24.2.14

Leituras (2)


(vontade de ler este livro, ou qualquer outro
procura-se!)

*imagem daqui

20.2.14

Se me vires por aí...

Se me vires por aí e o meu silêncio estranhares...não te preocupes e deixa-me estar...
Tal como tu, também ele faz parte de mim e por vezes impõem-se à força de pura teimosia...obriga-me a parar, a resguardar-me em mim e para mim e a calar pensamentos e opiniões.
No tumulto constante em que a minha mente e o meu coração se enrodilham é apenas devido a ele que vou preservando a minha sanidade...
Se me vires por aí, não te apoquentes e segue...daqui a nada já te procuro e volto a ser aquela que sempre conheceste...mas por ora, deixa-me com o meu silêncio e não me faças mais perguntas, pois desconfio que mesmo que as respostas soubesse, não irias ser capaz de as realmente compreender!
Sou feita de sonhos, inseguranças e fantasmas, de objectivos e metas, de sorrisos simples e lágrimas difíceis...sobretudo sou ultimamente constituída de mais lugares sombrios do que luminosos e como tal, preciso que me deixes sozinha para que encontre um equilíbrio (mesmo que fraco) entre todos os meus lados...
É que sabes? Se me "roubas" o silêncio, não conseguirei ouvir o crepitar do fogo que ilumina esse caminho e ficarei perdida na escuridão dos meus sentimentos...
Por isso, se me vires por aí e o meu silêncio estranhares...não te preocupes e deixa-me estar...


(Devaneios de uma mente confusa)


"Se quisermos compreender alguma coisa, precisamos de nos dedicar ao silêncio."
Frederico Fellini 

17.2.14

(...)


Hoje torna-se inevitável que não te escreva....parece-me irreal terem passado seis meses desde daquele dia, fecho os olhos e quase que sou transportada para aquele momento em que me ligaram, sei exactamente o que vestia e o que fazia, sei exactamente que horas eram…o tempo passa mas este vazio não atenua, o sentimento de injustiça aumenta e o “porquê” não me saí da cabeça…
De todos os futuros que dei por mim mil uma vezes a imaginar este definitivamente nunca foi um deles e como tal não sei de todo lidar com ele, não sei o que fazer, não sei o que pensar e sobretudo não sei o que sentir para além desta sensação de vazio e de dor constante…
Eu tento, juro por tudo que diariamente tento encontrar um motivo, uma justificação para teres saído das nossas vidas tão cedo, tão repentinamente, mas diariamente falho…falho e apenas um sentimento enorme de injustiça me preenche!
Dói, dói muito não só ter que aprender a lidar com a tua ausência, com este vazio no peito, na minha vida, nos meus dias...ter que aceitar que nada do que eu faça vai mudar o que aconteceu e que, por muito que eu ainda dê por mim a querer acreditar que não é verdade (que pura e simplesmente não pode ser), não posso negar a realidade!
 És presença constante no meu pensamento, praticamente todos os cantos e recantos desta cidade me lembram de ti e por momentos volto a ver-nos ali a lanchares comigo ou ouço trechos de conversas que tivemos...!  Por vezes ainda te procuro noutros rostos ou em cada carro que seja minimamente parecido ao teu (mesmo que eu o conheça quase tão bem como o meu).
Sinto-me sozinha sabes? Sinto falta dos nossos cafés, sinto falta das nossas conversas, dos nossos despiques, das nossas gargalhadas e até das nossas turras....sinto sobretudo falta de te saber ali, presente mesmo que centenas de quilómetros nos separassem , à simples distância de um telefonema, de uma mensagem ou de um computador ligado à Internet...
Queria poder voltar no tempo e ter mais cinco minutos contigo, poder dizer-te mais uma vez o quanto te adoro e o quão importante me és, dar-te um abraço daqueles mesmo apertados, poder olhar-te uma ultima vez e guardar o teu sorriso comigo!
 Quero, juro que quero fazer tudo o que estiver ao meu alcance para me tornar naquela pessoa da qual tu terias muito orgulho de seres amigo…mas a vontade falha-me e quase tudo o que me rodeia me parece tão insignificante!
Hoje não faço muito sentido eu sei (ainda menos do que o normal quando te costumo escrever), mas é que são tantas as coisas das quais te quero falar, das quais contigo gostava de debater que por vezes estas simplesmente se amontoam no cantinho da minha memória e se enrodilham de tal maneira que quando as quero expressar é bastante complicado fazê-lo e torno-me talvez apenas repetitiva e chata!
Como é suposto eu seguir em frente?
Fazes-me falta!

