiramente meu, e tal como o nome indica, é apenas e só o meu reflexo.

"Há uma única religião, embora haja centenas de versões da mesma." 
George Bernard Shaw


A ti, que provavelmente te ririas de todo este "filme",
que me moirias o juízo com todos os teus argumentos
racionais e lógicos, contra cada um dos meus emocionais
e espirituais...
espero sinceramente que estejas melhor onde quer que estejas,
que a minha teimosia prevaleça sobre a tua e que um dia,
seja lá quando e onde for, 
nos possamos reencontrar e falar sobre o tanto que ficou por dizer...

10.9.13

...das músicas da minha vida...



...este fim de semana tive a oportunidade de ver e ouvir, ao vivo um concerto desta senhora e se antes já era fã, fiquei completamente rendida a esta voz, ao profissionalismo e principalmente à interacção constante com o público durante todo o concerto.
Ouvir este tema, naquele momento a embalar-me as memórias a ele associado, teve o seu quê de mágico!
Sim, Portugal tem coisas muito boas e esta, é apenas uma entre as muitas outras.


"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música"
Aldous Huxley

9.7.13

Os meus pequenos nadas: o filme da minha infância...

Como qualquer criança (acho eu!) dos anos 90, a minha infância foi marcada pelos filmes da Disney (quer fossem os oficiais ou uma das "milhentas" adaptações low-cost que existiam na época) desde da Bela e o Monstro, à Mulan...cresci e tornei-me adolescente entre histórias de príncipes e princesas (devendo-se muito a este facto, o meu romantismo crónico e lamechas), mas de todos nenhum me tocou tanto como aquele cuja imagem ilustra este post...durante anos achei que se devia sobretudo à música representada na mesma imagem (fazendo a mesma, parte do top 5 das músicas da minha vida), contudo apercebi-me recentemente que elejo este filme como O filme da minha infância....por nele conter, mesmo que por vezes muito disfarçadamente e/ou superficialmente tanto de mim...daquilo que fui e sou, já acreditei ou ainda acredito :)



...e vocês? 
Se tivessem que escolher
o filme da vossa infância, qual seria?


"Na infância, o que se ouve ou o que se vê não sobe para o cérebro. Desce para o coração e aí fica escondido."
(Humberto de Campos)

*foto encontrada aqui: http://imgfave.com/view/1175808
  

9.6.12

...era só isto

Passe o tempo que passar, caia as vezes que cair e mentalmente tente "interiorizar" sempre a mesma lição, uma e outra vez...em certos aspectos da minha vida e no que a certas pessoas diz respeito...dou por mim a cair em velhos hábitos, a repetir os mesmos erros, a percorrer os mesmos caminhos...caminhos que terminam sempre na mesma encruzilhada: mudar e cortar definitivamente o cordão umbilical (aceitando e aprendendo a lidar com todos os "ses", receios e dúvidas) ou seguir sendo como sou, respirar fundo e manter-me fiel a mim mesma e aos valores em que acredito, tentando diariamente provar que elas é que estão erradas (apesar do número de dissabores que tal me traga)...


"Pelo o que me diz respeito
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto, o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé..."
Martha Medeiros

6.6.12

Reticências

Quando quiseres perder dois minutos do tempo e realmente prestares atenção no que eu digo/escrevo, percebes que em cada silêncio repentino/diminuição da escala do tom de voz ou em qualquer uma das reticências que eu gosto tanto de usar, está tudo aquilo que não queres ou não estás pronto/a para ouvir...



"Três pontos tão usados
Por seres envergonhados
Ou talvez mais ousados
De sentimentos inacabados
Frases sem fim, sem ponto final
As reticências, mantêm o assunto em aberto
Com um final incerto (...)"
desconheço a autoria






23.4.12

Os meus pequenos nadas: ler

Poucas são as coisas que me dão tanto prazer como a leitura, sou capaz de passar horas absorta no enredo de um bom livro, como tal "devoro" livros a uma velocidade impressionante (o caso é de tal forma "grave" que a minha mãe reclama sempre que alguém me oferece um ou me vê chegar a casa com algum).
Como em quase todos os restantes campos da minha vida, também neste não sou muito selectiva, leio de todo um pouco desde dos chiclés românticos até aqueles que exigem a minha total atenção e empenho na sua interpretação e são poucos os livros que ao virar a última página não me tenham deixado um gostinho de "quero mais"!
Leio um livro, porque a capa me chamou a atenção, porque a sinopse me cativou, porque me foi recomendado ou simplesmente porque o autor me intriga.
A minha biblioteca pessoal é bastante reduzida sendo composta sobretudo por livros oferecidos e assim permanecerá enquanto não for dona e senhora da minha liquidez financeira, contudo sou visitante assídua da Biblioteca Municipal. Adoro vaguear por entre estantes, retirar livros, ler sinopses, trazer uns quantos para casa e embarcar numa nova viagem.
Gosto de ser surpreendida pela história e conquistada pelas personagens, mergulhar na "vida" de outras pessoas e por instantes anestesiar a minha.
Assim não poderia deixar de recomendar um dos livros que ultimamente me cativou...
A árvore dos segredos de Santa Montefiore: comecei a lê-lo procurando algo leve que satisfizesse por um lado a minha necessidade de ler algo que não estivesse associado às palavras relatório e estágio e por outro que acalmasse o meu lado romântico e piroso com uma história de " príncipes e princesas e com o seu final feliz".
Mas é muito mais! Engloba em si todo o que procuro quando leio, fez-me sonhar, fez-me aprender, fez-me reflectir!
Apesar de ser um romance não é nada típico, as personagens poderiam bem ser pessoas do nosso dia-a-dia, cheias de defeitos e qualidades e apesar de no início me recusar a aceitar o rumo que a história parecia querer tomar, dei por mim no final não só a torcer por esse rumo como a encontrar uma profundidade no enredo que não esperava, sendo precisamente esse facto que me faz aceitar o final (por muito que na minha cabeça teime em acreditar que a autora eliminou um capítulo inteiro com o verdadeiro final!), além de é claro ter ficado com uma vontade enorme em conhecer a Argentina.


