23.12.11

Mero desabafo

Porque dias há em que precisamos/queremos um pouco de atenção, um abraço sentido e um "continuo aqui" que nos dê alento para continuar...
Porque por muito que tentemos há coisas que não dá para remediar, o tempo é uma delas, e aquela amizade, as afinidades que nos ligavam parecem ter ficado bem lá no passado. As conversas fluem tão facilmente, mas aos meus ouvidos chegam  como se apenas de ruído de fundo se tratasse, histórias onde eu não estive presente, são contadas e planos que não me incluem começam a ganhar forma...
A mim só me apetece fugir dali, gritar bem alto e deixar que no escuro do meu quarto as lágrimas levem com ela toda esta dor que me atormenta...
Porque há dias em que nos sentimos a mais num grupo de amigos, há dias em que percebemos que já não os conhecemos de todo, há dias em que finalmente entendemos que "amigos" só o são ainda na nossa cabeça e no nosso coração...
(Sobretudo há dias em que percebemos como a  demonstração de preocupação por parte de alguém era tão importante para nós)

22.12.11

No meu mundo...

No meu mundo, sou princesa se assim o quiser, uma princesa forte e corajosa ou insegura e frágil, dependendo da ocasião.
Tenho um castelo enorme, cheio de passagens secretas e muros bem altos, construídos com todas as pedras que se vão cruzando no meu caminho, que me protegem das investidas de inimigos cruéis e que resiste de forma calma e serena à força destruidora da natureza.
No meu mundo, sou dona de um castelo robusto e resistente…mas apenas quando observado de fora, apenas quando as portas estão fechadas e a entrada está vedada, pois o seu interior é bem diferente. A sua estrutura assemelha-se à instabilidade de um castelo de cartas, minada por todas as minhas inseguranças e medos e as suas paredes são construídas com as marcas e vestígios de todas as batalhas perdidas ou ganhas.
No meu mundo, sou princesa detentora de uma escolta real personalizada que me segue para todo o lado, que me cerca e protege quando o perigo espreita ou as consequências de decisões mal tomadas se manifestam. Escolta essa que “toma as minhas dores” como se fossem suas e não me permite desanimar, que está sempre presente e vai testemunhado bons e maus momentos.
No meu mundo, sou princesa de um castelo e de uma escolta real…e por ambos sou responsável. Tento reinar para que o castelo não desmorone e que a escolta só testemunhe sorrisos e afectos em meu redor, sem nunca sentir necessidade de intervir, mas nem sempre se mostra uma atarefa fácil.



"Era necessário agir, equilibrando a possibilidade de coragem com a possibilidade do fracasso, com a mesma determinação de um artista de corda bamba quando se entrega à tarefa de a atravessar: nunca, em ocasião alguma, deve olhar para a distância entre si e o solo, para que a possibilidade da queda não precipite a própria queda". João Tordo - As 3 Vidas

16.12.11

Escolhas

Um dia face a tantas desilusões e dissabores  vi-me perante a necessidade de fazer uma escolha entre: tornar me como as pessoas que me desiludem, sendo fria e desinteressada por quem gosta de mim ou continuar assim, a dar todo o que tenho por quem me é importante, dizer sempre que me apeteça o quanto deles gosto, demonstrando-o em atitudes e pequenos miminhos simbólicos...decerto que é bem mais dificil a concretização desta última opcção, o caminho é feito com muitas lágrimas, sofrimento e dúvidas mas a questão acaba sempre por se resumir a uma: se quero ter retorno de quem quer que seja não deverei ser eu a dar o primeiro exemplo??? E a resposta, por enquanto continua a ser a mesma...





“Be the change you want to see in the world.”

Mahatma Gandh



6.12.11

...é mais ou menos isto...

... o tema saudade fez deste blog moradia e daqui não pretende sair tão cedo...os sentimentos esses andam num turbilhão e recusam-se a fazer qualquer tipo de sentido na minha cabeça ou nas minhas palavras...o tempo corre e eu vejo o passar sem pouco ou nada fazer...a vontade há muito que finca pé e se recusa a cooperar...aos que me acompanharam durante 3 anos sei dever um texto que expresse minimamente o que significaram para mim (não está esquecido apenas ainda em fase de elaboração), mas os dias têm sido assim, cinzentos como o tempo lá fora...ausentes de abraços apertados e sorrisos cúmplices...faltam me os braços que me instigam a continuar, que amortecem as quedas, falta me a velha rotina recheada de rostos que já mais quero esquecer...falta me saber notícias de quem me aperta o peito...porque o meu dia a dia é cheio de novas pessoas, boas e simpáticas, que me fazem rir e me oferecem colo (mesmo sem o perceberem) mas não apaziguam esta vontade quase incontrolável de chorar que ultimamente assola a minha mente quando menos espero...


 dizem por aí "nada que valha a pena vem facilmente" (a ver vamos acrescento eu)


Ao som de: Keep holding on Avril Lavigne

24.11.11






A música flui livremente em meu redor, fecho os olhos e volto instantaneamente ao passado e quase que sinto o calor dos abraços, a felicidade das gargalhadas a alegria das brincadeiras…fecho os olhos e não consigo evitar o sorriso nos lábios que só tão boas lembranças seriam capazes de provocar!
Em questão de segundos volto a ser primeiro criança ingénua e inocente mergulhada em “conspirações” e planos com a melhor amiga depois adolescente tão “platónicamente” apaixonada e por fim universitária distribuidora de abraços entre praxes e saídas mudando ao ritmo dos primeiros acordes da faixa seguinte…até que acabo assim, sozinha no escuro do quarto de olhos húmidos prestes a transbordar de sentimentos que necessitam de ser reafirmados, silêncios que não podem ser apagados e saudade que aperta este humilde coração e enche a mente de memórias….
Porque a música tem esse efeito na minha vida associa-se a momentos, a pessoas, a lugares e conversas e transportando-me imediatamente para eles/elas quando as ouço novamente…


"Sometimes even though you're having a good time, you can't avoid to stop and think about how much you miss the old times..." desconheço a autoria

15.11.11

Há dias assim...