“Tem dias que só queremos tirar uma folga do mundo, dar uma pausa da vida, 
deixar de pensar, e sentir por alguns segundos, sem pressões, sem cobranças, 
sem lembranças, sem vontades, apenas um lugar que nos acolha,
 nos permita ficar e nos traga um pouco de paz.”
Imelda Sitole

*Imagem daqui

16.2.14

Nos teus olhos

Nos teus olhos:
Quieta silenciosamente no meu canto observo atentamente o teu olhar, conhecer-te torna-se tarefa fácil desde que quem o verdadeiramente tente, seja capaz desse mesmo olhar decifrar.
Nos teus olhos vejo o duelo constante entre a aquela menina sonhadora que um dia conheci e a mulher que passo a passo diariamente ambicionas e lutas por te tornar, adaptando-se o melhor que sabe e pode às responsabilidades, exigências e desafios que constantemente lhe são exigidos.
Nesses olhos vejo aquela princesa das histórias da Disney  que tu tanto gostas e que dia-a-dia procura o seu seu final feliz concretizar, passe ele ou não pela presença  de um príncipe (des)encantado.
Nos teus olhos vejo aquela menina doce e por vezes ingénua que o coração de tantos conquistou, prevejo a mãe fantástica que serás, preocupada e atenta com tudo e com todos.
Nesses olhos vejo o carinho e o amor que transbordas por todos aqueles que constituem o teu mundo.
Nos teus olhos que são sempre os mesmos, vejo todos os dias uma pessoa diferente, semelhante à de ontem e de certeza diferente da de amanhã.
Nesses olhos vejo algum  receio e insegurança (mesmo que muitas vezes muito bem camuflado de brincadeira) de uma vez mais saíres magoada.
Nos teus olhos vejo as marcas que cada batalha por ti travada deixaram,  uma sabedoria e um amadurecimento mas sobretudo um sorriso que tempestade nenhuma parece capaz de aplacar.
Nesses teus olhos vejo a honra que é poder chamar-te de amiga, a sorte que tenho em seres presença constante na minha vida, porque neles, por vezes tanto de mim vejo reflectido.
O teu olhar, é assim palco do mais variado desfile de pedacinhos de ti, que se transformam consoante o público que te rodeia (como se de uma actriz numa peça de teatro se tratasse), sendo todos e cada um deles  a razão pela qual eu de ti tanto gosto!

Parabéns M...

*Imagem daqui

10.2.14

Das músicas que me fala(ra)m directamente ao coração #1




...acho que todos os grandes amores têm direito a uma banda sonora e esta música fez parte do meu...e hoje quando por mero acaso a voltei a ouvir...tenho a certeza que, mais do que como eu era lamechas e do quanto esta me embalou o choro, fica aquele sorriso no rosto ao me recordar do quanto ingenuamente feliz fui, apesar de tudo...


"Se a música é o alimento do amor não parem de tocar. 
Dêem-me música em excesso; tanta que, depois de saciar, mate de náusea o apetite."

William Shakespeare

9.2.14

Obrigado

Na confusão dos meus sentimentos, no rodopio dos meus pensamentos tens sido a minha constante.
Nos dias chuvosos e cinzentos da minha vida, tens sido aquele raio de sol teimoso e persistente que faz cada um desses mesmos dias valer a pena!
Roubas-me sorrisos quando eu quase me esqueci de que ainda os tenho e por momentos fazes-me abstrair de todo o que me rodeia...
Estendeste-me a mão quando eu mais precisava e desconfio seriamente que seja apenas devido a ela que me mantenho em pé na borda do precipício que tanto tem tentado me engolir nos últimos meses...
Ocupas-me a mente e impedes que pense demasiado (ou pelo menos tentas!).
Fazes-me bem como poucas pessoas algum dia já me fizeram e isso pura e simplesmente aterroriza-me!
Tenho medo de me viciar em ti e perder a independência emocional que durante tantos anos lutei para conseguir, sobre quem da minha vida faz parte...
Tenho medo de acabar por te deixar ter um espaço maior na minha vida do que o extremamente necessário...e como tal, tento pela primeira vez conter esta minha sinceridade desbocada que tanto me caracteriza e guardar apenas para mim o quão importante me és!
É por isso que hoje aqui te escrevo, tentando que a escrita consiga uma vez mais, transmitir o que se perde sempre que eu tento balbuciar algo mais de que um obrigado...
Obrigado sobretudo por teres sempre cinco minutos para mim e para as minhas neuras e devaneios, quando todos os outros que prometeram estar lá, se perdem na correria do seu dia-a-dia...

“E amigo é isso: aquele que a presença conforta sem precisar de muito gesto ou dramatização.”
Martha Medeiros.

*imagem daqui

3.2.14

Estado de espírito #4

(...dizer ou/e sobretudo escrever...
hoje, ontem, anteontem...resumindo, ultimamente!)

*imagem encontrada aqui