"Os livros são o abençoado clorofórmio do espírito."
Robert Chambers



Imagem retirada de: http://weheartit.com/
p.s. Não gosto que me contem o que vai acontecer naquilo que vou ler/ver portanto tentei restringir a minha opinião ao máximo, mas se ainda não estiverem intrigados e quiserem ler um comentário que vos convença definitivamente podem faze-lo aqui e aqui.

17.4.12

Eu e os pecados capitais

Se eu fosse um dos sete pecados capitais (Gula, Avareza, Luxúria, Ira, Inveja, Preguiça e Orgulho/Vaidade) teria que ser sem dúvida alguma a Preguiça, apesar de o orgulho e a avareza estarem também demarcados na minha personalidade (bem mais do que gostaria confesso) nas coisas mais simples como: raramente pedir favores a quem quer que seja (sobretudo se anteriormente essa pessoa me tiver mostrado má vontade), sair uma paragem de autocarro mais cedo e fazer o resto do caminho a pé para poupar 25 cêntimos ou só fazer compras mesmo quando extremamente necessário.
Nenhum outro pecado me descreve tão bem como a preguiça. É por pura preguiça que não pratico qualquer exercício físico, que não me levanto cinco minutos todas as manhãs mais cedo, para me "aperaltar" como a maioria das minhas amigas ou aliás fazer qualquer coisa que não seja extremamente necessário ou importante e que implique ter que me levantar mais cedo. Adoro dormir e passar um dia inteiro sem fazer absolutamente nada que se possa considerar produtivo para a sociedade é um dos meus maiores defeitos. 
A preguiça sempre fez parte do que sou (desconfio seriamente ser ela o motivo de quando era pequena "comer" metade das letras quando escrevia), contudo à medida que fui crescendo acho que ela foi diminuindo até atingir um nível minimamente aceitável. 


"Vencer a preguiça é a primeira coisa que o homem deve procurar, se quiser ser dono do seu destino."
Thomas Wittlam Atkinson

Imagem retirada do site: http://www.tirinhasmemes.net/t/preguica


12.4.12

Carta ao meu Eu passado

"Olá, eu sou o teu futuro "eu" e se estás a ler isto é porque num futuro bastante próximo finalmente descobriram alguma maneira de viajar no tempo e  a tornaram-na acessível a pessoas sem contas bancárias recheadas, como é o caso.
Apesar de sempre ter conseguido tirar algum proveito nas asneiras que vais fazer e conviver perfeitamente bem com as consequências das mesmas aqui ficam algumas dicas de coisas a evitar por serem completamente desnecessárias à tua felicidade actual (ou futura):