Há dias em que a inspiração falha e as palavras são sempre insuficientes e parcas para expressar o turbilhão de pensamentos e sentimentos que assolam esta que vos escreve... 
 Há dias em que a solidão e a tristeza falam e falam alto, gritando desperadamente por atenção e a casa parece sempre vazia por mais pessoas que acolha.
Dias há em que a saudade se acorrenta no coração, finca pé e torna-se presença constante no pensamento por aquele aperto do peito que teima em se fazer notar...
O silêncio projecta trechos de conversas, gargalhadas e momentos passados, os lugares são ainda os mesmos, as personagens também, mas tudo é diferente se tento resgatar velhas sensações estam soam a farsa.
O sentimento, mesmo assim permanece, mas parece diluir-se algures nos kms que nos separam.
O tempo, esse é escasso, quando tento reunir os amigos de outrora, os colegas de aventuras e desventuras, as pessoas que fizeram de mim quem sou e a quem devo tanto, mas  é sempre demasiado longo quando o dia se manifesta assim....cinzento de mais sem o mínimo vestígio de arco-irís que me faça dançar à chuva de sorriso estampado no rosto!
Há dias assim...em que apenas queria um abraço daqueles bem apertados e um sussuro ao ouvido que murmurasse "...ainda bem que regressaste, sentimos a tua falta!"
...porque por vezes a vida leva-nos por caminhos que não nos deixam voltar atrás....



"Believe that life is worth living and your belief will help create the fact."  William James

4.11.11

Coisas que eu aprendo com os mais velhos

"Menina, você não conte
as suas penas a ninguém,
uma amiga tem amigas
outra amiga amigas tem!

Menina, você não conte,
as suas penas a ninguém,
por maior que seja a sua dor,
quem o seu peito descobre,
de si mesmo  é traidor..."
                              Não conheço a autoria mas segundo a Dona B. é uma musica já bastante antiga!


(porque no fim pode tudo o resto estar a correr mal, as expectativas saírem goradas, e nada sair como o planeado, mas a aprendizagem pessoal não poderia ser melhor =D )

29.10.11

Foram precisos demasiados meses, dias e horas para entender que talvez o problema não era não querer ajudar, mas antes não saber como…que não era o que foi dito que magoava, mas sim o que ficou condenado ao silêncio…que não foi o que foi feito, mas antes o que não foi…
Hoje consigo perceber que a desilusão consistiu no apoio que não foi prestado, no “eu estou aqui, sempre que precisares” que nunca foi prenunciado e nas inexistentes tentativas de terminar as conversas inacabadas, porque dizer e fazer, acreditar e comprovar são coisas muito diferentes.
Porque em última análise, as coisas poderiam ser diferentes, cedências podiam ser feitas e desculpas pedidas, se o erro não fosse em algo tão crucial, pois apesar dos ideais, pontos de vista, formas de pensar e actuar poderem ser muito diferentes…há coisas que tem necessariamente de ser iguais!


"Only in the darkness can you see the stars"
Desconheço a autoria

20.10.11

A chamada

O telefone toca e eu corro para ele na esperança que sejas tu do outro lado da linha, pego-lhe mas este fica mudo e a casa volta ao silêncio que nela ficou desde que foste embora. Pouso-o novamente no descanso e o sorriso desaparece.
Mergulho de novo na azáfama do meu dia e tento assim sufocar a corrente de pensamentos que te trazem de novo aqui, ao pé de mim, tão presente. Desisto por fim e vencida marco o número que há muito sei de cor, o telefone chama, uma e outra vez mas de ti continuo sem nada saber, desligo mas o meu coração deixa escapar: "…era apenas para dizer como sinto a tua falta".


"As contraries are known by contraries, so is the delight of presence best known by the torments of absence."  Alcibiades

5.10.11












A tua sorte é que eu gosto demasiado de ti para deixar de me importar...e é tão bom voltar a ter um daqueles nossos momentos inesquecíveis, mas cada vez mais raros, onde as lembranças das conversas até altas horas fazem-se ouvir mais alto que todo o barulho e confusão que nos rodeia.
A tua sorte é, eu não ser de desistir perante as dificuldades ou sem que me deiam uma justificação mínima que me satisfaça.
Porque no balanço final dos estragos do furacão a que se resumiram os últimos meses da minha vida, quem realmente é importante e pretende fazer parte da minha jornada e do meu coração, permanece (mesmo que para tal tenham sido precisos uns quantos puxões de orelhas!), as conversas necessárias foram tidas, com as pessoas dispostas a tê-las, coisas importantes foram relembradas quando pareciam andar esquecidas pelos baús da memória...