* Pede mais coisas ao teu pai, não sejas tão "adulta" aos dez anos de idade, os motivos que te levam a não pedir nunca se concretizarão;
* Aliás aproveita a tua infância livre de preocupações e responsabilidades, caso contrário vais querer te-la vivido mais intensamente;
* Nunca sob circunstância alguma contes à D. por quem estás apaixonada (mesmo quando já não estiveres), ela não vai achar problema nenhum contar-lhe e tu vais passar uma vergonha enorme em frente à turma toda;
* Sabes a J.? A sua amizade não vale o teu esforço;
* Não deixes que a tua prima te convença a tirar fotos à beira mar e ainda por cima com a tua máquina, ela nunca mais funcionará depois de uma onda vos molhar;
* Não deixes de tirar fotografias naquelas saídas de amigos, apenas porque estás farta do facto de seres tu a levar a máquina se ter tornado um dado adquirido para os restantes, vais sentir falta dessas fotos;
* Não faças birra por ninharias, principalmente junto daqueles que nada (ou muito pouco) tiveram a ver com elas;
* Coloca o protector solar antes de sair de casa e não apenas na praia;
* Vai a Lloret, o dinheiro que vais gastar será menos e mais bem aproveitado do que na tua tentativa de tirares a carta;
* Não comentes com ninguém que tens um blog, ele vai descobri-lo e vais deixar de poder escrever o que realmente queres/precisas;
* Esquece essa mania irracional que as pessoas não vais gostar de ler os teus comentários e começa a comentar os blogs que segues diariamente;
* Não peças ao G. para te guardar o porta moedas, ele vai perde-lo e juntamente com ele todo o dinheiro que lá tinhas;
* Recusa-te a ter uma "conversa séria" com alguém quando estás bêbeda, por muito que insistam e penses que essa seja, a única maneira de as coisas ficarem resolvidas, não ficam, vais fazer figura de idiota e vais ser incapaz de te lembrares das palavras exactas quando as tiveres que recordar um dia mais tarde;
* Não uses a ironia ou o sentido de humor como mecanismos de defesa quando o assunto é uma possível doença grave, os teus amigos não vão perceber;
* Aproveita BEM a tua vida académica, vai deixar mais saudades do que imaginas;
* Não peças ao Prof. que te deu um 17 para ver a correcção da frequência baseado no facto de ter havido 19's e achares que te tinha corrido melhor, ele vai ficar "ofendido" e nunca mais te vai dar outra nota que não seja 15;
* Não lhe mandes os teus textos, no fundo ele não os quer mesmo ler;
* Guarda as fotografias do teu último ano de secundário num cd, o teu novo pc vai ser formatado "n" vezes e vais acabar por as perder;
* Por falar em secundário...começa a fazer voluntariado mesmo que percas as tardes livres;
* Não beijes ninguém apenas porque parece valorizar-te quando quem querias que o fizesse não o faz, no dia seguinte, depois de 30 mensagens recebidas não vais achar que foi uma boa ideia;

Pronto, acho que era só isto, aconselho-te a leres esta carta até a teres decorado...vais-me poupar muitas lágrimas!
Beijinho"


A ideia deste post foi completamente "roubada" ao Ricardo, do blog Bla Bla...Blog? que após ter escrito uma carta ao seu eu passado desafiou os seus seguidores a fazer o mesmo.

16.3.12

Os meus pequenos nadas: o fascínio pelas Tunas Académicas




Na minha universidade há a tradição de se acabar a praxe do Concelho de Veteranos com uma actuação para todos os caloiros das diferentes Tunas existentes na academia eu, como caloira aplicadinha que fui, claro que participei e desde daí fiquei completamente apaixonada!
Como tal deixo aqui uma amostra do meu serão de ontem. A Associação Académica da minha universidade organizou  um concerto solidário (o bilhete era de dois euros ou uma contribuição em géneros alimentares a doar à Cáritas) com três das "nossas" tunas académicas. A causa era mais que nobre (como se eu precisasse de mais algum  motivo para participar).
Simplesmente adoro este tipo de música, e era ver-me completamente maravilhada a noite inteira (principalmente com a actuação desta tuna em especial).
Reflectindo bem, é apenas o segundo concerto do género a que assisto (apesar das minhas quatro matrículas, constantes no cartão de estudante) por um motivo ou por outro nunca me era possível ir...não consegui evitar pensar a noite toda na ironia de a primeira actuação ter servido de cartão de boas vindas e esta parecer um cartão de despedida, agora que o relatório está entregue  e a defesa não tarda...

"(...) o que eu sofro por te amar...
   sinto-o neste momento,
   tantas histórias por contar,
  enfim deixa que a leve o tempo...com sentimento"

Com sentimento** - 
Imperialis Serenatum Tunix

* Bom fim de semana
 **(a melhor música da noite, pena não ter um vídeo com boa qualidade para partilhar)

p.s.Como eu iria adorar uma serenata à janela numa noite de luar...




11.3.12

Singularidades minhas: a escrita (post provavelmente sem muito nexo)

Escrever tornou-se para mim, principalmente desde que este blog existe, mais do que um gosto, uma necessidade tremenda.
Escrever ajuda-me a entender sentimentos e/ou pensamentos tantas vezes confusos demais para fazerem sentido de outra forma.
Escrever é o meu escape e o meu porto seguro quando a tristeza ou apatia se apoderam de mim e, talvez exactamente por isso a maioria dos meus post's falem sempre sobre o mesmo assunto, vezes e vezes sem conta.
Ultimamente, escrever tornou-se difícil, a inspiração escondeu-se algures e não dá sinais de querer regressar. As palavras brincam comigo e recusam-se a fazer qualquer sentido ou nexo, o tempo não colabora e parece ser cada vez menos. A vontade permanece imutável, fiel guardiã desta necessidade que a cada dia é maior e que nunca se sacia...
Até o simples acto de escrever um comentário (minimamente aceitável, para mim) nos blogs que diariamente acompanho se tornou complicado nos últimos tempos.
Assim, fico quietinha no meu canto, esperando ansiosamente dias melhores


"Escrever é um excesso imperdoável que nasce da Falta."
Carpinejar


(foto retirada daqui: http://weheartit.com/entry/9363048)